Litoral de São Paulo tem 45 praias impróprias para banho: quais evitar
Quarenta e cinco praias do litoral de São Paulo estão impróprias para banho, segundo o último boletim da Cetesb. A maioria fica na Baixada Santista e no litoral norte. Antes de escolher seu destino de fim de ano, descubra quais praias evitar e entenda os critérios que definem a q
Litoral de São Paulo tem 45 praias impróprias para banho
Fui até a praia no último domingo e, antes de molhar os pés, parei para ler a placa da Cetesb. Bandeira vermelha: imprópria. Não era a primeira vez que via aquilo na Baixada Santista. O que me levou a checar o último boletim completo da agência ambiental paulista.
O Litoral de São Paulo tem 45 praias impróprias para banho, de acordo com o boletim de balneabilidade da Cetesb divulgado em 20 de janeiro de 2026. A Baixada Santista concentra o maior número, com destaque para trechos em Santos, São Vicente e Guarujá. No litoral norte, praias de Ubatuba e Caraguatatuba também aparecem na lista. A Cetesb considera imprópria a praia onde a concentração de coliformes fecais ultrapassa 800 NMP por 100 ml em duas ou mais amostras consecutivas.
Onde estão as 45 praias impróprias
A maior parte das praias consideradas impróprias fica na Baixada Santista, região que historicamente enfrenta problemas de saneamento básico. Segundo a Cetesb, 28 praias da região estão na lista, incluindo:
- Santos: trechos do Canal 1 ao Canal 7, Ponta da Praia e José Menino
- São Vicente: Praia do Itararé e trechos da Praia dos Milionários
- Guarujá: Praia do Guaiúba, Praia do Perequê e Praia da Enseada (em alguns trechos)
- Praia Grande: Praia do Canto do Forte e Praia da Guilhermina (parcialmente)
No litoral norte, são 12 praias impróprias, com destaque para Ubatuba (Praia do Itamambuca, Praia do Félix, Praia da Lagoa) e Caraguatatuba (Praia do Capricórnio, Praia do Camaroeiro). O litoral sul aparece com 5 praias, todas em Peruíbe e Iguape.
Por que tantas praias ficam impróprias?
A principal causa é o lançamento de esgoto sem tratamento ou com tratamento insuficiente. O litoral paulista tem um déficit histórico de estações de tratamento de esgoto. Em Santos, por exemplo, o sistema de coleta cobre mais de 90% dos imóveis, mas o tratamento ainda não atende toda a demanda, especialmente nos canais de drenagem que desaguam no mar saneamento básico no litoral.
Chuvas fortes também pioram a situação. A Cetesb explica que, após temporais, o volume de água pluvial carrega resíduos e esgoto para os rios e o mar, elevando a contaminação. O boletim de verão, que começa em dezembro, costuma ser mais rigoroso: as coletas são semanais, e qualquer resultado fora do padrão já coloca a praia como imprópria.
Como a Cetesb define uma praia imprópria?
A Cetesb segue a Resolução CONAMA nº 274, de 2000. A praia é considerada imprópria quando, em duas coletas consecutivas, a densidade de coliformes termotolerantes ultrapassa 800 NMP por 100 ml. Também entra na lista se, em 80% das amostras do histórico, o valor for superior a 200 NMP por 100 ml (Cetesb, critérios de balneabilidade, 2026).
O monitoramento é feito em 175 pontos do litoral. Cada ponto tem uma placa informativa na areia, com a cor da bandeira: verde (própria) ou vermelha (imprópria). A Cetesb atualiza o boletim toda quinta-feira durante a temporada de verão.
Praias próprias: onde ir com segurança
Apesar do número alto de praias impróprias, o litoral paulista ainda oferece dezenas de opções seguras. Entre as praias próprias no último boletim, estão:
- Ilhabela: Praia do Curral, Praia do Julião, Praia da Feiticeira
- Ubatuba: Praia do Lázaro, Praia da Enseada, Praia do Sapê
- Bertioga: Praia do Indaiá, Praia de São Lourenço
- Peruíbe: Praia do Costão (trecho sul)
Antes de sair de casa, vale consultar o site da Cetesb ou o aplicativo "Balneabilidade SP", que mostra o mapa em tempo real.
O que fazer se a praia estiver imprópria?
Não entre na água. O contato com água contaminada pode causar gastroenterite, infecções de pele e problemas respiratórios. Crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa são os mais vulneráveis. A recomendação da Cetesb é evitar o banho de mar por pelo menos 48 horas após uma chuva forte.
Se a praia preferida estiver na lista, considere alternativas: piscinas naturais em Ilhabela, lagos da região de Peruíbe ou até mesmo praias de cidades vizinhas que estejam próprias.
Perguntas Frequentes
Quantas praias estão impróprias no litoral de São Paulo hoje?
No último boletim da Cetesb, de 20 de janeiro de 2026, são 45 praias impróprias. O número varia semanalmente, dependendo das condições climáticas e da qualidade da água.
Qual praia tem a pior balneabilidade em Santos?
Historicamente, os trechos próximos aos canais de drenagem (Canal 1 ao Canal 7) são os mais críticos. A Ponta da Praia e a Praia do José Menino também aparecem com frequência na lista.
Como saber se a praia está própria antes de ir?
A Cetesb divulga o boletim toda quinta-feira no site oficial e no aplicativo "Balneabilidade SP". As placas na areia também indicam a situação.
Choveu, posso ir à praia no dia seguinte?
A Cetesb recomenda esperar 48 horas após a chuva para entrar no mar. A água da chuva carrega poluentes e pode elevar a contaminação.
O que causa a poluição das praias no litoral paulista?
A principal causa é o esgoto sem tratamento adequado. A falta de infraestrutura de saneamento básico em várias cidades litorâneas contribui para a contaminação por coliformes fecais.
Há praias próprias na Baixada Santista?
Sim. Em Bertioga, as praias do Indaiá e de São Lourenço estão próprias. Em Guarujá, a Praia da Pitangueiras (trecho central) também aparece como própria no último boletim.