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Haddad: SP é o estado mais afetado pelo tarifaço de Trump; cobra reavaliação de Tarcísio

ResumoO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que São Paulo é o estado brasileiro mais impactado pelo tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump. Haddad cobrou do governador Tarcísio de Freitas uma reavaliação do apoio à política comercial norte-americana, destacando os prejuízos econômicos para o estado.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que São Paulo é o estado brasileiro mais afetado pelo tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Em declaração a jornalistas, Haddad disse esperar que o governador Tarcísio de Freitas reavalie seu apoio à política comer

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Haddad: SP é o estado mais afetado pelo tarifaço de Trump; cobra reavaliação de Tarcísio

Haddad afirma que SP é estado 'mais afetado pelo tarifaço do Trump' e diz esperar que Tarcísio reavalie apoio aos EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que São Paulo é o estado brasileiro mais afetado pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração a jornalistas nesta quarta-feira, Haddad disse esperar que o governador Tarcísio de Freitas reavalie seu apoio à política comercial americana. A fala ocorre em meio a negociações diplomáticas e expõe a tensão entre o Palácio do Planalto e o Palácio dos Bandeirantes.

Segundo Haddad, São Paulo sofre o maior impacto econômico devido à sua alta concentração de exportações para os EUA. O estado responde por cerca de 30% das exportações brasileiras para o mercado americano, especialmente nos setores de aeronaves, máquinas e suco de laranja. "São Paulo é o estado mais afetado, e isso não é uma opinião, são dados objetivos", disse o ministro, checado por mais de uma fonte da equipe econômica. A declaração busca pressionar Tarcísio, que tem adotado uma postura de alinhamento público com Trump.

Bastidores da declaração: o que Haddad realmente quis dizer

A decisão de Haddad de citar nominalmente Tarcísio não foi casual. Nos bastidores, a leitura é que o ministro quer forçar o governador a escolher entre o discurso de defesa dos interesses paulistas e o alinhamento ideológico com o republicano. A fala foi cuidadosamente calibrada: ao usar dados econômicos, Haddad tira a discussão do campo ideológico e a coloca no terreno dos números. A apuração indica que o Planalto espera que Tarcísio, diante da pressão popular e empresarial, seja obrigado a recuar.

O impacto do tarifaço sobre a economia paulista

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que São Paulo exportou US$ 12,5 bilhões para os EUA em 2025. As tarifas de Trump, que chegam a 25% para alguns produtos, afetam diretamente setores como o aeronáutico (Embraer), o de máquinas e equipamentos e o de alimentos processados. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) já estima perdas potenciais de R$ 8 bilhões ao ano, caso as tarifas não sejam renegociadas. O governo federal, por meio do Itamaraty, busca um acordo bilateral, mas as negociações estão travadas.

Como as tarifas afetam o agronegócio paulista

O agronegócio de São Paulo, especialmente o setor de suco de laranja, é um dos mais expostos. O estado responde por 80% da produção nacional de laranja, e os EUA são o principal comprador. Com a tarifa de 25%, o produto brasileiro perde competitividade frente a concorrentes como a Flórida. A situação já gera pressão de ruralistas sobre Tarcísio, que até agora evitou criticar abertamente Trump.

A reação do Palácio dos Bandeirantes

Até o fechamento desta edição, o governador Tarcísio de Freitas não se manifestou oficialmente sobre a declaração de Haddad. Nos bastidores, aliados do governador avaliam que a fala do ministro é uma "provocação política" e que Tarcísio não deve responder no mesmo tom. A leitura no entorno do governador é que ele tenta manter um equilíbrio: não romper com o Planalto, mas também não abandonar o alinhamento com a base conservadora que o apoia. A aposta é que Tarcísio aguarde os próximos passos das negociações diplomáticas antes de se posicionar.

O que esperar dos próximos movimentos

A decisão de Haddad de pautar o tema indica que o governo federal quer usar o tarifaço como instrumento de pressão política sobre Tarcísio. O próximo movimento esperado é uma reunião entre o ministro e representantes da Fiesp e da Associação Comercial de São Paulo, para detalhar os impactos setoriais. A expectativa é que, nos próximos dias, o governador seja cobrado publicamente por empresários paulistas, o que pode forçar uma mudança de postura.

Perguntas Frequentes

Por que Haddad citou especificamente São Paulo?

Haddad citou São Paulo por ser o estado com maior volume de exportações para os EUA, sendo o mais exposto às tarifas de Trump.

O que Tarcísio disse sobre o tarifaço até agora?

O governador ainda não se manifestou oficialmente sobre a declaração de Haddad, mas aliados indicam que ele deve aguardar as negociações diplomáticas.

Quais setores paulistas são mais afetados?

Os setores mais afetados são o aeronáutico (Embraer), o de máquinas e equipamentos, o de suco de laranja e o de carnes processadas.

O governo federal está negociando com os EUA?

Sim, o Itamaraty conduz negociações para um acordo bilateral, mas as conversas estão travadas devido às exigências americanas.

Qual o valor estimado das perdas para São Paulo?

A Fiesp estima perdas potenciais de R$ 8 bilhões ao ano, caso as tarifas não sejam revistas.

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