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Aviação mantém otimismo mesmo com guerra, diz CEO da Vinci para a Amazônia

ResumoKleyton Mendes, CEO da Vinci Airports para a Região Norte, afirmou que o setor aéreo brasileiro mantém otimismo cauteloso apesar da guerra no Oriente Médio e da pressão sobre os custos do combustível de aviação. A taxa de ocupação dos voos permanece preservada, sustentando a perspectiva positiva para o segmento.

O CEO da Vinci Airports para a Região Norte, Kleyton Mendes, afirma que o setor aéreo brasileiro mantém otimismo cauteloso mesmo com a guerra no Oriente Médio e a pressão sobre os custos do combustível de aviação. Em entrevista, ele destacou a taxa de ocupação preservada e a capa

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 24 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Aviação mantém otimismo mesmo com guerra, diz CEO da Vinci para a Amazônia

Aviação mantém otimismo mesmo com guerra, diz CEO da Vinci para a Amazônia

O CEO da Vinci Airports para a Região Norte, Kleyton Mendes, avalia que o setor aéreo brasileiro mantém um cenário de otimismo cauteloso, mesmo diante dos conflitos no Oriente Médio e da pressão sobre os custos do combustível de aviação. As companhias aéreas conseguiram se organizar para preservar a taxa de ocupação planejada e minimizar os impactos da alta dos custos, afirmou o executivo em entrevista ao Conexão Infra exibida nesta quinta-feira (23).

Setor aéreo brasileiro mantém otimismo cauteloso com guerra

Segundo Mendes, as programações para a próxima temporada de verão no Brasil, que tem início no fim de outubro, estão dentro da normalidade para o período. A temporada de verão no Brasil é conhecida como winter season, pois o planejamento aéreo usa como parâmetro o Hemisfério Norte. "Quanto mais alargar o movimento da guerra e os preços continuarem subindo, maior será o desafio", afirmou.

Aeroportos da Vinci na Amazônia comportam nova demanda

Com o aumento da demanda de passageiros no Norte, Mendes destacou que os aeroportos que estão sob a concessão da Vinci comportam essa nova demanda. A movimentação registrada na região no primeiro semestre deste ano foi a melhor dos últimos 10 anos, chegando a 2,78 milhões de passageiros. "O sistema aeroportuário da região tem capacidade para atender o aumento do fluxo de passageiros e suporta até o dobro da demanda atual", disse.

A Vinci administra sete aeroportos na Região Norte: Manaus (AM), Tefé (AM), Tabatinga (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC) e Cruzeiro do Sul (AC).

Cabotagem aérea: oportunidade para conectar o país

O executivo também afirmou ver com bons olhos a proposta que amplia a cabotagem aérea no Brasil, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. Segundo ele, o projeto pode representar uma oportunidade para aumentar a conectividade do país, embora ainda seja cedo para medir seus efeitos. "É uma novidade completa. Acho que toda novidade precisa amadurecer. Vamos ver se vai funcionar, ainda falta a aprovação no Senado", disse.

A ideia do projeto é permitir que empresas estrangeiras realizem voos domésticos na Amazônia Legal sem a necessidade de constituir subsidiária brasileira. O texto, porém, foi recebido com ressalvas pelo setor. Há avaliações de que a medida pode não aumentar a demanda de voos na região. Além disso, as companhias aéreas também apontam dúvidas sobre regras operacionais e de segurança que não estão bem detalhadas na proposição.

Aviação regional: desafio de ampliar concorrência na Amazônia

Mendes disse ainda que um dos principais desafios da aviação regional é ampliar a concorrência, especialmente na Amazônia. "A aviação no Brasil está muito carente. Só temos uma grande companhia aérea operando na Amazônia. Temos poucas empresas aéreas se aventurando na aviação regional. Em especial, a Amazônia carece de outras conexões", disse.

Para ele, a entrada de novos operadores seria importante para ampliar a oferta de voos e fortalecer a integração da região com o restante do país.

Impacto da guerra nos custos do combustível de aviação

A pressão sobre os custos do combustível de aviação, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, é um dos principais desafios apontados pelo executivo. Apesar disso, as companhias aéreas conseguiram se organizar para preservar a taxa de ocupação planejada e minimizar os impactos. Mendes reforçou que, se a guerra se prolongar e os preços continuarem subindo, o desafio será maior.

Perspectivas para a temporada de verão no Brasil

As programações para a temporada de verão no Brasil, que começa no fim de outubro, estão dentro da normalidade, segundo o CEO. O planejamento aéreo usa como parâmetro o Hemisfério Norte, por isso a temporada é chamada de winter season. A expectativa é que a demanda siga aquecida, especialmente na Região Norte.

Perguntas Frequentes

O que disse o CEO da Vinci sobre a guerra e a aviação?

O CEO da Vinci Airports para a Região Norte, Kleyton Mendes, afirmou que o setor aéreo mantém otimismo cauteloso, com as companhias organizadas para preservar a taxa de ocupação e minimizar impactos da alta do combustível.

Quantos aeroportos a Vinci administra na Região Norte?

A Vinci administra sete aeroportos na Região Norte: Manaus, Tefé, Tabatinga, Porto Velho, Boa Vista, Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

Qual foi a movimentação de passageiros no primeiro semestre?

A movimentação registrada na região no primeiro semestre deste ano foi a melhor dos últimos 10 anos, chegando a 2,78 milhões de passageiros.

O que é a proposta de cabotagem aérea?

A proposta em tramitação no Congresso Nacional permite que empresas estrangeiras realizem voos domésticos na Amazônia Legal sem necessidade de constituir subsidiária brasileira.

Quais são os desafios da aviação regional na Amazônia?

O principal desafio é ampliar a concorrência, já que apenas uma grande companhia aérea opera na Amazônia, segundo Mendes. A entrada de novos operadores fortaleceria a integração da região.

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