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Setor químico estima custo adicional de US$ 66 milhões com novo tarifaço

ResumoO setor químico brasileiro estima custo adicional de US$ 66 milhões anuais com o novo tarifaço sobre insumos importados. A elevação das alíquotas de 12% para 35% em produtos como resinas e intermediários pressiona preços de fertilizantes e outros insumos industriais.

O setor químico brasileiro estima que o novo tarifaço sobre insumos importados adicionará US$ 66 milhões aos custos anuais da indústria. A conta considera alíquotas que sobem de 12% para 35% em produtos como resinas e intermediários. A medida pode pressionar preços de fertilizant

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Setor químico estima custo adicional de US$ 66 milhões com novo tarifaço

Setor químico estima custo adicional de US$ 66 milhões com novo tarifaço

O novo tarifaço sobre insumos químicos importados deve gerar um custo adicional de US$ 66 milhões por ano para a indústria brasileira, segundo estimativas do setor. As alíquotas de importação subirão de 12% para 35% para produtos como resinas, intermediários e solventes. A medida, aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), visa proteger a produção nacional, mas preocupa segmentos que dependem de matéria-prima importada.

Como o tarifaço impacta a indústria química

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) calculou que o aumento das tarifas de importação para 35% em 49 produtos químicos elevará os custos em US$ 66 milhões ao ano. O impacto recai principalmente sobre resinas termoplásticas, solventes e intermediários usados na produção de fertilizantes, plásticos e tintas.

Para o presidente da Abiquim, a medida protege setores específicos, mas penaliza a cadeia produtiva como um todo. "Insumos mais caros encarecem o produto final, reduzem a competitividade e podem gerar inflação setorial", afirmou em nota.

Produtos afetados e alíquotas

A Camex aprovou a elevação das alíquotas de importação de 12% para 35% para os seguintes grupos de produtos:

  • Resinas termoplásticas (polietileno, polipropileno)
  • Intermediários para fertilizantes (ureia, nitrato de amônio)
  • Solventes orgânicos (tolueno, xileno)
  • Defensivos agrícolas intermediários

A medida entra em vigor em 90 dias, conforme publicado no Diário Oficial da União. O setor químico pediu prazo maior para adaptação, mas o governo manteve o cronograma.

Reação do governo e justificativa

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) justificou a elevação como necessária para "proteger a indústria nacional contra concorrência desleal de países com subsídios estatais". A pasta citou a China como principal alvo das medidas, que responde por 40% das importações brasileiras de químicos.

Entretanto, a Abiquim contesta: "A indústria brasileira não tem capacidade de suprir a demanda interna desses insumos. O tarifaço encarece a produção sem garantir aumento real da oferta local."

Impacto no agronegócio e na construção civil

O custo adicional de US$ 66 milhões deve se refletir nos preços de fertilizantes e defensivos, que usam os insumos tarifados. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o impacto no campo pode chegar a 2,5% nos custos de produção de grãos.

Na construção civil, resinas termoplásticas são base para tubos, conexões e tintas. O Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon-SP) projeta alta de 1,8% nos custos de materiais no segundo semestre.

O que o setor químico propõe

A Abiquim apresentou ao governo uma proposta de redução gradual das alíquotas ao longo de três anos, com contrapartidas de investimento em capacidade produtiva nacional. O plano prevê:

  1. Redução imediata para 25% nos primeiros 12 meses
  2. Queda para 20% no segundo ano
  3. Alíquota final de 15% no terceiro ano

O MDIC não respondeu formalmente à proposta, mas sinalizou abertura para negociação em setembro, quando a Camex revisa a lista de exceções.

Cronograma e próximos passos

A resolução da Camex publicada em junho de 2026 estabelece que as novas alíquotas entram em vigor em 90 dias. O setor químico acompanha a tramitação de recursos e pedidos de exceção para produtos sem similar nacional.

A Abiquim promete divulgar um relatório mensal de acompanhamento dos preços dos insumos afetados. O primeiro balanço sai em 30 dias.

impacto do tarifaço nos fertilizantes como a indústria química pode se adaptar

Perguntas Frequentes

Quanto o setor químico estima de custo adicional com o novo tarifaço?

O setor químico estima um custo adicional de US$ 66 milhões por ano.

Quais produtos tiveram as alíquotas elevadas?

Resinas termoplásticas, intermediários para fertilizantes, solventes orgânicos e defensivos agrícolas intermediários.

Qual era a alíquota anterior e qual é a nova?

A alíquota subiu de 12% para 35%.

Quando as novas tarifas entram em vigor?

Em 90 dias após a publicação no Diário Oficial da União, ou seja, em setembro de 2026.

O que o setor químico propõe como alternativa?

Uma redução gradual das alíquotas ao longo de três anos, com contrapartidas de investimento em capacidade produtiva nacional.

O tarifaço afeta o agronegócio?

Sim, o custo adicional deve elevar os preços de fertilizantes e defensivos, impactando em até 2,5% os custos de produção de grãos.

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