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PF detalha relação de Vorcaro com servidores do BC

ResumoA Polícia Federal aponta que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, manteve relação com dois servidores afastados do Banco Central que atuaram como consultores informais. Relatórios divulgados em 11 de abril indicam orientações, revisão de documentos e cobrança de pagamento pelos servidores, investigados por suposta atuação irregular em favor do banqueiro.

Relatórios da Polícia Federal tornados públicos nesta sexta (11) apontam que dois servidores afastados do Banco Central atuaram como consultores informais de Daniel Vorcaro, com orientações, revisão de documentos e cobrança de pagamento.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
PF detalha relação de Vorcaro com servidores do BC

A Polícia Federal (PF) apontou, em relatórios tornados públicos nesta sexta-feira (11), que dois servidores afastados do Banco Central (BC) atuaram de maneira reiterada como consultores informais de Daniel Vorcaro. Segundo os documentos, eles ofereceram orientações detalhadas, revisaram documentos sensíveis e intervieram em temas de supervisão bancária em favor do Banco Master. E cobraram por isso.

Os servidores citados são Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Nos diálogos registrados nos relatórios, Paulo Sérgio envia a portaria com sua promoção a chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC. O Desup é a área responsável por monitorar capital e liquidez das instituições financeiras.

Nesta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte. A decisão atende a solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e libera o acesso a um conjunto de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao chamado caso Master.

O que os relatórios descrevem

  • Atuação reiterada como consultores informais de Daniel Vorcaro;
  • Orientações detalhadas e revisão de documentos sensíveis;
  • Intervenção em temas de supervisão bancária em favor do Banco Master;
  • Cobrança de pagamento pelos serviços prestados.

A liberação do sigilo permite que o conteúdo dos inquéritos seja consultado publicamente. As investigações seguem sob análise da Corte, e não há, até o momento, decisão final sobre o caso.

Para quem acompanha o setor, o episódio joga luz sobre a fronteira entre a rotina de supervisão e a atuação privada de quem ocupa cargos de fiscalização. O Desup, área citada nos relatórios, é justamente o setor que avalia se um banco tem capital e liquidez suficientes para operar com segurança.

A reportagem do g1 reuniu os principais pontos divulgados até aqui. Novos desdobramentos devem aparecer conforme o material liberado pelo STF for analisado.

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