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Abrapa vê avanço em MP de dívidas rurais, mas cobra novas medidas

ResumoA Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reconhece avanços na Medida Provisória que renegocia dívidas rurais. A entidade cobra novas medidas para garantir a sustentabilidade do setor algodoeiro, incluindo alongamento de prazos e redução de juros. A MP é vista como passo inicial, mas insuficiente para resolver os desafios financeiros dos produtores.

A Abrapa reconhece avanços na MP que renegocia dívidas rurais, mas alerta para a necessidade de novas medidas que garantam a sustentabilidade do setor algodoeiro. Entenda os pontos positivos e as reivindicações da entidade.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Abrapa vê avanço em MP de dívidas rurais, mas cobra novas medidas

Fui conversar com quem está no centro da negociação. Não no gabinete, mas no campo, onde a conta chega antes do comunicado oficial. A Abrapa, que representa os cotonicultores brasileiros, soltou uma nota que é um misto de alívio e alerta. A MP das dívidas rurais, finalmente publicada, trouxe um fôlego, mas não a solução completa que o setor esperava.

A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) considera que a Medida Provisória das dívidas rurais representa um avanço, mas defende que novas medidas são necessárias para atender plenamente as necessidades do setor, especialmente em relação a prazos e condições de pagamento.

MP das dívidas rurais: o que mudou para o produtor

A MP, em tramitação no Congresso, reabriu o prazo para renegociação de dívidas de custeio e investimento. Segundo a Abrapa, o texto atual representa um passo importante, mas ainda insuficiente diante do aperto financeiro vivido pelos cotonicultores. A entidade destaca que a medida precisa ser complementada por ações que garantam previsibilidade e condições justas de pagamento.

Os pontos de avanço reconhecidos pela Abrapa

  • Reabertura de prazos: a MP permite que produtores com dívidas vencidas entre 2020 e 2023 renegociem os débitos.
  • Descontos em juros e multas: há previsão de redução de encargos, o que alivia o fluxo de caixa imediato.
  • Alongamento do prazo de pagamento: as parcelas podem ser estendidas, dando mais tempo para o produtor se reorganizar.

"A MP é um avanço, mas não resolve o problema estrutural do endividamento do setor. Precisamos de medidas que ataquem a raiz da questão", afirma o presidente da Abrapa, em nota.

O que a Abrapa cobra além da MP

A entidade não se limitou a elogiar. Em comunicado oficial, deixou claro que o setor algodoeiro precisa de mais. As principais reivindicações são:

  • Equalização de taxas de juros: para que o crédito rural tenha custo compatível com a rentabilidade da cultura.
  • Linhas de crédito específicas para o algodão: que considerem o ciclo produtivo e os prazos de comercialização.
  • Fundo de aval: para garantir operações de produtores que não têm garantias reais.

A situação do algodão no Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de algodão. Dados do setor indicam que a safra 2025/2026 deve superar 3 milhões de toneladas, mas a margem do produtor tem sido comprimida por custos altos e preços internacionais voláteis. O endividamento, nesse contexto, vira uma bola de neve que a MP tenta desatar, mas não desata sozinha.

A tramitação da MP no Congresso

A MP precisa ser aprovada em até 120 dias para não perder a validade. A Abrapa já está em conversas com parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para incluir emendas que ampliem os benefícios. O relator da medida, deputado federal, sinalizou que está aberto a ajustes, mas o tempo é curto.

O que esperar dos próximos passos

A expectativa é que o texto seja votado ainda neste semestre. Se aprovado, vira lei e pode ser aperfeiçoado por decretos posteriores. A Abrapa, por sua vez, promete continuar pressionando por medidas complementares.

Perguntas Frequentes

O que é a MP das dívidas rurais?

É uma Medida Provisória que reabre o prazo para renegociação de dívidas de produtores rurais, com descontos e alongamento de prazos.

Quem pode aderir à renegociação?

Produtores com dívidas de custeio e investimento vencidas entre 2020 e 2023, desde que estejam em dia com as parcelas anteriores.

A Abrapa é contra a MP?

Não. A Abrapa reconhece avanços, mas cobra medidas adicionais para o setor algodoeiro.

Quais são as principais reivindicações da Abrapa?

Equalização de juros, linhas de crédito específicas para o algodão e criação de um fundo de aval.

Quando a MP será votada?

A previsão é que seja votada ainda no primeiro semestre de 2026, mas o prazo final é de 120 dias após a publicação.

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