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Trump vai a jantar de correspondentes três meses após ataque

ResumoDonald Trump discursará no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em 24 de janeiro, três meses após um ataque a tiros interromper o evento original. O jantar remarcado ocorrerá no hotel Waldorf Astoria com medidas de segurança reforçadas. O presidente dos Estados Unidos participa do evento tradicional da imprensa.

Três meses após um ataque a tiros interromper o evento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um discurso no jantar remarcado da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que ocorrerá nesta sexta-feira (24) no hotel Waldorf Astoria, sob medidas de segurança refo

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 24 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Trump vai a jantar de correspondentes três meses após ataque

Três meses depois de ataque, Trump irá ao jantar de correspondentes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um discurso perante a Associação de Correspondentes da Casa Branca em um jantar remarcado para esta sexta-feira (24), quase três meses depois que tiros disparados no hotel Washington Hilton interromperam o evento. O evento de gala, que reunia jornalistas, políticos e autoridades do governo, foi cancelado em 25 de abril depois que um homem tentou forçar a passagem por um posto de segurança e disparou uma espingarda do lado de fora do salão de baile, onde Trump e membros de seu gabinete estavam se acomodando.

O ataque de abril e o suspeito

O suspeito, identificado como Cole Allen, se declarou inocente em maio das acusações, que incluem tentativa de assassinato do presidente. O incidente ocorreu durante a primeira participação de Trump como presidente no jantar dos correspondentes. Ele havia boicotado o evento nos anos anteriores de seu mandato.

Segurança reforçada no novo local

O jantar foi transferido para o hotel Waldorf Astoria e ocorrerá sob medidas de segurança reforçadas. O diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, disse aos repórteres na quarta-feira que uma equipe de preparação estava implementando um plano de segurança abrangente no hotel.

"Esperamos que pessoas mal-intencionadas apareçam", disse Curran. "É simplesmente a realidade da situação em que nos encontramos, mas estamos tratando isso da mesma forma que em qualquer outro local que o presidente visite."

Trump afirmou que o episódio em abril demonstrou a necessidade de um salão de festas de US$ 400 milhões que está sendo construído na Casa Branca, alegando que a realização de tais eventos no local aumentaria a segurança do presidente.

Homenagens e entretenimento

O jantar desta sexta-feira (24) homenageará o agente do Serviço Secreto Victor Gonzales, que foi baleado em um posto de controle de segurança do lado de fora do salão de festas em abril e é considerado o responsável por impedir o ataque. Ele usava um colete à prova de balas e foi a única pessoa ferida naquela noite. Os funcionários do Washington Hilton que prestaram assistência aos convidados também serão homenageados, informou a associação de correspondentes.

A gala, um evento anual no calendário de Washington há mais de um século, arrecada fundos para bolsas de estudo em jornalismo e celebra a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e de imprensa. Trump deve proferir um discurso, e o mentalista Oz Pearlman será responsável pelo entretenimento.

O contexto de conflito com a mídia

Trump tem entrado frequentemente em conflito com a mídia, processando vários veículos de comunicação, denunciando coberturas desfavoráveis como "notícias falsas" e criticando jornalistas nominalmente. Seu governo excluiu a Associated Press do grupo de imprensa da Casa Branca e restringiu o acesso de alguns jornalistas ao Pentágono, entre outras medidas.

Na semana passada, Trump ameaçou revogar as licenças das redes de TV que não transmitissem seu discurso no horário nobre sobre segurança eleitoral, que incluía alegações sobre interferência estrangeira nas eleições que contradiziam uma avaliação da inteligência dos EUA.

A Casa Branca defendeu suas medidas, afirmando que o governo busca proteger informações confidenciais, melhorar a segurança e aumentar a prestação de contas por parte do que chama de organizações de mídia tendenciosas.

Mesmo tendo intensificado suas ações contra a mídia, Trump tem proporcionado aos repórteres um acesso mais direto do que os presidentes recentes, respondendo a perguntas durante aparições públicas abertas ao público e conversando regularmente com jornalistas por telefone.

A carta de jornalistas e a resposta da associação

Várias centenas de jornalistas veteranos, juntamente com oito organizações profissionais de jornalismo, assinaram uma carta instando a Associação dos Correspondentes da Casa Branca a usar o jantar para condenar o que chamaram de ataques de Trump à Primeira Emenda.

A presidente da entidade, Weijia Jiang, disse que o evento "será uma declaração de que a violência não tem lugar na vida norte-americana e que a imprensa livre não será intimidada a ficar em silêncio".

Perguntas Frequentes

Quando ocorre o jantar de correspondentes da Casa Branca?

O jantar remarcado ocorre nesta sexta-feira (24), quase três meses após o ataque no hotel Washington Hilton.

Onde será realizado o jantar?

O evento foi transferido para o hotel Waldorf Astoria, sob medidas de segurança reforçadas.

Quem é o suspeito do ataque?

O suspeito é Cole Allen, que se declarou inocente em maio das acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente.

Quem será homenageado no jantar?

O agente do Serviço Secreto Victor Gonzales, que foi baleado e impediu o ataque, e os funcionários do Washington Hilton que prestaram assistência aos convidados.

O que é a Primeira Emenda da Constituição dos EUA?

É a emenda que protege a liberdade de expressão e de imprensa, celebrada no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

Por que o evento é importante?

A gala arrecada fundos para bolsas de estudo em jornalismo e reforça o compromisso com a liberdade de imprensa, em um contexto de tensão entre Trump e a mídia.

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