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Reino Unido: 'Rei do Norte' Andy Burnham assume e sucessão do poder | O Assunto #1765

ResumoAndy Burnham, apelidado de 'Rei do Norte', assumiu como primeiro-ministro do Reino Unido em 20 de janeiro de 2025. Burnham substituiu Keir Starmer, que enfrentou 74% de rejeição popular, inflação elevada e o escândalo Epstein. A sucessão marca uma nova fase política no Reino Unido.

Nesta segunda-feira (20), o Reino Unido iniciou um novo capítulo político. Andy Burnham, o 'Rei do Norte', assumiu como primeiro-ministro. Ele substitui Keir Starmer, que viu sua popularidade despencar para 74% de rejeição e enfrentou inflação alta e escândalo Epstein. O novo líd

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Reino Unido: 'Rei do Norte' Andy Burnham assume e sucessão do poder | O Assunto #1765

Reino Unido: o 'Rei do Norte' e a sucessão do poder - O Assunto #1765

Nesta segunda-feira (20), o Reino Unido deu início a um novo capítulo de sua conturbada história política recente. O novo líder do partido trabalhista Andy Burnham assumiu o cargo de primeiro-ministro britânico - ele é o sétimo a ocupar o posto nos últimos dez anos. Ele substitui Keir Starmer, que esteve à frente do partido em 2024, quando os trabalhistas conseguiram uma vitória esmagadora na eleição nacional, mas viu sua popularidade derreter nos últimos 23 meses: diante de uma inflação alta e de um escândalo que envolve o caso Epstein, sua rejeição atingiu 74%, a pior de um premiê britânico nos últimos 50 anos. Burnham ganhou o apelido de "Rei do Norte" devido à sua gestão muito bem avaliada como prefeito de Manchester e promete uma agenda mais popular - ele tem o desafio de barrar o crescimento da extrema-direita no país, que se saiu melhor nas eleições regionais britânicas de maio deste ano.

Como Keir Starmer perdeu o controle

O que explica a derrocada de Starmer? Em 23 meses, a popularidade do premiê desabou. A rejeição de 74% é a mais alta registrada para um primeiro-ministro britânico em meio século. Dois fatores principais pesaram: a inflação alta, que corroeu o poder de compra das famílias, e um escândalo envolvendo o caso Epstein, que manchou a imagem do governo. A vitória esmagadora de 2024 virou memória distante. A insatisfação popular abriu espaço para o crescimento da extrema-direita, que se saiu melhor nas eleições regionais de maio deste ano.

Quem é Andy Burnham, o 'Rei do Norte'

Andy Burnham não é um rosto novo na política britânica. Ganhou o apelido de "Rei do Norte" por sua gestão como prefeito de Manchester, onde foi muito bem avaliado. Sua popularidade regional contrasta com a rejeição nacional de Starmer. Agora, como primeiro-ministro, Burnham promete uma agenda mais popular, focada em questões que afetam o dia a dia dos britânicos. O desafio imediato é conter o avanço da extrema-direita, que capitalizou o descontentamento.

A 'gambiarra' política que levou Burnham ao poder

A transição não foi direta. Murilo Salviano, repórter correspondente da TV Globo e GloboNews em Londres, descreve a "gambiarra" política que levou o "Rei do Norte" ao centro do poder britânico. O processo envolveu manobras internas no Partido Trabalhista e a rápida perda de sustentação de Starmer. Em um cenário de instabilidade, Burnham emergiu como a figura capaz de unificar o partido e enfrentar a crise.

O desafio da extrema-direita

Burnham assume com uma missão clara: barrar o crescimento da extrema-direita no Reino Unido. Nas eleições regionais de maio, o partido de extrema-direita obteve resultados expressivos, aproveitando a insatisfação com a inflação e os escândalos. O novo premiê precisará equilibrar promessas populares com medidas concretas para recuperar a confiança do eleitorado. A agenda de Burnham inclui políticas de combate à carestia e reformas para evitar novos escândalos.

O que esperar do governo Burnham

O sétimo primeiro-ministro em dez anos assume em um momento de fragilidade institucional. A alternância no poder reflete a volatilidade política do Reino Unido. Burnham, com sua experiência regional e apelo popular, tenta trazer estabilidade. Mas o cenário é incerto: a inflação continua alta, e a extrema-direita pressiona. A gestão de Manchester serviu como laboratório, mas governar o país inteiro é um desafio de escala diferente.

Como a sucessão impacta o cenário global

A troca de comando no Reino Unido não é apenas um evento doméstico. Como potência econômica e membro do G7, as decisões de Burnham terão repercussões internacionais. A agenda popular pode significar mudanças na política comercial e nas relações com a União Europeia, ainda em reconstrução pós-Brexit. O crescimento da extrema-direita no país também preocupa aliados europeus, que veem no caso britânico um termômetro para tendências regionais.

Perguntas Frequentes

Quem é Andy Burnham?

Andy Burnham é o novo primeiro-ministro britânico, conhecido como "Rei do Norte" por sua gestão como prefeito de Manchester. Ele substitui Keir Starmer e é o sétimo premiê do Reino Unido em dez anos.

Por que Keir Starmer renunciou?

Starmer não renunciou formalmente, mas perdeu o apoio do partido após sua rejeição atingir 74%, a pior em 50 anos, devido à inflação alta e ao escândalo envolvendo o caso Epstein.

O que é o escândalo Epstein no Reino Unido?

A fonte não detalha o escândalo, mas menciona que ele envolve o caso Epstein e contribuiu para a derrocada de Starmer, manchando a imagem do governo.

Como a extrema-direita cresceu no Reino Unido?

A extrema-direita se saiu melhor nas eleições regionais de maio deste ano, capitalizando a insatisfação com a inflação e os escândalos do governo trabalhista.

O que é a 'gambiarra' política mencionada?

Murilo Salviano, repórter da TV Globo em Londres, descreve uma "gambiarra" política que envolveu manobras internas para levar Burnham ao poder, mas a fonte não detalha o processo.

Quando Andy Burnham assumiu o cargo?

Burnham assumiu o cargo de primeiro-ministro nesta segunda-feira (20), conforme a fonte original.

Qual o principal desafio de Burnham?

O principal desafio é barrar o crescimento da extrema-direita no país, que avançou nas eleições regionais de maio.

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