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Governo Trump avalia ataques no Mali contra grupo ligado à Al Qaeda

ResumoO governo Trump avalia ataques militares no Mali contra o JNIM, grupo ligado à Al Qaeda. A operação, revelada pelo Washington Post, gera divergências internas nos EUA pelo risco de confronto com mercenários russos do Africa Corps.

O governo de Donald Trump avalia uma operação militar no Mali contra o JNIM, grupo afiliado à Al Qaeda. O ataque, revelado pelo Washington Post, enfrenta divergências internas nos EUA devido ao risco de hostilidades com mercenários russos do Africa Corps.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Governo Trump avalia ataques no Mali contra grupo ligado à Al Qaeda

Governo Trump avalia ataques no Mali, diz jornal

O governo de Donald Trump avalia realizar uma operação militar no Mali, país da África Ocidental, de acordo com fontes do jornal Washington Post. O alvo seria o JNIM (Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin), grupo afiliado à Al Qaeda que também é considerado terrorista pelos Estados Unidos.

O JNIM estabeleceu uma base de operações no Mali e tem realizado ataques cada vez mais frequentes em nações costeiras da África Ocidental. Segundo o Post, o grupo tornou-se o mais bem armado da região e um dos mais poderosos do mundo.

O que é o JNIM e por que é alvo

O JNIM atua no Mali desde 2017, quando foi formado pela fusão de facções locais ligadas à Al Qaeda. Em setembro de 2024, o grupo atacou uma escola de treinamento militar perto do aeroporto de Bamako, matando cerca de 70 pessoas. Em 2025, anunciou um bloqueio às importações de combustível e atacou comboios de caminhões-tanque em todo o país, paralisando a capital em alguns momentos.

Além disso, o grupo fez incursões na capital Bamako, tomou uma cidade estratégica no norte e matou o ministro da Defesa do país em um atentado suicida, de acordo com o Washington Post.

Divergências internas nos EUA sobre o ataque

O jornal americano ressaltou que há divergências entre autoridades de alto escalão dos Estados Unidos sobre realizar o ataque contra o JNIM. Qualquer envolvimento militar direto traz o risco de hostilidades com forças russas na região.

O Mali é comandado atualmente por uma junta militar que contratou mercenários russos, inicialmente do Grupo Wagner e, agora, do Africa Corps, que tem vínculos mais estreitos com o Ministério da Defesa da Rússia, ainda segundo o Post.

Posição oficial da Casa Branca

Ao jornal, uma autoridade da Casa Branca afirmou apenas que os EUA têm incentivado governos do Norte e da África Ocidental a "adquirir equipamentos e serviços dos EUA para apoiar seus esforços de guerra contra os terroristas", destacando que o problema do terrorismo na região é "multinacional".

O cenário de instabilidade no Mali

O Mali sofre com instabilidade e violência nos últimos anos. A junta militar, que tomou o poder em 2020, busca conter a escalada do JNIM, que demonstrou capacidade de realizar operações em regiões onde não atuava anteriormente. O bloqueio de combustível e os ataques a comboios afetaram a logística do país, com impactos diretos na capital.

Riscos de um confronto com forças russas

A presença de mercenários russos no Mali complica qualquer operação militar dos EUA. O Africa Corps, sucessor do Grupo Wagner, opera em estreita coordenação com o Ministério da Defesa da Rússia. Um ataque americano contra o JNIM poderia atingir áreas onde esses mercenários atuam, elevando o risco de um confronto direto entre as duas potências.

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O que esperar da decisão de Trump

A avaliação do governo Trump ainda está em estágio inicial, segundo as fontes do Post. Não há prazo definido para uma decisão. A Casa Branca não confirmou nem negou os planos, limitando-se a reiterar o apoio a governos locais contra o terrorismo.

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Perguntas Frequentes

O que é o JNIM?

É um grupo afiliado à Al Qaeda que opera no Mali e em países vizinhos. É considerado terrorista pelos Estados Unidos.

Por que o governo Trump avalia atacar o Mali?

Porque o JNIM se tornou o grupo mais bem armado da África Ocidental e realiza ataques frequentes, incluindo contra a capital Bamako.

Qual o risco de envolver forças russas?

O Mali contratou mercenários russos do Africa Corps, o que pode levar a hostilidades com os EUA em caso de ataque.

O que diz a Casa Branca sobre o plano?

A Casa Branca afirmou que incentiva governos locais a comprar equipamentos dos EUA para combater o terrorismo, sem confirmar o ataque.

Quando o ataque pode ocorrer?

Não há prazo definido. A avaliação está em estágio inicial, com divergências entre autoridades americanas.

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