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Alunos protestam em Calcutá em apoio ao movimento das baratas na Índia

ResumoA Federação de Estudantes da Índia protestou em Calcutá em apoio ao movimento "das baratas" (CJP). O movimento exige a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, após o vazamento de provas do exame nacional de medicina. Os estudantes denunciam a corrupção no sistema educacional e pedem justiça contra a fraude que prejudicou milhares de candidatos.

Membros da Federação de Estudantes da Índia protestaram em Calcutá em apoio ao movimento CJP, conhecido como "das baratas", contra o vazamento de provas do exame nacional de medicina. Os estudantes exigem a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, após o vazamento em

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 20 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Alunos protestam em Calcutá em apoio ao movimento das baratas na Índia

Na segunda-feira (20), a zona leste de Calcutá foi palco de um protesto organizado por membros da Federação de Estudantes da Índia, uma das maiores organizações estudantis ligadas a partidos de esquerda. O ato foi em apoio ao grupo CJP (Partido Cockroach Janta), mais conhecido como movimento "das baratas", que surgiu após o vazamento das provas do exame nacional de admissão às faculdades de medicina.

O vazamento ocorreu em maio e afetou mais de 2 milhões de estudantes, que tiveram de refazer o teste. O incidente gerou uma onda de indignação e levou à formação do movimento CJP, que reflete a frustração dos jovens indianos com questões como o alto desemprego juvenil e os frequentes vazamentos de provas de exames.

O que os estudantes exigem em Calcutá

Os manifestantes em Calcutá entoaram bordões e críticas direcionadas ao governo, exigindo a renúncia do Ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan. Sob sua gestão, houve o vazamento de provas cruciais, o que levou ao cancelamento dessas avaliações e gerou grande descontentamento entre os alunos.

O movimento ganhou novo fôlego repentinamente depois que as autoridades indianas transferiram o ativista Sonam Wangchuk, que estava em greve de fome, para um hospital público, apesar de sua resistência. Esse episódio reacendeu a mobilização nas ruas.

Reação das autoridades em Nova Délhi

Enquanto isso, na capital Nova Délhi, a polícia usou gás lacrimogêneo e cassetetes contra alguns manifestantes ao tentar dispersar grandes multidões que haviam se reunido para uma marcha em direção ao Parlamento indiano. A polícia local negou o uso de força excessiva, afirmando que o protesto estava sendo "conduzido de forma profissional".

O contraste entre a postura das autoridades em Calcutá e em Nova Délhi revela a complexidade da resposta governamental ao movimento. Enquanto em Calcutá o protesto foi pacífico, na capital a repressão foi mais dura.

O impacto do vazamento das provas

O vazamento das provas do exame nacional de admissão às faculdades de medicina teve consequências trágicas. Cerca de 12 estudantes tiraram a própria vida após o vazamento, segundo relatos da imprensa. O número, embora não oficial, aponta a gravidade do impacto psicológico sobre os jovens que se preparavam para o teste.

Segundo analistas, o CJP reflete a frustração dos jovens indianos com questões como o alto desemprego juvenil e os frequentes vazamentos de provas de exames. O movimento, embora recente, já ganhou força nas redes sociais e nas ruas, especialmente entre estudantes que se sentem prejudicados por falhas no sistema educacional.

O que é o movimento das baratas

O movimento CJP, conhecido como "movimento das baratas", surgiu após o vazamento das provas em maio. O nome "baratas" é uma referência à resistência e à capacidade de sobrevivência dos insetos, simbolizando a persistência dos estudantes em meio às adversidades do sistema.

O grupo organizou manifestações em várias cidades indianas, incluindo Calcutá e Nova Délhi, e vem crescendo em adesão, especialmente entre jovens que se identificam com a causa da transparência nos exames nacionais.

O papel da Federação de Estudantes da Índia

A Federação de Estudantes da Índia, organização que liderou o protesto em Calcutá, é uma das maiores entidades estudantis do país, com forte ligação a partidos de esquerda. Sua participação no movimento indica a capilaridade do descontentamento entre os jovens, que vão além das questões partidárias.

Os membros da federação organizaram o ato na zona leste de Calcutá, entoando bordões contra o governo e exigindo a saída do ministro Pradhan. A escolha do local, uma área de grande circulação de estudantes, ampliou a visibilidade do protesto.

O futuro do movimento

O movimento CJP ainda não tem uma liderança formal, mas a pressão sobre o governo indiano continua. A exigência de renúncia do ministro da Educação é o ponto central, mas o movimento também cobra medidas para evitar novos vazamentos e garantir a lisura dos processos seletivos.

Enquanto isso, o caso de Sonam Wangchuk, ativista transferido para um hospital público contra sua vontade, continua a gerar repercussão. A greve de fome dele, que durou semanas, foi um dos fatores que reacenderam as manifestações.

Perguntas Frequentes

O que é o movimento das baratas na Índia?

É um movimento de protesto liderado pelo grupo CJP (Partido Cockroach Janta), que surgiu após o vazamento das provas do exame nacional de admissão às faculdades de medicina em maio. O nome "baratas" simboliza a resistência dos estudantes.

Quem organizou o protesto em Calcutá?

O protesto foi organizado por membros da Federação de Estudantes da Índia, uma das maiores organizações estudantis ligadas a partidos de esquerda.

O que os estudantes exigem?

Os estudantes exigem a renúncia do Ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, por considerar que sua gestão falhou ao permitir o vazamento das provas.

Quantos estudantes foram afetados pelo vazamento?

Mais de 2 milhões de estudantes foram afetados e tiveram de refazer o teste.

Houve mortes relacionadas ao vazamento?

Sim, cerca de 12 estudantes tiraram a própria vida após o vazamento das provas, segundo relatos da imprensa.

Como a polícia reagiu em Nova Délhi?

A polícia usou gás lacrimogêneo e cassetetes contra manifestantes em Nova Délhi, negando uso de força excessiva e afirmando que o protesto foi conduzido de forma profissional.

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