Comunidade

Projeto de cerâmica forma mulheres quilombolas e marisqueiras em Cabo Frio

ResumoO Projeto Somos Divas na Luz do Candeeiro, realizado pela Prolagos e Casa Museu Carlos Scliar, oferece formação em cerâmica para mulheres quilombolas e marisqueiras em Cabo Frio e Búzios. Durante três meses, as participantes aprendem modelagem em barro, promovendo capacitação profissional e valorização cultural dessas comunidades tradicionais.

A Prolagos e a Casa Museu Carlos Scliar iniciaram mais uma edição do projeto Somos Divas na Luz do Candeeiro, que oferece formação em cerâmica para mulheres quilombolas e marisqueiras em Cabo Frio e Búzios. Durante três meses, as participantes aprendem modelagem em barro e depois

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 19 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Projeto de cerâmica forma mulheres quilombolas e marisqueiras em Cabo Frio

Projeto promove formação em cerâmica para mulheres quilombolas e marisqueiras

A Prolagos e a Casa Museu Carlos Scliar deram início a mais uma edição do projeto Somos Divas na Luz do Candeeiro, iniciativa voltada ao fortalecimento do protagonismo feminino por meio da valorização da cultura e do saber ancestral. Este ano, participam mulheres dos quilombos de Botafogo e São Jacinto, em Cabo Frio, e marisqueiras da Rasa, em Armação dos Búzios.

O projeto oferece formação em cerâmica para mulheres quilombolas e marisqueiras, combinando aulas práticas com acompanhamento territorial. Ao longo de três meses, as alunas terão aulas de cerâmica na Casa Museu Carlos Scliar, em Cabo Frio. Após esse período de formação, o acompanhamento continuará nos territórios, incentivando o desenvolvimento da prática artesanal e a aplicação dos conhecimentos adquiridos.

Como funciona a formação em cerâmica para mulheres quilombolas

Realizado desde 2020, o projeto se consolidou como um espaço de encontro, aprendizado coletivo e fortalecimento dos vínculos comunitários, utilizando a arte da cerâmica como instrumento de transformação social.

Entre as participantes desta edição está Larissa Fernandes, que vê no projeto uma oportunidade de fortalecer a conexão com suas raízes e preservar conhecimentos que atravessam gerações. "Cresci ouvindo histórias da minha mãe e da minha avó sobre a nossa cultura. Agora tenho a oportunidade de aprender mais sobre essa tradição na prática e levar esse conhecimento adiante. Quero compartilhar com meus filhos, sobrinhos e outras pessoas da comunidade. A cerâmica faz parte da nossa história", relata a moradora da comunidade quilombola de Botafogo.

O papel da cerâmica na preservação de saberes ancestrais

A marisqueira quilombola Rosineide Santos, da Rasa, também destaca a relação entre a cerâmica e as tradições transmitidas por sua família. "Já tive contato com o barro e cheguei a fazer algumas peças, mas quero aprender mais e aprimorar essa prática. É uma cultura que faz parte da minha história e da minha família. Minha avó trabalhava com construções de barro e poder conhecer mais sobre esse saber tradicional tem um significado muito especial para mim", afirma.

Para a executiva institucional da Prolagos, Roberta Moraes, a iniciativa reafirma o compromisso da Prolagos com a valorização cultural e social dos territórios onde a empresa está presente. "O Somos Divas na Luz do Candeeiro é um projeto muito especial para nós. Além de incentivar a produção artesanal, o projeto contribui para a preservação de saberes tradicionais e da identidade cultural das comunidades. É inspirador acompanhar como o barro ganha forma e se transforma em peças cheias de significado, assim como vemos essas mulheres fortalecendo suas histórias, seus talentos e seus laços comunitários ao longo dessa jornada", destacou.

Quem pode participar do projeto de cerâmica

O projeto é voltado para mulheres quilombolas e marisqueiras das regiões de Cabo Frio e Armação dos Búzios. As participantes desta edição vêm dos quilombos de Botafogo e São Jacinto, em Cabo Frio, e da comunidade de marisqueiras da Rasa, em Armação dos Búzios. A formação é gratuita e inclui aulas práticas de modelagem em barro na Casa Museu Carlos Scliar.

Impacto do projeto nas comunidades

Além da formação técnica, o projeto busca fortalecer os laços comunitários e a autoestima das participantes. O acompanhamento nos territórios após as aulas permite que as mulheres apliquem o que aprenderam em seus próprios contextos, gerando renda e preservando tradições.

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Perguntas Frequentes

O projeto tem custo para as participantes?

Não há informações sobre cobrança na fonte original. O projeto é uma iniciativa social da Prolagos e da Casa Museu Carlos Scliar.

Quanto tempo dura a formação em cerâmica?

As aulas ocorrem ao longo de três meses na Casa Museu Carlos Scliar, seguidas de acompanhamento nos territórios.

Onde são realizadas as aulas de cerâmica?

As aulas acontecem na Casa Museu Carlos Scliar, em Cabo Frio.

Quem pode se inscrever no projeto?

Mulheres quilombolas e marisqueiras das regiões de Cabo Frio e Armação dos Búzios.

Desde quando o projeto existe?

O projeto é realizado desde 2020.

Como a cerâmica ajuda na preservação cultural?

A prática da cerâmica resgata técnicas ancestrais transmitidas por gerações, como relatam as participantes Larissa Fernandes e Rosineide Santos.

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