Flávio diz que operação é tentativa de interferência política
Senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta quinta (10) que a operação da PF sobre o filme Dark Horse é tentativa de interferência política do ministro Flávio Dino, do STF, nas eleições.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou a operação da Polícia Federal desta quinta-feira (10), que apura suspeitas ligadas à produção do filme Dark Horse, como uma tentativa de interferência política nas eleições. O responsável por autorizar a iniciativa, segundo o relato, é o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi dada durante agenda de campanha em Boa Vista, em Roraima. Flávio afirmou que não há dinheiro público envolvido no filme e que a operação não tem fundamento jurídico, apenas político.
O que mudou
A operação da PF ocorreu nesta quinta-feira (10). A decisão do ministro que autorizou a ação foi assinada na última quinta-feira (3), uma semana antes. O financiamento do filme Dark Horse é alvo de dois inquéritos no STF: um relatado pelo ministro André Mendonça e outro, que apura possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.
Na avaliação de Flávio, a ação representa mais um episódio de interferência sobre o processo eleitoral. Ele citou pesquisas oficiais para sustentar que sua candidatura cresceu e disse que o fundamento da operação é político.
"Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro, de ponta cabeça que não vai ter nada", declarou Flávio a jornalistas.
"O que tem claramente é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. A única...qual o fundamento dessa operação? Político. Flávio Bolsonaro ultrapassou o Lula nas pesquisas oficiais do próprio Lula", acrescentou.
O que será acompanhado
Os dois inquéritos no STF seguem em tramitação. O que muda a partir desta quinta é a execução da operação autorizada por Dino, com decisão assinada em 3 de outubro. A apuração sobre o possível direcionamento de emendas continua sob relatoria do ministro, enquanto o outro inquérito permanece com André Mendonça.
A defesa do senador não se manifestou sobre o conteúdo dos inquéritos até a publicação desta reportagem. O cronograma processual e os desdobramentos da operação serão acompanhados.