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Bióloga sai de Goiânia e chega ao Alasca de moto: a jornada de Júlia

ResumoJúlia, bióloga de 29 anos, percorreu 15 mil quilômetros de moto de Goiânia ao Alasca entre maio e setembro de 2025. A expedição solo cruzou América do Sul, Central e Estados Unidos. O relato documenta preparativos, rota e desafios enfrentados pela viajante.

Júlia, bióloga de 29 anos, saiu de Goiânia em maio de 2025 e chegou ao Alasca em setembro após 15 mil km de moto. A expedição solo cruzou América do Sul, Central e Estados Unidos. O relato revela os preparativos, a rota e os perrengues enfrentados.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Bióloga sai de Goiânia e chega ao Alasca de moto: a jornada de Júlia

Bióloga sai de Goiânia e chega ao Alasca de moto: a jornada de 15 mil km

Júlia, bióloga de 29 anos, saiu de Goiânia (GO) em maio de 2025 e chegou ao Alasca (EUA) em setembro, após percorrer 15 mil km de moto. A expedição solo cruzou América do Sul, Central e Estados Unidos em quatro meses. O percurso exigiu preparo mecânico, documentação e resistência física.

A rota: de Goiânia ao Alasca em 4 meses

Júlia saiu de Goiânia no dia 1º de maio de 2025. A primeira etapa foi até a fronteira com a Bolívia, em Corumbá (MS). De lá, seguiu pela Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. A travessia do Darién, entre Colômbia e Panamá, foi feita de barco com a moto. Depois, cruzou América Central, México e Estados Unidos até o Alasca.

O trajeto totalizou 15 mil km, com média de 125 km por dia. As estradas variavam entre asfalto bom, como nas rodovias argentinas, e trechos de terra e cascalho, como na Ruta 40 e no Altiplano boliviano. O ponto mais alto foi o Paso de Jama, a 4.200 m de altitude, na fronteira Argentina-Chile.

Preparação: o que levar para uma viagem de 4 meses

A moto foi uma Honda XRE 300, modelo 2020, preparada com pneus mistos, protetor de cárter e baú rígido. Júlia levou ferramentas básicas, filtros de ar e óleo, além de kit de reparo de pneus. A documentação incluiu passaporte, carteira de motorista internacional e carta de próprio punho para a moto.

A mochila de 40 litros continha roupas para calor e frio, saco de dormir, barraca e itens de higiene. Júlia relata que o peso total da bagagem não passou de 20 kg. O planejamento financeiro previu gastos de R$ 200 a R$ 300 por dia, incluindo combustível, alimentação e hospedagem.

Desafios: estrada, clima e burocracia

A maior dificuldade foi o trecho de terra na Bolívia e no Peru, com 300 km de estrada não pavimentada. Júlia enfrentou lama, pedras e poeira. O frio no Alasca, com temperaturas abaixo de 0°C, exigiu roupas térmicas e luvas grossas. A burocracia nas fronteiras também gerou atrasos: na Colômbia, a liberação da moto levou 3 horas.

A bióloga relata que a solidão foi um desafio mental. Ela passou até 5 dias sem conversar com ninguém, apenas com a paisagem. Para se proteger, usava aplicativos de localização compartilhada com a família e dormia em campings ou hostels.

O que motivou a viagem

Júlia é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e trabalha com educação ambiental. A ideia da viagem surgiu em 2023, após ler relatos de motociclistas que cruzaram as Américas. Ela diz que o objetivo era conhecer biomas diferentes e vivenciar a natureza de perto.

A rota incluiu paradas no Pantanal, no Deserto do Atacama, na Floresta Amazônica e nas Montanhas Rochosas. Júlia registrou espécies de aves e plantas em cada região. O diário de bordo será usado em palestras de educação ambiental.

Custo total: quanto custou a expedição

O gasto total foi de aproximadamente R$ 50 mil, incluindo preparação da moto (R$ 5 mil), combustível (R$ 8 mil), alimentação (R$ 12 mil), hospedagem (R$ 10 mil) e passagens de barco (R$ 3 mil). Os seguros e documentos somaram R$ 4 mil. O restante foi para imprevistos e lazer.

Dicas para quem quer fazer uma viagem de moto longa

  • Faça revisão completa na moto antes de sair: óleo, pneus, freios, corrente e bateria.
  • Leve ferramentas básicas e saiba trocar pneu e corrente.
  • Tenha documentação em dia: passaporte, visto (se necessário), carteira internacional e carta de próprio punho para a moto.
  • Planeje a rota com margem de 20% para imprevistos.
  • Leve roupas para todas as temperaturas, de 40°C a -10°C.

Perguntas Frequentes

Quanto tempo leva de Goiânia ao Alasca de moto?

Cerca de 4 meses, considerando média de 125 km por dia e paradas para descanso e turismo.

Qual a distância de Goiânia ao Alasca?

Aproximadamente 15 mil km, dependendo da rota escolhida.

Precisa de visto para ir de moto ao Alasca?

Sim, para entrar nos Estados Unidos é necessário visto de turista. Os demais países da América Latina não exigem visto para brasileiros.

Qual a melhor época para fazer a viagem?

De maio a setembro, quando o clima é mais ameno na América do Norte e o Alasca tem temperaturas mais altas.

É seguro viajar de moto sozinha?

Júlia relata que sim, com cuidados como compartilhar localização, evitar dirigir à noite e dormir em locais seguros. Ela não teve problemas de segurança.

Quanto custa uma viagem de moto para o Alasca?

Entre R$ 40 mil e R$ 60 mil, dependendo do gasto com hospedagem e alimentação.

Qual moto usar para viagem longa?

Modelos trail ou big trail, como Honda XRE 300, Yamaha Lander 250 ou BMW GS 1200. A escolha depende do orçamento e do conforto desejado.

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