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Mãe que atribui morte do filho ao vício em apostas: 'Estava cego pelo vício'

ResumoO caso de uma mãe que atribui a morte do filho ao vício em apostas online expõe os riscos do transtorno do jogo. O jovem passava noites em claro apostando e estava cego pelo vício. A situação evidencia a necessidade de suporte psicológico e regulamentação para prevenir tragédias semelhantes.

Uma mãe atribui a morte do filho ao vício em apostas online. O jovem passava noites em claro apostando e, segundo ela, 'estava cego pelo vício'. O caso expõe os riscos do transtorno do jogo e a necessidade de suporte psicológico e regulamentação.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Mãe que atribui morte do filho ao vício em apostas: 'Estava cego pelo vício'

Uma mãe relatou que o filho morreu em decorrência do vício em apostas online. Segundo ela, o jovem passava noites em claro apostando e 'estava cego pelo vício', sem conseguir parar mesmo diante das consequências. O caso expõe os riscos do transtorno do jogo, condição classificada como dependência comportamental pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vício em apostas, também chamado de ludopatia ou transtorno do jogo, é caracterizado pela perda de controle sobre o ato de apostar, mesmo quando isso causa danos financeiros, sociais e à saúde. A OMS inclui o transtorno na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um distúrbio de controle de impulsos.

Como o vício em apostas afeta a saúde física e mental

O relato da mãe descreve um padrão comum: noites sem dormir, isolamento social e negligência com a própria saúde. A privação de sono prolongada, combinada com ansiedade e estresse constantes, pode levar a complicações cardiovasculares, como arritmias e hipertensão.

Segundo o Ministério da Saúde, o transtorno do jogo está associado a altos índices de depressão, ansiedade e ideação suicida. O tratamento exige acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico.

Sinais de alerta do vício em apostas

  • Passar cada vez mais tempo apostando, inclusive durante a noite.
  • Mentir sobre o tempo ou dinheiro gasto com apostas.
  • Tentar parar ou reduzir sem sucesso.
  • Negligenciar trabalho, estudos ou relações pessoais.
  • Pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar apostando.

Regulamentação das apostas no Brasil

A Lei 14.790/2023, que regulamenta as apostas esportivas e os jogos online no Brasil, entrou em vigor em 2024. A legislação prevê mecanismos de proteção ao apostador, como limites de depósito e autoexclusão. No entanto, o vício em apostas continua sendo um problema de saúde pública.

O Banco Central do Brasil monitora transações financeiras suspeitas, mas o controle sobre o comportamento do apostador é limitado. Especialistas defendem que as plataformas de apostas devem ser obrigadas a exibir alertas sobre os riscos do jogo e oferecer ferramentas de autoexclusão vício em apostas e saúde mental.

Tratamento e suporte disponíveis

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento psicológico e psiquiátrico para dependentes comportamentais. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são a porta de entrada para o tratamento.

Além disso, existem grupos de apoio como os Jogadores Anônimos, que seguem o modelo dos 12 passos. O tratamento pode incluir terapia cognitivo-comportamental, medicamentos para controle de ansiedade e, em casos graves, internação.

O papel da família no enfrentamento

A mãe do jovem disse que tentou intervir, mas o filho não reconhecia o problema. Especialistas orientam que a abordagem deve ser feita com acolhimento, sem julgamento. A família pode buscar orientação em serviços de saúde mental antes de tentar uma conversa.

Passos para ajudar um familiar

  1. Busque informação sobre o transtorno do jogo em fontes oficiais, como o Ministério da Saúde.
  2. Converse em um momento calmo, expressando preocupação sem acusações.
  3. Ofereça acompanhamento a uma consulta com psicólogo ou psiquiatra.
  4. Evite dar dinheiro para apostas ou pagar dívidas sem um plano de tratamento.
  5. Procure grupos de apoio para familiares, como os oferecidos pelos Jogadores Anônimos.

Prevenção e conscientização

A prevenção do vício em apostas passa pela educação financeira e emocional desde a juventude. Escolas e famílias podem abordar os riscos do jogo como parte do currículo de saúde mental.

O caso da mãe que perdeu o filho para o vício em apostas é um alerta para a sociedade. O transtorno do jogo não é falta de caráter, mas uma condição médica que exige tratamento. A regulamentação das apostas no Brasil precisa avançar na proteção dos usuários, com campanhas de conscientização e canais de denúncia como buscar ajuda para dependência de jogos.

Perguntas Frequentes

O vício em apostas é considerado uma doença?

Sim. A OMS classifica o transtorno do jogo como uma dependência comportamental na CID-11.

Quais são os primeiros sinais de que alguém está viciado em apostas?

Aumento do tempo gasto apostando, mentiras sobre o hábito, tentativas frustradas de parar e prejuízos financeiros ou sociais.

Onde buscar ajuda para o vício em apostas?

No SUS, pelos CAPS, ou em grupos como os Jogadores Anônimos. O Ministério da Saúde oferece orientação pelo Disque 136.

A regulamentação das apostas no Brasil protege o apostador?

A Lei 14.790/2023 prevê limites de depósito e autoexclusão, mas a eficácia depende da fiscalização e da adesão das plataformas.

Como a família pode ajudar um dependente de apostas?

Buscando informação, conversando sem julgamento e oferecendo acompanhamento a tratamento especializado.

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