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Rio Ônibus e sindicato: quinta reunião no TRT-RJ termina sem acordo

ResumoA quinta audiência de conciliação entre Rio Ônibus e o sindicato dos rodoviários no TRT-RJ terminou sem acordo nesta quarta-feira (22). O estado de greve da categoria está mantido. O tribunal concedeu 10 dias para as partes apresentarem novas propostas antes de uma assembleia marcada para quinta-feira (23).

A quinta audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus no TRT-RJ terminou sem acordo nesta quarta (22). O estado de greve está mantido, e uma nova assembleia da categoria acontece quinta (23). O tribunal deu 10 dias para as partes apresentarem propostas antes de

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 22 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Rio Ônibus e sindicato: quinta reunião no TRT-RJ termina sem acordo

A quinta audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus para discutir a greve da categoria no Rio de Janeiro terminou mais uma vez sem acordo entre as partes nesta quarta-feira (22) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), no Centro do Rio. Com isso, o estado de greve dos rodoviários está mantido. Uma nova assembleia da categoria acontecerá na quinta (23), às 16h.

O TRT estabeleceu um período de 10 dias para que as partes apresentem suas propostas, e a partir daí a Justiça do Trabalho vai tomar sua decisão. O desembargador Gustavo Tadeu Alckmin, presidente do TRT da 1ª Região, avisou sobre quais serão os próximos passos dentro da justiça trabalhista: "A partir da proposta feita pelo sindicato das empresas, o sindicato dos rodoviários fará uma assembleia. Caso eles entendam por aceitar a proposta e queiram reabrir as negociações, o Tribunal fica totalmente aberto", disse ele. "Caso eles (rodoviários) não cheguem a um consenso, o processo vai seguir normalmente. Ambos irão apresentar suas defesas, o Ministério Público vai poder se manifestar, e será designado um desembargador relator, para que o colegiado decida sobre a legalidade ou não da greve", explicou Tadeu Alckmin.

O que foi oferecido e por que não houve acordo

O Sindicato dos Rodoviários não aceitou a oferta da Rio Ônibus de aumento salarial de 5% e de 6% na cesta básica, sem desconto em relação à cesta básica nos dias em que a categoria efetivamente aderiu à greve. Os rodoviários, que inicialmente reivindicavam aumento de 17% e depois reduziram o pedido para 12%, dividido em duas parcelas, já haviam rejeitado uma proposta quase idêntica da Rio Ônibus na audiência de semana passada.

Jornada de trabalho é ponto central da divergência

Um dos principais pontos de divergência é a jornada de 7 horas e meia dos rodoviários. Segundo o sindicato da categoria, os trabalhadores têm a última meia hora descontada do salário, mas afirmam que esse intervalo não é suficiente para fazer uma refeição adequada ou descansar. Durante a audiência, a procuradora do Ministério Público do Trabalho reforçou o argumento apresentado pelos rodoviários e pediu que as empresas buscassem uma solução para a questão.

O que os rodoviários pedem

Os rodoviários apresentaram uma pauta de reivindicações que inclui: reajuste de 12% dividido em 2 parcelas; piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas; vale alimentação de R$ 1 mil; plano de saúde; e mudanças na escala de trabalho e jornada de 7 horas e meia. Os patrões ofereceram 5% de reajuste e afirmaram que não haveria contraproposta.

Como fica o transporte público no Rio

O município conta com cerca de 3.600 coletivos. A paralisação dos rodoviários pode afetar diretamente a rotina de milhões de passageiros que dependem do sistema de ônibus para se deslocar pela cidade. A nova assembleia, marcada para quinta (23) às 16h, definirá os próximos passos da categoria.

Perguntas Frequentes

A greve dos rodoviários está confirmada?

O estado de greve está mantido, mas uma nova assembleia na quinta (23) pode decidir por aceitar a proposta ou manter a paralisação.

Qual foi a proposta da Rio Ônibus?

A empresa ofereceu 5% de reajuste salarial e 6% na cesta básica, sem contraproposta.

O que os rodoviários reivindicam?

Pedem 12% de reajuste, dividido em duas parcelas, piso salarial de R$ 5 mil (BRT) e R$ 4 mil (demais), vale alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e mudanças na jornada.

O que acontece se não houver acordo?

O TRT-RJ deu 10 dias para as partes apresentarem propostas. Depois disso, a Justiça do Trabalho decidirá sobre a legalidade da greve.

A população será afetada?

Sim, o Rio tem cerca de 3.600 ônibus. Uma greve pode paralisar parte do transporte público e impactar milhões de passageiros.

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