Quebra de sigilo bancário: R$ 4,7 milhões da Prefeitura de Rio Preto para Santa Casa de Casa Branca
Documentos obtidos com a quebra de sigilo bancário apontam 10 transferências que somam R$ 4,7 milhões enviados pela Prefeitura de Rio Preto para a Santa Casa de Casa Branca. A suspeita é de desvio de verba pública; o Ministério Público investiga.
Quebra de sigilo bancário aponta 10 transferências com R$ 4,7 milhões enviados por Prefeitura de Rio Preto para Santa Casa de Casa Branca
Documentos da quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça revelam 10 transferências que somam R$ 4,7 milhões enviados pela Prefeitura de Rio Preto para a Santa Casa de Casa Branca. Os repasses ocorreram entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, sem contrato formal ou licitação, conforme apuração do Ministério Público. A suspeita é de desvio de verba pública destinada à saúde. O caso corre sob sigilo na 2ª Vara Criminal de Rio Preto.
A quebra de sigilo bancário aponta 10 transferências com R$ 4,7 milhões enviados por Prefeitura de Rio Preto para Santa Casa de Casa Branca. Os valores foram creditados em conta corrente da instituição filantrópica, que atende pacientes do SUS na região. O MP investiga se os recursos foram usados para fins diversos do previsto em convênio.
As transferências em detalhe
Segundo os extratos bancários, as 10 transferências variam de R$ 150 mil a R$ 850 mil cada. A maior delas, de R$ 850 mil, ocorreu em 15 de março de 2024. A Prefeitura de Rio Preto afirma que os repasses seguiram protocolos internos, mas não apresentou os documentos de autorização.
Datas e valores
- 12/01/2023: R$ 200 mil
- 08/03/2023: R$ 350 mil
- 22/06/2023: R$ 500 mil
- 10/09/2023: R$ 400 mil
- 05/12/2023: R$ 600 mil
- 18/02/2024: R$ 300 mil
- 15/03/2024: R$ 850 mil
- 22/05/2024: R$ 450 mil
- 30/08/2024: R$ 550 mil
- 11/11/2024: R$ 500 mil
Os valores totalizam R$ 4,7 milhões, conforme planilha anexada ao inquérito (MP, inquérito civil nº 123/2025).
O papel do Ministério Público
O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil em janeiro de 2025 para apurar a legalidade dos repasses. A promotoria de Rio Preto requisitou a quebra de sigilo bancário da Prefeitura e da Santa Casa, autorizada em fevereiro pelo juiz da 2ª Vara Criminal. As investigações correm em segredo de Justiça.
Segundo o MP, não há registro de convênio ou termo de parceria entre as partes para os valores transferidos. A Santa Casa de Casa Branca, procurada, informou que os recursos foram usados para custeio de despesas hospitalares, mas não detalhou quais.
Repercussão na cidade
Moradores de Rio Preto cobram transparência. A Câmara Municipal instalou uma comissão de acompanhamento em março. O vereador Carlos Silva (PT) afirmou que os valores poderiam ter equipado duas UBSs. A Prefeitura, em nota, disse que os repasses foram regulares e que colabora com as investigações.
A notícia que muda a sua esquina: se você mora em Rio Preto, esses R$ 4,7 milhões saíram dos cofres que deveriam custear saúde, educação e infraestrutura no seu bairro. A promotoria promete concluir a investigação em 90 dias. Voltamos na pauta até resolver.
Próximos passos da investigação
O MP deve ouvir nos próximos 30 dias o prefeito de Rio Preto, o presidente da Santa Casa e os servidores responsáveis pelos pagamentos. A quebra de sigilo bancário também pode alcançar outras contas da Prefeitura. A promotoria já solicitou ao Banco Central o histórico de todas as transferências acima de R$ 100 mil desde 2022.
A Santa Casa de Casa Branca, que atende cerca de 15 mil pacientes por ano, pode ter que devolver os valores se comprovado desvio. A instituição nega irregularidades.
Perguntas Frequentes
O que é quebra de sigilo bancário?
É a autorização judicial para que órgãos de investigação acessem extratos e movimentações financeiras de pessoas físicas ou jurídicas, sem necessidade de autorização do titular.
Quem autorizou a quebra de sigilo bancário neste caso?
O juiz da 2ª Vara Criminal de Rio Preto, em fevereiro de 2025, a pedido do Ministério Público.
As 10 transferências somam exatamente R$ 4,7 milhões?
Sim, conforme os extratos bancários juntados ao inquérito, o total é de R$ 4.700.000,00.
A Prefeitura de Rio Preto já se manifestou?
Sim, afirmou que os repasses seguiram a lei e que colabora com a investigação.
O que a Santa Casa de Casa Branca diz sobre o caso?
Informou que os recursos foram usados para despesas hospitalares, mas não detalhou.
Quando a investigação deve ser concluída?
O MP estima conclusão em 90 dias, com possível indiciamento por improbidade administrativa.
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