Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode parar ônibus
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões em assembleia nesta quarta. Categoria reivindica reajuste salarial de 15% e vale-alimentação de R$ 600. Sem consenso, greve pode parar frota de ônibus a partir de sexta-feira.
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após assembleia realizada na manhã desta quarta-feira. A decisão se fecha no corredor, mas o clima é de impasse. A categoria reivindica reajuste salarial de 15% e aumento do vale-alimentação para R$ 600. Sem consenso, o sindicato protocolou indicativo de greve. A paralisação pode começar na sexta-feira, afetando 4,5 mil ônibus e 3 milhões de passageiros na capital fluminense.
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: a assembleia que definiu o impasse. Cerca de 300 trabalhadores se reuniram na sede do sindicato, no Centro. A pauta: reajuste salarial de 15%, vale-alimentação de R$ 600 e participação nos lucros. A contraproposta patronal ficou em 8% de reajuste e vale de R$ 450. Segundo apuração com duas fontes do sindicato, a rejeição foi unânime.
Por que rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões
A negociação arrasta-se desde março. O sindicato patronal, o Rio Ônibus, alega queda de 20% no número de passageiros pagantes desde a pandemia. Mas os rodoviários apontam que as empresas tiveram lucro recorde em 2025, com subsídios da prefeitura. A conta não fecha para nenhum dos lados.
Reivindicações da categoria
- Reajuste salarial de 15%
- Vale-alimentação de R$ 600
- Participação nos lucros equivalente a um salário extra
- Manutenção do plano de saúde sem coparticipação
Checado por mais de uma fonte: a pauta foi aprovada em assembleia no dia 10 de março. O sindicato patronal só apresentou contraproposta no dia 20 de abril.
Greve de ônibus no Rio: o que pode parar
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões e a greve pode afetar 4,5 mil ônibus municipais. Segundo a Rio Ônibus, a frota total da cidade é de 6,2 mil veículos. A paralisação atingiria 70% da frota, deixando bairros da Zona Norte e Oeste sem transporte.
Impacto na Zona Norte
Bairros como Madureira, Penha e Irajá concentram 60% dos pontos de ônibus. A prefeitura já anunciou que vai acionar a Justiça para garantir 70% da frota em horário de pico.
Bastidores da negociação: o que dizem as fontes
A decisão se fecha no corredor. Nos bastidores, a leitura de uma fonte do sindicato é que o patronal subestima a capacidade de mobilização. Em 2023, uma greve de três dias custou R$ 50 milhões às empresas. Desta vez, o Rio Ônibus tenta evitar a paralisação com uma proposta de mediação no Tribunal Regional do Trabalho.
O papel do TRT
O tribunal já marcou audiência de conciliação para quinta-feira. Se não houver acordo, a greve pode ser declarada ilegal, com multa de R$ 100 mil por dia. A categoria, no entanto, sinaliza que não recua.
Próximos passos no tabuleiro
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões, mas o jogo não acabou. A audiência no TRT é a última cartada. Se fracassar, a greve começa na sexta, às 5h. O prefeito já pediu que a Rio Ônibus apresente um plano de contingência.
Perguntas Frequentes
Quando começa a greve dos rodoviários do Rio?
Se não houver acordo no TRT, a greve começa na sexta-feira, às 5h.
Quantos ônibus vão parar?
A paralisação pode afetar 4,5 mil ônibus municipais, 70% da frota.
Quais bairros serão mais afetados?
Zona Norte e Zona Oeste, com destaque para Madureira, Penha e Irajá.
O que os rodoviários estão pedindo?
Reajuste salarial de 15%, vale-alimentação de R$ 600 e participação nos lucros.
O que o TRT pode fazer?
O tribunal pode declarar a greve ilegal e aplicar multa de R$ 100 mil por dia.
Como fica o transporte durante a greve?
A prefeitura exige 70% da frota em horário de pico, mas a categoria não garante.