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PF prende investigado por desmatar área igual a 800 campos de futebol na Caatinga em AL

ResumoA Polícia Federal prendeu um investigado por desmatar ilegalmente na Caatinga alagoana área equivalente a 800 campos de futebol. A operação apura crimes ambientais e organização criminosa por trás da destruição do bioma. A ação revela articulação criminosa no desmatamento da região.

A Polícia Federal prendeu um investigado por desmatar ilegalmente uma área na Caatinga alagoana equivalente a 800 campos de futebol. A ação, que mira crimes ambientais e organização criminosa, revela a articulação por trás da destruição do bioma. Confira os bastidores da apuração

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
PF prende investigado por desmatar área igual a 800 campos de futebol na Caatinga em AL

A Polícia Federal prendeu um investigado por desmatar ilegalmente uma área na Caatinga alagoana equivalente a 800 campos de futebol. A operação, deflagrada nesta semana, mira crimes ambientais e organização criminosa. A apuração, checada por mais de uma fonte, revela a engrenagem por trás da destruição do bioma.

A área desmatada, de aproximadamente 570 hectares, foi identificada por imagens de satélite e sobrevoos da PF. O suspeito, que não teve o nome revelado, foi preso em flagrante por crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). A prisão ocorreu em uma propriedade rural na região do Sertão alagoano.

Segundo a Polícia Federal, o desmatamento foi realizado com uso de máquinas pesadas, como tratores e correntes, para derrubar a vegetação nativa. A área destruída corresponde a cerca de 0,5% do total da Caatinga em Alagoas, bioma que já perdeu mais de 50% de sua cobertura original, segundo dados do IBGE. A operação, batizada de "Caatinga Viva", contou com apoio do Ibama e do Ministério Público Federal.

A investigação começou há seis meses, a partir de denúncias anônimas e cruzamento de dados de satélite do programa MapBiomas. As imagens mostraram uma clareira crescente em uma área de preservação permanente, às margens de um rio intermitente. A PF identificou o proprietário da terra e monitorou seus passos até a prisão.

A defesa do investigado não foi localizada até a publicação desta reportagem. A PF informou que o suspeito responderá pelos crimes de desmatar vegetação nativa sem autorização, destruir habitat de fauna silvestre e integrar organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 12 anos de prisão.

Os bastidores da operação

A decisão de prender o investigado se fechou no corredor. Fontes da PF ouvidas pela reportagem revelam que o flagrante foi montado para evitar a destruição de mais 200 hectares já autorizados por licença fraudulenta. A licença, emitida por uma prefeitura da região, está sob suspeita de irregularidades.

O desmatamento na Caatinga tem aumentado nos últimos anos. Dados do MapBiomas indicam que o bioma perdeu 2,5 milhões de hectares entre 2019 e 2024, uma área do tamanho do estado de Sergipe. Em Alagoas, a pressão vem da expansão da agricultura de sequeiro e da pecuária extensiva.

O que diz a lei

A Lei de Crimes Ambientais prevê multa de até R$ 50 mil por hectare desmatado ilegalmente. No caso do investigado, a multa pode chegar a R$ 28,5 milhões, valor superior ao da própria propriedade. A PF também pediu o bloqueio de bens do suspeito para garantir o pagamento futuro.

Perguntas Frequentes

Quem foi preso pela PF?

A PF prendeu um investigado, proprietário rural, acusado de desmatar 570 hectares de Caatinga em Alagoas.

Qual a área exata desmatada?

A área é de aproximadamente 570 hectares, equivalente a 800 campos de futebol oficial.

Quais os crimes imputados?

O suspeito responde por desmatamento sem autorização, destruição de habitat e organização criminosa.

Como a PF descobriu o crime?

Por meio de imagens de satélite do MapBiomas e denúncias anônimas, com monitoramento posterior.

Qual a multa prevista?

A multa pode chegar a R$ 28,5 milhões, com base no valor por hectare desmatado.

O que acontece agora?

O investigado aguarda audiência de custódia e pode responder em liberdade ou preso, dependendo da decisão judicial.

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