Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre lojas em SP
Pesquisa do Procon-SP revela que o mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais de uma farmácia para outra na cidade de São Paulo. O levantamento, feito em maio de 2026, visitou 50 lojas e encontrou diferenças que podem pesar no bolso do consumidor. Veja os destaques.
Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre uma loja e outra em SP
O Procon-SP constatou que o mesmo remédio chega a custar 25 vezes mais de uma farmácia para outra na capital paulista. A pesquisa de preços, realizada em maio de 2026, visitou 50 estabelecimentos em todas as regiões da cidade. O levantamento encontrou diferenças que podem ultrapassar R$ 200 em um único medicamento.
Como o Procon fez a pesquisa
O órgão de defesa do consumidor selecionou 20 medicamentos de uso contínuo, entre genéricos e de referência. Os preços foram coletados presencialmente em farmácias de redes nacionais, regionais e lojas independentes. A coleta ocorreu entre os dias 5 e 12 de maio de 2026.
Os remédios com maior variação
Segundo o Procon-SP, o campeão de diferença foi o omeprazol 20 mg (genérico): encontrado por R$ 4,90 em uma loja e por R$ 124,90 em outra, variação de 25 vezes. Outros destaques:
- Losartana potássica 50 mg (genérico): de R$ 5,20 a R$ 98,50 (19 vezes de diferença)
- Sinvastatina 20 mg (genérico): de R$ 6,10 a R$ 78,90 (13 vezes)
- Dipirona sódica 500 mg (genérico): de R$ 3,50 a R$ 42,50 (12 vezes)
Regiões mais caras e mais baratas
A pesquisa do Procon também mapeou os bairros com preços médios mais altos e mais baixos. As farmácias da zona sul (bairros como Moema e Vila Mariana) tiveram os preços médios mais elevados. Já as lojas da zona leste (Itaquera e São Miguel Paulista) apresentaram os menores valores médios.
Rede x farmácia independente
O Procon-SP observou que as redes nacionais tendem a ter preços mais uniformes, mas nem sempre mais baixos. Farmácias independentes, por outro lado, mostraram maior variação, tanto para cima quanto para baixo. Em alguns casos, o menor preço de um medicamento foi encontrado em uma loja de bairro.
Como economizar na compra de remédios
O coordenador do Procon-SP, João Paulo de Oliveira, recomenda que o consumidor pesquise em pelo menos três lojas antes de comprar. "A diferença de preço pode pagar o transporte para ir até a farmácia mais barata", afirmou.
Dicas práticas:
- Use aplicativos de comparação de preços de medicamentos
- Pergunte sobre o genérico equivalente
- Verifique se a farmácia aceita descontos de programas de fidelidade
- Compre quantidades maiores se o medicamento for de uso contínuo
O que diz a lei
O Procon-SP lembra que a variação de preços é legal, desde que os valores estejam claramente expostos. O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) exige que o preço à vista seja informado de forma visível em cada produto.
Perguntas Frequentes
Por que os preços variam tanto?
Cada farmácia define seu markup com base em custos operacionais, localização e margem de lucro. Redes maiores podem ter poder de barganha com distribuidoras, mas também repassam custos de aluguel em áreas nobres.
A pesquisa incluiu medicamentos controlados?
Sim, a lista incluiu remédios de uso contínuo, inclusive alguns de tarja vermelha. A variação foi semelhante à dos medicamentos comuns.
Como denunciar preços abusivos?
O Procon-SP atende pelo telefone 151 ou pelo site. O consumidor deve registrar o nome do remédio, o preço e o endereço da loja.
O genérico é sempre mais barato?
Na pesquisa, o genérico foi mais barato em 90% dos casos. Mas em alguns estabelecimentos, o preço do genérico se aproximou do medicamento de referência.
Vale a pena comprar online?
Farmácias online podem ter preços mais baixos que lojas físicas, mas é preciso verificar a confiabilidade do site e as condições de entrega. O Procon-SP recomenda sites de redes conhecidas.
A pesquisa será repetida?
O Procon-SP afirmou que fará nova coleta em junho de 2026, para acompanhar a evolução dos preços.