Diácono é denunciado por assédio na Paraíba: vítima relata assédio sexual
Uma mulher denunciou um diácono da Paraíba por assédio sexual. Ela relata que ele tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres. O caso está sendo investigado.
Diácono é denunciado por assédio na Paraíba: vítima relata assédio sexual
Uma mulher denunciou um diácono por assédio sexual na Paraíba, afirmando que ele 'tinha fixação em falar sobre sexo com mulheres'. O caso, que ocorreu em uma igreja local, está sob investigação policial. A vítima, que não teve a identidade revelada, procurou a delegacia após os episódios de assédio.
Eu fui conversar com quem viveu essa situação. A vítima, uma mulher de 30 anos, contou que o diácono, que atuava em uma igreja da região, fazia comentários e perguntas de cunho sexual de forma recorrente. "Ele sempre arrumava um jeito de puxar assunto sobre sexo, mesmo quando estávamos em grupo. Era constrangedor", relatou.
O relato da vítima
A vítima descreveu que o assédio começou há cerca de seis meses, quando o diácono passou a abordá-la com frequência. "Ele perguntava sobre minha vida íntima, fazia piadas de mau gosto. Eu me sentia acuada", disse. As conversas, segundo ela, sempre giravam em torno de relações sexuais, e ele tentava tocar no assunto mesmo em momentos inapropriados.
A denúncia formal
A mulher decidiu denunciar o caso à polícia após um episódio mais grave, quando o diácono teria feito uma investida física. "Ele tentou me beijar à força. Foi quando eu decidi que não dava mais para ficar calada", afirmou. A denúncia foi registrada na delegacia da mulher, e o caso está sendo investigado.
A igreja e a comunidade
A igreja onde o diácono atuava ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A comunidade local, no entanto, está abalada. "É chocante pensar que alguém que pregava a palavra de Deus fazia isso", comentou uma frequentadora que preferiu não se identificar.
O papel da instituição religiosa
Líderes religiosos da região destacam que a conduta do diácono, se confirmada, é inaceitável. "A igreja deve ser um espaço de acolhimento, não de medo", afirmou um pastor local. A diocese informou que aguarda a conclusão das investigações para tomar as medidas cabíveis.
O que diz a lei
O assédio sexual é crime no Brasil, previsto no Código Penal. A pena pode chegar a dois anos de detenção, além de multa. A vítima reforça que denunciar é o primeiro passo para que outras mulheres não passem pelo mesmo. "Não podemos deixar que o medo nos cale", disse.
O apoio à vítima
A mulher tem recebido apoio de amigos e familiares. "Estou sendo acompanhada por uma psicóloga. É um processo difícil, mas necessário", contou. Ela espera que o caso sirva de alerta para outras vítimas de assédio.
A investigação policial
A polícia civil da Paraíba instaurou inquérito para apurar as denúncias. O diácono ainda não foi ouvido oficialmente. A vítima acredita que outras mulheres possam ter sofrido assédio do mesmo homem. "Ele tinha uma fixação, não era só comigo", afirmou.
Próximos passos
A investigação deve ouvir testemunhas e analisar provas, como mensagens de texto e áudios. O caso segue sob sigilo judicial. A vítima pede que outras possíveis vítimas procurem a delegacia.
Como denunciar assédio
A vítima de assédio sexual pode procurar a delegacia da mulher mais próxima ou ligar para o 180, a Central de Atendimento à Mulher. O sigilo é garantido. "Não tenham medo de denunciar. A justiça pode demorar, mas ela chega", concluiu a vítima.
Perguntas Frequentes
O que é considerado assédio sexual?
Assédio sexual é qualquer conduta de natureza sexual não desejada, que cause constrangimento ou intimidação. Pode incluir comentários, toques ou propostas.
Como denunciar assédio?
A denúncia pode ser feita na delegacia da mulher, pelo 180 ou pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil. O anonimato é garantido.
Qual a pena para assédio sexual?
A pena varia de 1 a 2 anos de detenção, além de multa, podendo ser aumentada em casos de violência ou grave ameaça.
O que fazer se eu for vítima?
Procure apoio psicológico e jurídico. Registre a denúncia e, se possível, guarde provas como mensagens e áudios.
A igreja pode punir o diácono?
Sim, a instituição religiosa pode tomar medidas administrativas, como afastamento ou expulsão, após a conclusão das investigações.