MP processa empresa por coleta de íris em troca de criptomoedas em SP
O Ministério Público de São Paulo entrou com ação civil contra a Tools for Humanity, dona do World ID, e a Amazon AWS por coleta de íris em troca de criptomoedas. Cerca de 500 mil pessoas fizeram o escaneamento em SP, com recompensas entre R$ 300 e R$ 700. A prática é investigada
Como a coleta de íris em troca de criptomoedas virou alvo do MP em SP
Você já ouviu falar de escanear a íris em troca de criptomoedas? Pois é, essa prática virou caso de Justiça em São Paulo. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ajuizou ação civil pública contra a Tools for Humanity Corporation, responsável pelo Projeto World ID, e a Amazon AWS Serviços Brasil Ltda. O motivo? Coleta de dados biométricos de íris, especialmente de pessoas em situação de vulnerabilidade.
O que está em jogo: seus dados biométricos valem R$ 700?
A própria empresa confirmou que cerca de 500 mil pessoas já escanearam a íris em troca de criptomoedas na cidade de São Paulo. A recompensa financeira variava entre R$ 300 e R$ 700 por pessoa. Mas a Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital aponta que isso não é bem um negócio justo.
Quem são os alvos da ação do MP?
A ação foi movida contra a Tools for Humanity Corporation (empresa do Projeto World ID) e a Amazon AWS Serviços Brasil Ltda. Segundo o MPSP, as práticas são abusivas. A promotora de Justiça pede a suspensão de novas coletas de íris mediante pagamento até perícia judicial, além da preservação de todos os dados, registros e metadados.
Por que a coleta de íris em regiões periféricas preocupa?
As investigações mostraram que a operação foi concentrada em regiões periféricas e de grande circulação, próximas a estações de metrô e unidades do Poupatempo. O MP aponta que os consumidores não receberam informações sobre a finalidade do projeto, os riscos do tratamento dos dados biométricos, sua transferência para o exterior e o armazenamento em servidores da Amazon Web Services.
O que o MP pede na Justiça?
A ação pede:
- Que as práticas sejam classificadas como abusivas
- Proibição de coletar dados biométricos de íris mediante compensação financeira
- Eliminação dos dados já coletados
- Indenização de ao menos R$ 240 milhões por danos morais
- Reparação de prejuízos individuais causados aos consumidores
Como a CPI da Íris influenciou o caso?
A ação teve início com base no relatório da CPI da Íris, da Câmara Municipal de São Paulo, que investigou a atuação do Projeto World ID na capital paulista. A Promotoria caracteriza o caso como publicidade enganosa, exploração da vulnerabilidade dos consumidores e vício no consentimento.
Perguntas Frequentes
O que é o Projeto World ID?
É um projeto da Tools for Humanity Corporation que escaneia a íris das pessoas em troca de criptomoedas, operando em São Paulo.
Quantas pessoas escanearam a íris em SP?
Cerca de 500 mil pessoas, segundo a própria empresa.
Quanto as pessoas recebiam?
A recompensa variava entre R$ 300 e R$ 700.
O que o MP quer com a ação?
Suspender a coleta, eliminar dados já coletados e indenizar os consumidores em ao menos R$ 240 milhões.
Onde a coleta acontecia?
Em regiões periféricas e de grande circulação, perto de metrôs e Poupatempo.
A Amazon é responsável?
A Amazon AWS Serviços Brasil Ltda. é ré na ação por armazenar os dados coletados.