Justiça proíbe Caesb de vender lote público ocupado por presidente da Câmara do DF
A Justiça do DF proibiu a Caesb de vender ou conceder o terreno onde mora o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB). A decisão atende a pedido do MP-DF, que aponta tentativa de contornar ordem de desocupação do imóvel público, ocupado desde os anos 1990.
Justiça proíbe Caesb de vender lote público ocupado há décadas por presidente da Câmara do DF
A Justiça do Distrito Federal proibiu a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) de vender, conceder ou alienar o terreno onde mora o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB). A decisão desta quinta-feira (16) atende a um pedido do Ministério Público do DF, que aponta uma tentativa da companhia de contornar uma ordem judicial de desocupação do imóvel, considerado público e destinado ao serviço de saneamento.
O terreno no Park Way e a ocupação desde os anos 1990
O terreno no Park Way, onde foi construída uma mansão, pertence à Caesb, mas é ocupado por Wellington Luiz e sua esposa, Kilze Beatriz Montes Silva, servidora de estatal controlada pela Terracap, desde os anos 1990. A área é classificada como imóvel público destinado ao serviço de saneamento, o que levanta questionamentos sobre o uso particular do espaço.
O que o Ministério Público aponta
Segundo o Ministério Público, o imóvel é ilegal e houve desvio de finalidade, fraude em licitação e conflito de interesse envolvendo o casal. A apuração do MP-DF indica que a Caesb teria tentado contornar uma ordem judicial de desocupação ao lançar edital para alienação do lote, movimento que a Justiça agora barrou.
A decisão judicial e os próximos passos
A decisão desta quinta-feira (16) anula o edital e determina que a Caesb não prossiga com qualquer ato de venda, concessão ou alienação do terreno. A ordem judicial mantém a área sob controle da companhia, enquanto o caso segue em análise. Nesta sexta-feira (17), a Caesb informou que não comenta decisões judiciais. Já o deputado afirmou que não comenta o caso.
Repercussão e desdobramentos esperados
O caso expõe a tensão entre ocupação histórica e destinação pública de imóveis no DF. A decisão da Justiça, ao atender o pedido do MP-DF, sinaliza que a via administrativa de alienação não será tolerada enquanto a ordem de desocupação não for cumprida. Nos bastidores, fontes do legislativo local avaliam que o episódio pode gerar novas investigações sobre a regularidade de ocupações em áreas da Caesb.
Perguntas Frequentes
O que a Justiça decidiu sobre o terreno?
A Justiça do DF proibiu a Caesb de vender, conceder ou alienar o terreno no Park Way onde mora Wellington Luiz, atendendo a pedido do Ministério Público.
Por que o Ministério Público pediu a proibição?
O MP-DF aponta que a Caesb tentou contornar uma ordem judicial de desocupação do imóvel, considerado público e com indícios de desvio de finalidade, fraude em licitação e conflito de interesse.
Quem ocupa o terreno e desde quando?
O terreno é ocupado pelo deputado Wellington Luiz e sua esposa, Kilze Beatriz Montes Silva, desde os anos 1990.
O que a Caesb disse sobre a decisão?
A Caesb informou que não comenta decisões judiciais.
O deputado Wellington Luiz se manifestou?
O deputado afirmou que não comenta o caso.