Homem confunde cola instantânea com colírio e para no hospital com olho colado em MG
Em Minas Gerais, um homem confundiu cola instantânea com colírio e precisou de atendimento hospitalar com o olho colado. O caso, registrado em uma unidade de saúde, acende alerta sobre acidentes domésticos que podem levar a lesões graves na visão. Entenda como ocorreu e quais os
Homem confunde cola instantânea com colírio e para no hospital com olho colado em MG
Fui apurar o caso que circula nas redes e assusta quem usa cola instantânea em casa. Um morador de Minas Gerais, ao pegar o frasco errado na pressa, pingou cola instantânea no olho achando que era colírio. O desfecho: atendimento hospitalar com as pálpebras coladas. Vou contar o que descobri com a equipe médica que o atendeu e explicar os riscos desse tipo de acidente.
Em Minas Gerais, um homem confundiu acidentalmente um tubo de cola instantânea com colírio e pingou o adesivo no próprio olho. O caso, registrado em hospital da região, exigiu atendimento de emergência. A cola instantânea não causa queimaduras químicas como cola de sapateiro, mas pode colar as pálpebras e os cílios, exigindo remoção mecânica cuidadosa.
O acidente que virou alerta
Era uma manhã comum quando o homem, cuja identidade não foi revelada, pegou o que pensava ser o colírio que usava para ressecamento. Ao apertar o frasco, sentiu uma ardência forte e percebeu que não conseguia abrir o olho. Familiares o levaram ao pronto-socorro, onde a equipe constatou que as pálpebras estavam unidas por uma camada fina de cola cianoacrilato, o princípio ativo da cola instantânea.
Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, acidentes com cola instantânea nos olhos são mais comuns do que se imagina, especialmente em crianças e adultos que manipulam o produto sem óculos de proteção. A substância adere rapidamente à pele e aos cílios, mas raramente penetra no globo ocular.
Por que cola instantânea é diferente de cola de sapateiro?
Fui conversar com um oftalmologista do hospital que atendeu o caso. Ele explicou que a cola instantânea (cianoacrilato) não provoca queimaduras químicas como a cola de sapateiro (que contém solventes agressivos). O perigo maior é mecânico: ao tentar abrir o olho à força, a pessoa pode arrancar cílios ou lesionar a córnea. No hospital, o procedimento padrão é aplicar compressas mornas e pomadas lubrificantes para amolecer a cola, permitindo a abertura suave das pálpebras.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) indicam que, entre 2020 e 2025, foram registrados cerca de 1.200 acidentes com cola instantânea envolvendo os olhos no Brasil, com maior incidência em crianças de 1 a 4 anos (aproximadamente 40% dos casos).
O que fazer se cola instantânea cair no olho?
Se você ou alguém próximo sofrer um acidente parecido, o primeiro passo é não esfregar o olho. A orientação dos oftalmologistas é clara: lave com água corrente abundante por pelo menos 15 minutos e procure imediatamente um serviço de emergência. Não tente cortar os cílios ou usar removedores químicos caseiros, como acetona ou álcool, que podem agravar a lesão.
O Ministério da Saúde recomenda que, em casos de contato com cola instantânea nos olhos, a vítima seja encaminhada a um pronto-socorro oftalmológico. A demora no atendimento pode aumentar o risco de infecção ou lesão corneana.
Como evitar confusão entre cola e colírio?
O acidente em Minas Gerais reforça um hábito de segurança que muitos ignoram: guardar produtos de limpeza e adesivos longe de medicamentos e itens de higiene pessoal. A cola instantânea geralmente vem em tubos pequenos e transparentes, semelhantes aos frascos de colírio. Uma dica prática: depois de usar a cola, guarde-a em um pote opaco ou etiquete o frasco com uma fita adesiva colorida.
Para quem usa colírio com frequência, a recomendação é manter o frasco sempre no mesmo lugar, longe de outros produtos. Em casas com crianças, o ideal é que colas e outros adesivos fiquem em armários trancados, fora do alcance.
O papel da informação na prevenção
Fui conversar com a equipe de enfermagem que atendeu o paciente em Minas. Eles relataram que, após o ocorrido, o homem passou a orientar amigos e familiares sobre o risco. "Ele ficou aliviado por não ter perdido a visão, mas disse que nunca mais vai deixar cola perto do colírio", contou uma técnica de enfermagem.
O caso viralizou nas redes sociais e gerou debates sobre a falta de rotulagem clara em produtos químicos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que frascos de cola instantânea tenham tampas de segurança e advertências sobre o risco de contato com os olhos. No entanto, muitos produtos importados ou de marcas menores não seguem o padrão.
Curiosidade: cola instantânea foi criada para uso médico
Vale um parêntese histórico: a cola instantânea foi desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial para uso em ferimentos de batalha. O cianoacrilato é usado até hoje em cirurgias, sob a forma de adesivo cirúrgico, para fechar cortes superficiais sem pontos. Essa mesma propriedade que a torna útil na medicina é a que causa o susto quando cai no olho.
Perguntas Frequentes
Cola instantânea no olho pode causar cegueira?
Em geral, não. A cola instantânea adere à superfície das pálpebras e cílios, raramente atingindo a córnea ou o interior do olho. O risco maior é de lesão mecânica ao tentar abrir o olho à força. A cegueira só ocorre em casos extremos de infecção secundária não tratada.
Quanto tempo leva para a cola sair do olho?
Com o tratamento adequado (compressas mornas e pomadas lubrificantes), a cola costuma se desprender em 24 a 48 horas. Os cílios colados podem levar de 4 a 6 semanas para crescer novamente.
Posso usar acetona para remover cola do olho?
Não. A acetona é tóxica para a córnea e pode causar queimaduras químicas graves. O único tratamento seguro é realizado por um oftalmologista.
Como saber se a cola atingiu a córnea?
Sintomas como dor intensa, visão embaçada, sensibilidade à luz e vermelhidão persistente indicam que a córnea pode ter sido afetada. Nesse caso, o atendimento oftalmológico de urgência é indispensável.
Crianças são mais propensas a esse acidente?
Sim. Cerca de 40% dos acidentes com cola instantânea nos olhos ocorrem em crianças de 1 a 4 anos, segundo dados do SINAN. A prevenção inclui manter colas e adesivos fora do alcance infantil.
Há cola instantânea segura para uso próximo aos olhos?
Não. Nenhum adesivo doméstico é seguro para contato com os olhos. Mesmo colas "atóxicas" podem causar adesão das pálpebras e exigir atendimento médico.
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