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Homem é condenado por estuprar enteada de 13 anos em RO: 14 anos de prisão

ResumoO Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) condenou um homem a 14 anos de prisão em regime fechado por estuprar a enteada de 13 anos em Jaru (RO). A decisão reformou a absolvição anterior, atendendo a recurso do Ministério Público do Estado (MPRO).

Um homem foi condenado a 14 anos de prisão, em regime fechado, pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) por estuprar a enteada de 13 anos em Jaru (RO). A decisão reformou a absolvição anterior e foi motivada por recurso do Ministério Público do Estado (MPRO).

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 23 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Homem é condenado por estuprar enteada de 13 anos em RO: 14 anos de prisão

Homem é condenado por estuprar enteada de 13 anos em RO: entenda o caso

Um homem foi condenado a 14 anos de prisão, em regime fechado, e ao pagamento de 17 dias-multa por estuprar a enteada de 13 anos em Jaru (RO). A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), após recurso do Ministério Público do Estado (MPRO). Na primeira sentença, o réu havia sido absolvido porque o juiz entendeu que as provas não eram suficientes. O MP-RO recorreu e, ao analisar o caso, os desembargadores decidiram pela condenação. Eles destacaram que pequenas mudanças nos relatos da vítima não tiram sua credibilidade, já que isso é comum em situações de violência sexual dentro da família.

O que motivou a condenação do homem por estupro de enteada em RO

A condenação foi baseada no depoimento da adolescente, confirmado por outros elementos, como registros da escuta especializada e relatório do Centro de Referência. O TJRO entendeu que as provas eram consistentes, mesmo com variações nos relatos da vítima, algo frequente em casos de violência sexual intrafamiliar.

Como o MP-RO atuou no recurso

O Ministério Público do Estado (MPRO) recorreu da absolvição inicial, argumentando que as provas eram suficientes. Os desembargadores acolheram o recurso e reformaram a sentença, aplicando a pena de 14 anos em regime fechado e 17 dias-multa.

O que diz a decisão do TJRO sobre a credibilidade da vítima

Os desembargadores destacaram que pequenas mudanças nos relatos da vítima não tiram sua credibilidade. Em casos de violência sexual dentro da família, é comum que a vítima tenha dificuldade em relatar os fatos com precisão absoluta, o que não invalida o depoimento.

Detalhes da pena: 14 anos de prisão e 17 dias-multa

A pena foi fixada em 14 anos de prisão, em regime fechado, além do pagamento de 17 dias-multa. O valor da multa será definido pelo juízo da execução penal. O réu permanecerá preso enquanto aguarda eventual recurso da decisão.

Por que a primeira sentença absolveu o réu

Na primeira instância, o juiz entendeu que as provas não eram suficientes para a condenação. A absolvição foi baseada na avaliação inicial das evidências, que não convenceram o magistrado. O MP-RO recorreu, e o TJRO reformou a decisão.

A importância da escuta especializada em casos de violência sexual infantil

O depoimento da adolescente foi confirmado por registros da escuta especializada, um procedimento que busca minimizar a revitimização. A escuta especializada é uma ferramenta prevista na legislação brasileira para ouvir crianças e adolescentes vítimas de violência, garantindo um ambiente seguro e acolhedor.

O que diz o relatório do Centro de Referência

O relatório do Centro de Referência também corroborou o depoimento da vítima. Esses documentos são fundamentais para a formação da convicção dos magistrados em casos de violência sexual, onde as provas materiais são raras.

Como identificar sinais de violência sexual infantil

Embora o foco seja o caso em Jaru (RO), é importante saber que sinais de abuso podem incluir mudanças de comportamento, medo de ficar sozinho com determinada pessoa, lesões genitais, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce. O depoimento da vítima, quando acolhido de forma adequada, é uma das principais provas.

O que fazer em caso de suspeita de estupro contra crianças e adolescentes

Em caso de suspeita, a orientação é procurar o Conselho Tutelar, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente ou o Disque 100. O silêncio pode perpetuar o ciclo de violência. A denúncia é anônima e pode salvar vidas.

Perguntas Frequentes

Qual foi a pena aplicada pelo TJRO?

O homem foi condenado a 14 anos de prisão, em regime fechado, e ao pagamento de 17 dias-multa.

Onde ocorreu o crime?

O crime ocorreu em Jaru (RO), interior de Rondônia.

Quem recorreu da absolvição?

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) recorreu da primeira sentença que havia absolvido o réu.

O que motivou a condenação?

O depoimento da vítima, confirmado por registros da escuta especializada e relatório do Centro de Referência, foi decisivo para a condenação.

O réu pode recorrer da decisão?

Sim, a defesa pode recorrer da decisão do TJRO, mas o réu permanece preso em regime fechado.

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