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EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja itens afetados e isentos

ResumoOs Estados Unidos anunciaram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, incluindo aço, alumínio e café. Etanol e suco de laranja podem receber isenção tarifária. A medida altera as condições comerciais entre os dois países e impacta exportações brasileiras.

Os Estados Unidos anunciaram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Aço, alumínio e café estão na lista de afetados; etanol e suco de laranja podem ter isenção. Veja os detalhes e o que muda para o Brasil.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja itens afetados e isentos

EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros: veja a lista completa de itens afetados e isentos

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (14), a imposição de uma tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor em 30 dias, atinge setores estratégicos como siderurgia, agronegócio e manufatura. Enquanto isso, alguns itens foram preservados, gerando alívio parcial para exportadores. Vamos detalhar o que muda.

Os EUA anunciaram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, incluindo aço, alumínio, café, carne bovina e suco de laranja. Ficam isentos itens como etanol, algodão e soja, desde que dentro de cotas. A medida visa reduzir o déficit comercial americano e pode afetar exportações brasileiras, que somaram US$ 40 bilhões em 2025.

Quais produtos brasileiros serão taxados em 25%?

A lista de produtos afetados pela tarifa inclui itens de alto valor agregado e commodities tradicionais. Entre os principais estão:

  • Aço e derivados: laminados, tubos e perfis de ferro e aço, que representam 12% das exportações brasileiras para os EUA.
  • Alumínio: lingotes, chapas e perfis, com participação de 8% nas vendas ao mercado americano.
  • Café: grão verde e torrado, responsável por 5% das exportações.
  • Carne bovina: cortes in natura e processados, com 4% do total.
  • Suco de laranja: concentrado e não concentrado, principal item da pauta de frutas.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), esses setores empregam diretamente 1,2 milhão de trabalhadores no Brasil. A tarifa pode encarecer os produtos no mercado americano, reduzindo a competitividade.

O que dizem os especialistas?

Para a economista Laura Carvalho, da USP, a medida é um duro golpe na indústria nacional. "O aço brasileiro já enfrenta concorrência chinesa; com 25% a mais, perde espaço nos EUA", afirmou em entrevista. Já o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, alertou que a tarifa pode levar a demissões no setor.

Quais itens ficam isentos da tarifa?

Nem todos os produtos brasileiros serão taxados. O governo americano estabeleceu isenções para itens considerados estratégicos ou com oferta restrita nos EUA. A lista inclui:

  • Etanol: desde que dentro de cota de 500 milhões de litros anuais.
  • Algodão: isento por acordo bilateral de cotas.
  • Soja: grão e farelo, também com cota definida.
  • Minério de ferro: não listado na medida, mantém tarifa zero.
  • Produtos farmacêuticos: medicamentos e insumos, por razões de saúde pública.

A isenção do etanol é particularmente relevante: o Brasil é o maior exportador global do biocombustível, e os EUA importam 20% do consumo interno. A cota de 500 milhões de litros representa 60% das exportações brasileiras atuais (MDIC, dados de 2025).

Impacto na economia brasileira

A tarifa de 25% pode reduzir as exportações brasileiras para os EUA em até US$ 10 bilhões no primeiro ano, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os setores mais afetados são siderurgia e agronegócio.

O governo brasileiro já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode retaliar com tarifas sobre produtos americanos, como milho, trigo e aviões. "Não vamos aceitar medidas unilaterais", disse o ministro da Economia, Fernando Haddad, em nota.

Efeitos para o consumidor brasileiro?

Indiretamente, a tarifa pode pressionar a inflação no Brasil. Se as exportações caírem, a oferta interna de aço e alumínio aumenta, reduzindo preços para a indústria local. Por outro lado, a retaliação pode encarecer alimentos importados, como milho e trigo.

Como as empresas brasileiras podem se preparar?

Empresas dos setores afetados devem reavaliar contratos e buscar novos mercados. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) recomenda:

  1. Diversificar destinos de exportação para Ásia e Europa.
  2. Negociar prazos de entrega com compradores americanos antes da vigência.
  3. Buscar linhas de crédito do BNDES para reestruturação produtiva.
  4. Participar de missões comerciais para países como China e Índia.

Perguntas Frequentes

A tarifa já está valendo?

Não. A medida foi anunciada, mas entra em vigor em 30 dias, permitindo negociações de última hora.

Quais produtos brasileiros mais exportam para os EUA?

Os principais são aço, alumínio, café, carne bovina e suco de laranja, que juntos somam 40% das exportações brasileiras aos EUA.

O Brasil pode retaliar?

Sim. O governo estuda tarifas sobre milho, trigo e aviões americanos, além de acionar a OMC.

A tarifa afeta o consumidor brasileiro?

Indiretamente, sim. Pode reduzir preços de aço no mercado interno, mas encarecer alimentos importados em caso de retaliação.

Há chance de reversão?

Historicamente, tarifas americanas já foram suspensas após negociações. O Brasil busca diálogo direto com a Casa Branca.

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