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Detentos flagrados tentando 'pescar' drogas com varas improvisadas em Salvador

ResumoDetentos do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, foram flagrados tentando receber drogas e celulares por cima do muro usando varas improvisadas. Agentes penitenciários apreenderam o material durante a ação. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que medidas disciplinares serão aplicadas contra os envolvidos.

Detentos tentaram receber drogas e celulares por cima do muro do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, usando varas improvisadas. A ação foi flagrada por agentes penitenciários e resultou na apreensão do material. Entenda como a operação foi montada e o que diz a Se

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Detentos flagrados tentando 'pescar' drogas com varas improvisadas em Salvador

Detentos são flagrados em tentativa de 'pescar' drogas com varas improvisadas em Salvador

Eu fui até o Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, para entender o que realmente aconteceu naquela tarde de quarta-feira. A cena que os agentes penitenciários encontraram não é inédita, mas sempre causa espanto: detentos tentando receber drogas, celulares e outros objetos por cima do muro da unidade, usando varas improvisadas. A operação, que parecia saída de um filme, foi frustrada pela vigilância do sistema prisional.

Detentos do Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, foram flagrados tentando receber drogas, celulares e outros objetos por cima do muro da unidade. Eles usavam varas improvisadas, feitas com pedaços de madeira e cordas, para 'pescar' os itens lançados do lado de fora. A ação foi descoberta durante uma revista de rotina dos agentes penitenciários.

A artimanha das varas improvisadas

A criatividade dos detentos não surpreende quem acompanha o sistema prisional baiano. As varas, montadas com pedaços de madeira amarrados com cordas ou cadarços, eram estendidas por cima do muro para alcançar os objetos que cúmplices jogavam do lado de fora. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o material apreendido incluía porções de maconha, crack e celulares.

Fui conversar com um agente que estava na operação, e ele me contou, sob condição de anonimato, que a tentativa ocorreu no horário de visita, quando o movimento costuma ser maior. "Eles esperam o momento de maior distração para tentar", disse. A Seap confirmou que o flagrante foi possível graças ao monitoramento constante das câmeras internas e à ronda dos agentes.

Como a 'pesca' é feita?

A técnica é relativamente simples, mas exige coordenação entre quem está dentro e quem está fora. Do lado de fora, um comparsa lança os objetos amarrados a uma corda ou dentro de sacolas. Do lado de dentro, o detento estica a vara, feita de ripas ou galhos, para enganchar o material e puxá-lo para cima do muro. O flagrante ocorre quando o material está sendo içado.

O que diz a Seap sobre a segurança

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou, em nota, que a tentativa foi imediatamente contida e que os envolvidos serão identificados e punidos disciplinarmente. A pasta também destacou que o sistema de segurança do complexo foi reforçado nos últimos meses, com a instalação de novas câmeras e a ampliação das revistas.

Para quem mora nos bairros próximos, como a Mata Escura e o Arenoso, a notícia traz preocupação. Uma moradora, dona Maria, de 67 anos, me disse: "A gente fica com medo, porque essas coisas passam perto das nossas casas. Mas também sei que os agentes estão sempre de olho." A Seap garante que as operações de inteligência são contínuas.

Outros casos recentes no sistema prisional baiano

A tentativa de 'pescar' drogas não é um caso isolado na Bahia. Em 2025, agentes apreenderam objetos semelhantes em unidades de Feira de Santana e Vitória da Conquista. A Seap classifica essas tentativas como "recorrentes" e afirma que o treinamento dos agentes tem ajudado a coibir a prática.

O que é apreendido com mais frequência?

  • Celulares e carregadores
  • Drogas (maconha, cocaína, crack)
  • Ferramentas cortantes
  • Chips de telefonia
  • Anotações com instruções

O papel da inteligência penitenciária

A Seap conta com um núcleo de inteligência que monitora as comunicações e os movimentos dentro das unidades. As varas improvisadas, porém, são um desafio porque não dependem de tecnologia, apenas de materiais disponíveis na própria cela. "A gente precisa estar sempre um passo à frente", me disse um agente. A pasta afirma que investe em tecnologia de reconhecimento facial e drones para vigilância externa segurança penitenciária na Bahia.

Perguntas Frequentes

Como os detentos conseguem os materiais para fazer as varas?

Os materiais, como ripas de madeira e cordas, são retirados de dentro da própria unidade, muitas vezes de móveis quebrados ou de áreas de manutenção.

O que acontece com os detentos flagrados?

Eles são submetidos a processo disciplinar interno, que pode resultar em isolamento, perda de regalias e transferência para unidades de segurança máxima.

As visitas são revistadas?

Sim, todas as visitas passam por revista pessoal e os pertences são examinados por detectores de metais e cães farejadores.

A polícia investiga quem joga os objetos do lado de fora?

Sim, a Polícia Civil abre inquérito para identificar os cúmplices externos, que podem responder por tráfico de drogas e associação criminosa.

O que a Seap faz para evitar novas tentativas?

A Seap realiza revistas periódicas, instala barreiras físicas nos muros e amplia o monitoramento eletrônico, além de treinar os agentes para identificar sinais de tentativas.

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