Corpo de jovem segue sem liberação cinco dias após acidente com Porsche: mãe lamenta 'antiluto'
Cinco dias após o acidente que matou um jovem atropelado por um Porsche em São Paulo, o corpo segue retido no IML. A mãe da vítima descreve a espera como 'um antiluto', enquanto a polícia investiga as circunstâncias do caso. O motorista do veículo prestou depoimento.
A família de um jovem de 24 anos, morto em um acidente envolvendo um Porsche na Zona Sul de São Paulo, vive há cinco dias sem conseguir dar o último adeus. O corpo da vítima segue retido no Instituto Médico Legal (IML) enquanto peritos concluem exames. A mãe do rapaz descreve a espera como 'um antiluto' - uma dor sem rito, sem despedida.
Cinco dias após o acidente com um Porsche que matou um jovem na Zona Sul de São Paulo, o corpo da vítima ainda não foi liberado pelo IML. A mãe do rapaz afirma viver 'um antiluto', sem poder realizar o velório. A polícia aguarda laudos periciais para concluir a investigação.
O acidente e a demora na liberação
O acidente ocorreu na noite de quarta-feira, na Avenida dos Bandeirantes, uma das vias mais movimentadas da capital paulista. O Porsche conduzido por um empresário de 34 anos atingiu o jovem que atravessava a via. O motorista foi levado para a delegacia, prestou depoimento e foi liberado em seguida.
Cinco dias depois, o corpo da vítima permanece no IML. A mãe do rapaz relata que a família foi informada de que a liberação depende de exames complementares, como o de dosagem alcoólica e a análise de lesões. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirma que o laudo necroscópico ainda não foi concluído.
A dor do 'antiluto'
Em entrevista à imprensa, a mãe do jovem usou o termo 'antiluto' para descrever a angústia de não poder enterrar o filho. "É uma espera que não acaba. Você fica sem chão, sem conseguir fazer nada. É um antiluto", disse, com a voz embargada.
Para especialistas ouvidos pela reportagem, a demora na liberação do corpo, embora prevista em protocolos, agrava o sofrimento das famílias. O luto, processo psicológico que envolve rituais de despedida, fica suspenso. A psicóloga forense Carla Mendes explica que "a ausência do ritual fúnebre pode prolongar o luto patológico, gerando ansiedade e depressão".
Os próximos passos da investigação
A polícia aguarda o laudo do IML para concluir as investigações. O motorista do Porsche, que não teve a identidade divulgada, responde em liberdade. A delegacia responsável pelo caso informou que aguarda os exames periciais para decidir sobre o indiciamento.
O acidente reacendeu o debate sobre a segurança viária em São Paulo. Dados da CET indicam que a Avenida dos Bandeirantes registrou, em 2025, uma redução de 12% no número de atropelamentos em relação ao ano anterior. Ainda assim, a via segue como uma das mais perigosas da cidade.
Perguntas Frequentes
Por que o corpo não foi liberado após cinco dias?
A liberação depende da conclusão de exames periciais, como o de dosagem alcoólica e a necropsia. O IML de São Paulo tem prazo legal de até 30 dias para emitir o laudo, mas casos prioritários podem ser concluídos em até 72 horas.
O que é 'antiluto'?
O termo foi usado pela mãe da vítima para descrever a impossibilidade de realizar o velório e o enterro. Psicólogos explicam que a ausência de rituais fúnebres pode dificultar o processo de luto.
O motorista do Porsche foi preso?
Não. O motorista prestou depoimento e foi liberado. A polícia aguarda o laudo pericial para decidir sobre eventual indiciamento.
Como a família pode acompanhar o processo?
A família tem direito a solicitar informações sobre o andamento do laudo na unidade do IML responsável. A defensoria pública pode auxiliar em caso de demora excessiva.
O que a lei diz sobre a liberação de corpos?
A Lei 12.842/2013 estabelece que o corpo deve ser liberado após a conclusão dos exames necessários. A demora pode ser questionada judicialmente se ultrapassar o prazo razoável.
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