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Brasil é país que mais viu tarifas aumentarem desde que Trump voltou ao poder

ResumoBrasil registrou o maior aumento de tarifas entre todos os países desde o retorno de Donald Trump ao poder. Levantamento de bastidor aponta que a escalada tarifária impacta diretamente exportações brasileiras e pressiona a inflação doméstica. Os números refletem a articulação comercial dos Estados Unidos sob a nova gestão republicana.

Levantamento de bastidor aponta que o Brasil é o país que mais viu tarifas aumentarem desde que Trump voltou ao poder, com impactos diretos sobre exportações e inflação. Entenda os números e a articulação por trás da escalada.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Brasil é país que mais viu tarifas aumentarem desde que Trump voltou ao poder

O Brasil é o país que mais viu tarifas aumentarem desde que Trump voltou ao poder, de acordo com dados oficiais compilados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e confirmados por fontes do U.S. Trade Representative. Entre janeiro e maio de 2026, a alíquota média aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros saltou de 2,3% para 12,8%, um avanço que supera o registrado por China, México e União Europeia no mesmo período. O movimento, apurado por mais de uma fonte, revela uma escalada silenciosa que já afeta setores estratégicos como siderurgia, suco de laranja e carne bovina.

A decisão se fecha no corredor: a Casa Branca, sob nova gestão republicana, adotou uma política de "reciprocidade tarifária" que mira países com superávit bilateral. O Brasil, que acumulava saldo positivo de US$ 12 bilhões na balança com os EUA em 2025, tornou-se alvo prioritário. Segundo o MDIC, as tarifas sobre aço brasileiro subiram de 25% para 35% já em fevereiro de 2026, enquanto o suco de laranja, principal item da pauta exportadora nacional, passou a pagar 18%, ante 8% no ano anterior.

Por que o Brasil lidera o ranking de aumento de tarifas

Fontes do Itamaraty ouvidas nos bastidores apontam que o Brasil não foi alvo de uma sanção específica, mas sim de uma regra geral de "tarifa espelho" aplicada a todos os parceiros comerciais com os quais os EUA têm déficit. A diferença é que, entre os grandes emergentes, o Brasil foi o que menos tempo teve para negociar exceções. Enquanto a China conseguiu adiar parte das tarifas com um acordo tático em março, o governo brasileiro apostou em negociações bilaterais que não avançaram.

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O resultado prático é que, em abril de 2026, o Brasil já era o país com a maior variação percentual de tarifas desde o retorno de Trump, segundo ranking do Peterson Institute for International Economics. A alíquota média de 12,8% colocou o Brasil à frente da China (9,1%), México (7,4%) e União Europeia (5,2%) no quesito aumento relativo.

Impacto nas exportações brasileiras

O setor mais afetado é o siderúrgico. As exportações de aço para os EUA caíram 23% no primeiro quadrimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Aço Brasil. A carne bovina, que já enfrentava barreiras sanitárias, viu as tarifas subirem de 4% para 10%, enquanto o etanol, antes isento, passou a pagar 5%.

Uma fonte do MDIC, em condição de anonimato, afirmou que "a estratégia americana é clara: forçar abertura comercial setor por setor". O governo brasileiro, por sua vez, avalia duas linhas de resposta: uma via Organização Mundial do Comércio (OMC), outra com aumento de tarifas sobre produtos americanos como milho e trigo.

Articulação política e próximos passos

Nos corredores do Planalto, a leitura é de que o Brasil precisa diversificar parceiros comerciais para reduzir a dependência dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores intensificou conversas com a União Europeia e a China para acordos de livre comércio, mas nenhum avanço concreto foi anunciado até maio de 2026.

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O próximo movimento esperado no tabuleiro é a reunião da Comissão de Comércio Brasil-EUA, prevista para julho, onde o Brasil tentará reverter as tarifas sobre suco de laranja e carne. Até lá, o país segue como o que mais viu tarifas aumentarem desde que Trump voltou ao poder, com impactos que já aparecem na inflação doméstica.

Perguntas Frequentes

Quanto as tarifas sobre o Brasil aumentaram desde que Trump voltou ao poder?

A alíquota média subiu de 2,3% para 12,8% entre janeiro e maio de 2026, segundo o MDIC.

Qual produto brasileiro foi mais taxado?

O aço foi o mais afetado, com tarifa subindo de 25% para 35%.

O Brasil é o país mais prejudicado pelas tarifas de Trump?

Em termos de aumento percentual, sim. O Brasil lidera o ranking, à frente de China, México e União Europeia.

O que o Brasil pode fazer para reverter as tarifas?

O governo negocia na OMC e estuda retaliação setorial, mas a principal aposta é a reunião bilateral de julho de 2026.

As tarifas afetam o consumidor brasileiro?

Sim. A alta de tarifas reduz exportações, pressiona o câmbio e encarece insumos, contribuindo para a inflação, segundo o Banco Central.

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