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BNDES aprova R$ 77,5 mi para terras raras no Sul de MG

ResumoO BNDES aprovou R$ 77,5 milhões em financiamento para a Viridis Mineração produzir carbonato misto de terras raras em Poços de Caldas (MG). O projeto Colossus, com mina de 373 hectares, aguarda licença de implantação. O investimento visa reduzir a dependência externa do Brasil nesse insumo estratégico para tecnologias verdes.

O BNDES aprovou financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração produzir carbonato misto de terras raras em Poços de Caldas (MG). A mineradora ainda aguarda licença para implantar o projeto Colossus, com mina de 373 hectares.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 08 de setembro de 2026 · 5 min de leitura
BNDES aprova R$ 77,5 mi para terras raras no Sul de MG

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração Ltda. produzir carbonato misto de Terras Raras em Poços de Caldas (MG). A linha sai pelo programa BNDES Mais Inovação e chega em um momento em que a mineradora ainda corre atrás da licença ambiental para o projeto Colossus, que prevê uma mina de 373 hectares no município do Sul de Minas.

A operação foi anunciada em 8 de setembro de 2026 e coloca Poços de Caldas no mapa de um mercado que o Brasil ainda explora pouco. Terras raras são minerais estratégicos usados em carros elétricos, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de defesa. O carbonato misto, alvo do financiamento, é o produto intermediário do processamento da argila iônica, antes da separação individual desses minerais.

O que o dinheiro do BNDES financia

O financiamento entra na categoria de inovação, não de obra. Isso significa que o recurso deve sustentar a etapa de pesquisa e o início da produção piloto de carbonato misto. A Viridis afirma que o aporte permite avançar na planta-piloto e manter os estudos em andamento. O valor de R$ 77,5 milhões não é um empréstimo comum de capital de giro: ele está atrelado a metas de desenvolvimento tecnológico, o que exige prestação de contas técnica ao banco.

O programa BNDES Mais Inovação é o veículo usado na operação. Para quem acompanha cronograma de projeto, o ponto de atenção é o licenciamento. A mineradora segue em fase de licenciamento para a implantação do Colossus. Sem a licença, a mina de 373 hectares não abre. O financiamento, portanto, corre em paralelo à burocracia ambiental.

Projeto Colossus: o que se sabe até aqui

O Colossus é o nome do projeto que concentra a exploração de terras raras em Poços de Caldas. A área de 373 hectares é a base da operação futura. O processo de licenciamento é a etapa atual, e não há prazo público divulgado para a conclusão. Em projetos desse porte, o licenciamento costuma envolver estudos de impacto, audiências públicas e condicionantes que podem alterar o desenho original da mina.

A produção de carbonato misto, nesse contexto, funciona como uma aposta intermediária. Ela permite à Viridis validar a rota de processamento da argila iônica antes de partir para a separação dos minerais individualizados. Isso reduz risco técnico e financeiro, mas não elimina a dependência da licença.

Terras raras: por que o projeto interessa além de MG

O financiamento chega em um momento em que o Brasil discute como destravar a cadeia de terras raras. O BNDES estima que sejam necessários R$ 5 bilhões para tirar projetos do papel, segundo dados citados em discussões no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto que cria um fundo específico para o setor, com aporte inicial de R$ 5 bilhões. Ou seja: o movimento da Viridis em Poços de Caldas está alinhado a uma política nacional que busca agregar valor ao minério bruto em vez de exportá-lo sem processamento.

A dependência externa é o pano de fundo. A China domina a cadeia global de terras raras, e países como Estados Unidos e membros da União Europeia têm buscado alternativas de suprimento. O projeto no Sul de Minas, se sair do papel, coloca o Brasil em posição de fornecer um produto intermediário processado, não apenas minério cru.

O que falta para a obra começar

O recurso do BNDES está aprovado, mas a operação física depende de duas frentes. A primeira é o licenciamento ambiental, que segue em andamento. A segunda é a conclusão das pesquisas que validem a viabilidade econômica do processamento. O financiamento cobre justamente essa fase de validação.

Para o morador de Poços de Caldas, o impacto direto ainda é limitado. A mina de 373 hectares, quando licenciada, deve gerar empregos e movimentar a economia local, mas o prazo de implantação não foi divulgado publicamente. O que se sabe é que a Viridis já produz carbonato de terras raras em escala piloto na cidade, o que indica que a rota técnica existe.

Análise: o financiamento é a parte fácil

A aprovação do BNDES resolve o lado financeiro da equação, mas não o ambiental. Projetos de mineração no Brasil costumam esbarrar em licenças que levam anos para sair. O Colossus tem 373 hectares e fica em uma região com histórico de exploração mineral, o que pode acelerar ou complicar a análise. O edital do financiamento, em tese, já exige contrapartidas de inovação, mas o cronograma real será definido no licenciamento.

Acompanhar o desenrolar do projeto Colossus significa monitorar dois indicadores: a evolução do processo de licenciamento em Poços de Caldas e os relatórios de desembolso do BNDES Mais Inovação. Se a licença atrasar, o recurso aprovado pode ficar parado. Se sair dentro do esperado, a planta-piloto de carbonato misto ganha escala. Nenhum dos dois prazos foi divulgado oficialmente até o momento.

Perguntas Frequentes

Quanto o BNDES aprovou para a Viridis Mineração?

O BNDES aprovou R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração produzir carbonato misto de terras raras em Poços de Caldas (MG). O financiamento é do programa BNDES Mais Inovação.

O que é o projeto Colossus?

É o projeto da Viridis Mineração para exploração de terras raras em Poços de Caldas, com uma mina de 373 hectares. A empresa está em fase de licenciamento para implantação.

O que é carbonato misto de terras raras?

É o produto resultante do processamento da argila iônica que contém terras raras. Ele é um produto intermediário, antes da separação individual desses minerais.

Para que servem as terras raras?

As terras raras são minerais estratégicos usados em carros elétricos, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de defesa. terras raras no Brasil

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