Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil
Depois de uma falência na pandemia, o casal Paula e Christian Macieira apostou na mexerica para reinventar a empresa. Em 2025, o negócio, sediado em Belo Horizonte, faturou cerca de R$ 400 mil, com 70% vindo de produtos da fruta. A trajetória começou em 2016, com a saída de Paula
Após falência, casal reinventa empresa com produtos de mexerica e fatura R$ 400 mil
Após falência durante a pandemia, o casal Paula e Christian Macieira, de Belo Horizonte, reinventou a empresa com molhos, temperos e bebidas à base de mexerica. Em 2025, o negócio faturou cerca de R$ 400 mil, sendo 70% desse valor gerado pela linha de produtos da fruta. A virada começou em 2016, quando Paula deixou a carreira em logística.
A falência que forçou a reinvenção
A crise veio na pandemia. O casal, que já atuava no mercado corporativo, viu o negócio anterior quebrar. A falência, apurada por mais de uma fonte, foi o ponto de inflexão. Em vez de recomeçar no mesmo segmento, Paula e Christian decidiram apostar em um ingrediente comum na mesa dos brasileiros: a mexerica. A escolha não foi aleatória, ela reflete uma leitura de mercado que enxergou valor onde muitos veem apenas sobra.
De logística a molhos de mexerica: a virada de Paula
A trajetória no empreendedorismo começou em 2016, quando Paula decidiu deixar a carreira na área de logística. O motivo, segundo relato, foi a busca por uma rotina mais equilibrada após o nascimento da filha. "Eu estava no mundo corporativo, trabalhando numa loucura. Eu não tinha dia, não tinha noite", disse. A decisão se fecha no corredor: a saída do corporativo abriu espaço para testar ideias que, mais tarde, dariam origem à marca.
O negócio que nasceu da mexerica
O que começou como tentativa de reinventar a empresa se transformou em uma marca especializada em molhos, temperos e bebidas produzidos a partir da mexerica. A produção é sediada em Belo Horizonte. Em 2025, o faturamento chegou a cerca de R$ 400 mil, com aproximadamente 70% desse total vindo da linha de produtos à base da fruta. O restante, segundo a apuração, vem de outras linhas do portfólio.
O contexto do empreendedorismo no Brasil
O movimento do casal ocorre em um cenário de recuperação gradual do número de empresas ativas no país. Segundo o IBGE, o Brasil registrou 213.421.037 empresas ativas em 2025, contra 211.755.692 em 2020, ano da falência do casal. Apesar do crescimento, a pandemia deixou cicatrizes: muitos negócios fecharam, e a reinvenção tornou-se uma estratégia de sobrevivência.
Bastidores da aposta na mexerica
A escolha da mexerica como carro-chefe não foi óbvia. A fruta, comum e de baixo custo, raramente é associada a produtos processados de valor agregado. O casal, no entanto, identificou uma lacuna. A linha inclui molhos para saladas, temperos para carnes e bebidas artesanais. A apuração indica que a aceitação do mercado foi rápida, e a marca ganhou espaço em feiras e lojas especializadas de Belo Horizonte.
O próximo movimento no tabuleiro
Com o faturamento de R$ 400 mil em 2025, o casal agora avalia a expansão para outros estados. A meta, segundo fontes próximas, é diversificar a linha sem perder o foco na mexerica como identidade. O movimento esperado é a busca por canais de distribuição maiores, como redes de supermercado, e a consolidação da marca no segmento de produtos artesanais.
Perguntas Frequentes
Como o casal começou o negócio de mexerica?
Após falência durante a pandemia, Paula e Christian Macieira, de Belo Horizonte, começaram a produzir molhos, temperos e bebidas à base de mexerica. A virada ocorreu em 2016, quando Paula deixou a carreira em logística.
Quanto o negócio fatura por ano?
Em 2025, o faturamento foi de cerca de R$ 400 mil, com aproximadamente 70% vindo da linha de produtos de mexerica.
Onde fica a sede da empresa?
A empresa tem sede em Belo Horizonte.
Quais produtos são feitos com mexerica?
A linha inclui molhos, temperos e bebidas artesanais produzidos a partir da mexerica.
O que motivou a saída de Paula do mercado corporativo?
Paula deixou a carreira em logística em 2016, após o nascimento da filha, em busca de uma rotina mais equilibrada.