Voto para senador escolhe 2 suplentes; 42 assumiram desde 2019
Ao votar em um senador, o eleitor também escolhe dois suplentes. Desde 2019, 42 suplentes assumiram o mandato, e 10 estão em exercício. Especialistas criticam o modelo.
Quando o eleitor vota em um candidato ao Senado, o voto carrega mais dois nomes: os suplentes, que podem assumir o mandato em caso de afastamento do titular. Desde 2019, 42 suplentes já assumiram, segundo levantamento do Senado Federal feito a pedido da GloboNews.
Desses 42, 10 estão em exercício neste momento. Seis assumiram definitivamente, por falecimento ou renúncia do senador titular. Os dados consideram as trocas desde 2019, ano em que dois terços dos senadores da Casa tomaram posse. O mandato é de oito anos.
O modelo atual prevê que cada senador titular tenha dois suplentes, eleitos automaticamente em chapa fechada. Muitas vezes, o eleitor nem sabe quem são os outros dois nomes que compõem a chapa. Essa falta de conhecimento é um dos pontos criticados por especialistas, que veem com ressalvas a forma como se escolhe quem substitui um senador em caso de afastamento.
A alta rotatividade de suplentes no exercício do mandato chama a atenção. Para quem acompanha a política, a discussão sobre o modelo de escolha dos substitutos ganha relevância, especialmente em ano eleitoral.
Os dados são oficiais e ajudam a dimensionar o impacto dos suplentes na composição do Senado, um tema que deve seguir em debate.