# Volume de serviços no Brasil recua em maio e frustra expectativas de alta

> O volume de serviços no Brasil recuou 0,4% em maio ante abril, conforme dados do IBGE. O resultado frustrou as expectativas do mercado, que previa alta. O setor de transportes foi o principal responsável pelo desempenho negativo do período.

*Sucesso News · Serviços · 15 de julho de 2026 · Carmen Lúcia Ferraz*

O volume de serviços no Brasil recuou 0,4% em maio ante abril, segundo o IBGE, frustrando as expectativas do mercado. O setor de transportes foi o principal responsável pelo resultado negativo. Acompanhe a análise completa.

## Volume de serviços no Brasil recua em maio e frustra expectativas

O volume de serviços no Brasil registrou queda de 0,4% em maio na comparação com abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE. O resultado frustrou as expectativas do mercado financeiro, que projetava alta de 0,2% no período. O recuo foi puxado pelo setor de transportes, que caiu 1,1% no mês.

O volume de serviços no Brasil recuou 0,4% em maio de 2025 ante abril, informou o IBGE. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que projetava alta de 0,2%. O setor de transportes foi o principal responsável pelo recuo, com queda de 1,1%.

## O que diz a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)

A PMS do IBGE mede a evolução do volume de serviços prestados no país. Em maio, o índice ficou em 118,2 pontos, ante 118,7 pontos em abril. O resultado representa o primeiro recuo após dois meses de alta.

Entre os segmentos, o setor de transportes, que responde por cerca de 30% do índice, caiu 1,1%. Também contribuíram para a queda os serviços de informação e comunicação (-0,5%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%).

Por outro lado, os serviços prestados às famílias cresceram 0,8% no mês, puxados por alimentação e hospedagem. O setor de outros serviços também teve alta de 0,4%.

## Por que o mercado esperava alta

Analistas consultados pela Pesquisa Focus do Banco Central projetavam alta de 0,2% para o volume de serviços em maio. A expectativa se baseava na melhora do mercado de trabalho e na liberação do FGTS, que injetou recursos na economia.

No entanto, a inflação acumulada em 12 meses, que encerrou maio em 4,2% (IBGE, IPCA mensal, mai/2026), e a taxa básica de juros, a Selic, em 9,75% ao ano (Banco Central, mai/2026), continuam pressionando o custo do crédito e o consumo de serviços.

## Transporte: o calcanhar de aquiles

O setor de transportes, que responde por quase um terço do índice de serviços, caiu 1,1% em maio. O recuo foi puxado pelo transporte rodoviário de cargas, que sentiu a desaceleração da indústria e do agronegócio.

O transporte aéreo também caiu, com a redução de voos domésticos e a alta das passagens. Já o transporte aquaviário teve leve alta de 0,2%.

## Serviços de informação e comunicação recuam

O segmento de informação e comunicação caiu 0,5% em maio. O recuo foi puxado pelos serviços de tecnologia da informação, que vinham crescendo de forma acelerada nos últimos meses. A desaceleração reflete a alta base de comparação e a incerteza sobre a economia global.

## Serviços profissionais: estabilidade com viés de baixa

O setor de serviços profissionais, administrativos e complementares recuou 0,3% em maio. O resultado foi influenciado pela queda na contratação de serviços terceirizados por empresas, especialmente no setor industrial.

## O que esperar para os próximos meses

A tendência para os próximos meses é de cautela. A Selic em 9,75% ao ano (Banco Central, mai/2026) e a inflação ainda acima da meta devem continuar limitando o crescimento dos serviços. O mercado financeiro projeta alta de 0,1% para junho, segundo a Pesquisa Focus.

O governo federal aposta na liberação de recursos do FGTS e no pagamento de precatórios para aquecer a economia. Mas o efeito dessas medidas sobre o setor de serviços ainda é incerto.

## Impacto na economia como um todo

O volume de serviços é um dos principais indicadores da atividade econômica no Brasil. O setor responde por cerca de 70% do PIB e emprega mais de 12 milhões de pessoas.

A queda de 0,4% em maio indica que a recuperação econômica ainda é frágil. O mercado de trabalho continua aquecido, mas a inflação e os juros altos limitam o consumo de serviços.

Para o morador da cidade, o recuo dos serviços significa menos opções de lazer e alimentação, além de preços mais altos em transportes e comunicação. impacto dos juros altos no bolso do consumidor

## Perguntas Frequentes

### O que é o volume de serviços?

O volume de serviços é um indicador econômico que mede a evolução da receita nominal do setor de serviços no Brasil, descontada a inflação. Ele é calculado pelo IBGE na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

### Por que o volume de serviços caiu em maio?

A queda foi puxada pelo setor de transportes, que recuou 1,1%, e pelos serviços de informação e comunicação, que caíram 0,5%. A inflação e os juros altos também contribuíram para o resultado negativo.

### O que significa a queda do volume de serviços para a economia?

O setor de serviços responde por cerca de 70% do PIB brasileiro. A queda indica que a recuperação econômica ainda é frágil e que o consumo de serviços está sendo afetado pela inflação e pelos juros altos.

### Quando sai o próximo dado do volume de serviços?

O IBGE divulga a PMS mensalmente, com cerca de 45 dias de defasagem. O dado de junho de 2025 está previsto para meados de agosto.

### O que o governo pode fazer para reverter a queda?

O governo pode reduzir a taxa de juros, liberar recursos do FGTS e do PIS/Pasep, e ampliar o investimento em infraestrutura para estimular o setor de serviços.

---

Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/servicos/volume-servicos-brasil-recua-maio-frustra-expectativas/
