# Tratamento de câncer menos invasivo com radiologia: o que dizem os estudos

> A radiologia intervencionista oferece tratamentos oncológicos menos invasivos, como radiocirurgia e ablação por radiofrequência. Estudos indicam eficácia comparável à cirurgia tradicional para tumores selecionados, com menor tempo de recuperação e menos complicações. Especialistas reforçam a necessidade de critérios rigorosos para indicação, baseados em tipo, tamanho e localização do tumor.

*Sucesso News · Serviços · 16 de julho de 2026 · Nayara Couto*

O tratamento de câncer se torna menos invasivo através da radiologia, com técnicas como radiocirurgia e ablação por radiofrequência. Especialistas apontam benefícios, mas alertam para critérios rigorosos de indicação. Saiba o que a ciência diz e como acessar esses procedimentos n

O tratamento de câncer se torna menos invasivo através da radiologia, e essa não é uma promessa futurista, já é realidade em hospitais brasileiros. Técnicas como radiocirurgia e ablação por radiofrequência permitem tratar tumores sem cortes, com internação reduzida e recuperação mais rápida. Mas antes de celebrar, precisamos checar: o que as evidências científicas e os órgãos de saúde dizem sobre isso?

Sim, o tratamento de câncer se torna menos invasivo através da radiologia com técnicas como radiocirurgia estereotáxica e ablação por radiofrequência. Esses métodos usam radiação ou calor guiados por imagem para destruir tumores sem cortes, reduzindo internação e efeitos colaterais. No entanto, nem todo câncer é elegível, a indicação depende do tipo, estágio e localização do tumor, avaliados por equipe multidisciplinar.

## Como a radiologia torna o tratamento de câncer menos invasivo

A radiologia intervencionista é o ramo que permite guiar agulhas, cateteres e fontes de radiação com precisão milimétrica até o tumor, usando ultrassom, tomografia ou ressonância magnética em tempo real. O Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde, reconhece que essas técnicas minimizam danos aos tecidos saudáveis e reduzem o tempo de recuperação.

Entre os procedimentos mais usados estão a radiocirurgia estereotáxica, que concentra feixes de radiação em tumores pequenos (como no cérebro ou pulmão), e a ablação por radiofrequência, que aquece e destrói células cancerígenas no fígado, rim ou osso. Segundo a Sociedade Brasileira de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SBR), esses métodos são indicados para pacientes que não podem fazer cirurgia convencional ou como complemento a outros tratamentos.

## Radiocirurgia e ablação: o que a ciência comprova

Um estudo publicado no Journal of Clinical Oncology, com dados de 2023, mostrou que a radiocirurgia estereotáxica para tumores cerebrais metastáticos alcançou controle local de 85% em 12 meses, com taxa de efeitos colaterais graves inferior a 5%. Já a ablação por radiofrequência hepática, segundo revisão da Cochrane de 2022, tem eficácia comparável à cirurgia para tumores primários pequenos, com menor tempo de internação, média de 1 a 2 dias contra 5 a 7 dias da cirurgia aberta.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorpora alguns desses procedimentos. A Portaria SAS/MS nº 1.301/2023 incluiu a radiocirurgia estereotáxica para tumores intracranianos na tabela do SUS, com cobertura em centros habilitados. Mas a oferta ainda é limitada a hospitais de alta complexidade, como o INCA e hospitais universitários.

## Mitos e verdades sobre o tratamento menos invasivo

Circula nas redes sociais que "radiologia cura câncer sem cirurgia e sem efeitos colaterais". Isso não é verdade. A radiologia intervencionista não substitui todos os tratamentos convencionais, ela é uma ferramenta poderosa, mas com indicações precisas. O oncologista clínico Dr. Carlos Eduardo, do Hospital Sírio-Libanês, explica: "A radiocirurgia não é uma opção para todos os tumores; tumores grandes ou próximos a órgãos vitais podem não ser elegíveis. A avaliação multidisciplinar é indispensável".

Outro boato comum é que esses procedimentos são indolores e não exigem preparo. Na prática, a ablação por radiofrequência pode causar desconforto local e febre pós-procedimento, e a radiocirurgia exige imobilização rígida da cabeça com um halo metálico, o que pode ser desconfortável para alguns pacientes.

## Quem pode se beneficiar da radiologia no tratamento oncológico

A indicação ideal inclui:

- Tumores sólidos pequenos (até 3 cm em geral)
- Pacientes com contraindicação cirúrgica (comorbidades, idade avançada)
- Metástases únicas ou oligometastáticas (até 3 lesões)
- Tumores em locais de difícil acesso cirúrgico (cérebro, fígado, pâncreas)

No SUS, o acesso começa pela Unidade Básica de Saúde (UBS), com encaminhamento para serviço de oncologia. O tempo de espera varia conforme a região, em centros como São Paulo e Rio de Janeiro, a fila para radiocirurgia pode chegar a 90 dias, segundo dados do INCA.

## Perguntas Frequentes

### Qual a diferença entre radiocirurgia e radioterapia convencional?

A radiocirurgia usa altas doses de radiação em uma ou poucas sessões, com precisão milimétrica, enquanto a radioterapia convencional fraciona a dose em várias semanas para proteger tecidos saudáveis.

### Radiologia intervencionista dói?

A ablação por radiofrequência pode causar dor local controlada com analgésicos; a radiocirurgia craniana exige anestesia local para fixação do halo, mas o procedimento em si é indolor.

### O SUS cobre radiocirurgia para todos os tipos de câncer?

Não. A cobertura é restrita a tumores intracranianos, conforme portaria de 2023. Para outros sítios, a liberação depende de protocolos locais e autorização da gestão estadual.

### Quanto tempo dura a recuperação após ablação por radiofrequência?

A maioria dos pacientes recebe alta em 24 horas e retorna às atividades leves em 3 a 5 dias, contra semanas da cirurgia aberta.

### Radiologia pode substituir a quimioterapia?

Não. A radiologia trata tumores localizados, enquanto a quimioterapia age sistemicamente. Em muitos casos, as abordagens são complementares.

Para quem busca entender se o tratamento de câncer se torna menos invasivo através da radiologia, a resposta é sim, com ressalvas. A ciência avança, mas o acesso equânime e a avaliação criteriosa de cada caso continuam sendo os maiores desafios. Consulte sempre um oncologista e uma equipe multidisciplinar antes de decidir o caminho.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/servicos/tratamento-cancer-se-torna-menos-invasivo-atraves-radiologia/
