RS e SC registram aumento de casos de SRAG por vírus respiratórios
RS e SC registram aumento de casos de SRAG por vírus respiratórios, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz. Com 10.619 hospitalizações no RS e 7.474 notificações em SC, o VSR é o principal responsável. Entenda os números e as formas de prevenção.
RS e SC registram aumento de casos de SRAG por vírus respiratórios
O Boletim InfoGripe mais recente, desenvolvido pela Fiocruz em parceria com a FGV EMAP no último dia 30, aponta um aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O levantamento, que analisa as últimas seis semanas até a Semana Epidemiológica 29 de 2026, coloca os dois estados entre as três unidades federativas com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Resposta direta: O RS e SC registram aumento de casos de SRAG por vírus respiratórios, segundo o InfoGripe. O VSR é o principal responsável, com maior impacto em crianças até 2 anos. No RS, foram 10.619 hospitalizações em 2026; em SC, 7.474 notificações. A vacina é a principal forma de prevenção.
Por que RS e SC estão em alerta para SRAG?
Enquanto a maioria das unidades federativas apresenta queda ou estabilidade, SC e RS integram o grupo de estados, junto ao Maranhão, que mantêm incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de alta. Isso significa que a circulação de vírus respiratórios segue pressionando o sistema de saúde local, especialmente entre crianças pequenas.
Números da SRAG no Rio Grande do Sul
O painel da Secretaria Estadual da Saúde mostra que, até o momento, foram registradas 10.619 hospitalizações por SRAG no RS em 2026. A distribuição dos casos revela um cenário diverso:
- 3.840 associadas a outros vírus respiratórios
- 3.711 permanecem sem especificação
- 2.082 provocadas por influenza
- 349 por Covid-19
O estado contabiliza ainda 690 mortes por SRAG, sendo 288 de causa não especificada, 204 por influenza, 124 por outros vírus respiratórios, 62 por Covid-19 e 12 por outros agentes etiológicos. Os números mostram que a influenza, e não o VSR, é o principal agente de óbitos no RS, um padrão que se repete na população idosa.
Santa Catarina: 7.474 notificações e o peso do rinovírus
Em Santa Catarina, o boletim estadual mais recente aponta 7.474 notificações de SRAG até a Semana Epidemiológica 26, das quais 4.246 tiveram identificação viral. Entre os casos confirmados, 2.781 (37,2%) foram causados por outros vírus respiratórios, 1.245 (16,7%) por influenza e 220 (2,9%) por Covid-19.
O rinovírus foi o agente mais frequente entre os outros vírus respiratórios, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O estado contabiliza 36 mortes por SRAG associadas à Covid-19, 80 por influenza e 59 por outros vírus respiratórios até o período analisado no boletim.
VSR: o principal responsável pelo aumento no Sul
O principal responsável por este aumento no Sul do país é o VSR, que tem atingido de forma desproporcional as crianças pequenas, especialmente na faixa etária de até 2 anos e entre 2 e 4 anos. Em nível nacional, o VSR é o vírus mais prevalente nas últimas quatro semanas analisadas, respondendo por 57,7% dos casos positivos e 31,9% dos óbitos laboratoriais.
Nos estados de SC e RS, o cenário é agravado pela circulação de outros agentes, como Influenza B, rinovírus e metapneumovírus. Essa combinação aumenta a pressão sobre leitos pediátricos e exige atenção redobrada dos serviços de saúde.
Cenário nacional: 125.914 casos de SRAG em 2026
Conforme apresentado no Boletim InfoGripe, o Brasil registrou 125.914 casos de SRAG em 2026 até o momento. Destes, 53,4% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. O levantamento indica ainda que o impacto da SRAG no Brasil é desigual, afetando severamente os extremos das faixas etárias, mas por causas e vírus distintos.
- Crianças menores de 2 anos: o VSR é o grande causador das hospitalizações por SRAG no país.
- Idosos (65+): o impacto mais crítico é observado na mortalidade. A Influenza A é a principal causa de óbito nesse grupo, e o rinovírus aparece como a segunda principal causa. A Influenza B também apresenta taxa de mortalidade elevada.
Como prevenir casos graves de SRAG?
A vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19. Os especialistas ressaltam ainda a necessidade do uso de máscaras em postos de saúde e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, além de manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado.
Para quem mora no Sul, a recomendação é reforçar a vacinação antes do inverno e evitar aglomerações em ambientes fechados. Em caso de sintomas como febre, tosse e falta de ar, o isolamento é essencial para evitar a transmissão, especialmente para crianças e idosos.
Perguntas Frequentes
O que é SRAG?
SRAG é a Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma condição que exige hospitalização e pode levar a complicações graves. Ela é causada por vírus como influenza, VSR, rinovírus e Covid-19.
Quais são os sintomas da SRAG?
Os sintomas incluem febre, tosse, falta de ar e desconforto respiratório. Em crianças pequenas e idosos, os sinais podem evoluir rapidamente, exigindo atendimento médico imediato.
Onde encontrar a vacina contra VSR, influenza e Covid-19?
As vacinas estão disponíveis nos postos de saúde, conforme o calendário do SUS. A vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG.
Como proteger crianças pequenas do VSR?
Além da vacina, é importante evitar aglomerações, manter as mãos limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. O VSR atinge de forma desproporcional crianças até 2 anos e entre 2 e 4 anos.
Qual a diferença entre influenza e VSR?
A influenza é um vírus que afeta principalmente idosos, sendo a principal causa de óbito nesse grupo. O VSR é mais prevalente em crianças pequenas, causando a maioria das hospitalizações por SRAG nessa faixa etária.
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