PF deve gastar R$ 95 milhões com segurança de candidatos à Presidência em 2026
A Polícia Federal prevê gastar R$ 95 milhões com a segurança de candidatos à Presidência em 2026. O valor, o maior já reservado para esse fim, cobre escolta, blindagem e monitoramento. Entenda como o plano é montado e quem define o nível de proteção.
A Polícia Federal vai desembolsar R$ 95 milhões para proteger os candidatos à Presidência da República em 2026. O valor, revelado por fontes da corporação, representa o maior orçamento já destinado à segurança de postulantes ao Palácio do Planalto. O plano inclui escolta armada, veículos blindados, equipes de inteligência e monitoramento eletrônico, com nível de proteção definido caso a caso.
O custo de R$ 95 milhões foi estimado com base em contratações anteriores e na escalada de tensão política. A PF alega que o valor cobre desde a logística de deslocamento até a análise de ameaças digitais. Cada candidato terá um plano de segurança individualizado, aprovado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Como a PF define o nível de proteção
A segurança de candidatos à Presidência não é igual para todos. A Polícia Federal usa uma matriz de risco que considera histórico de ameaças, exposição pública e contexto político. Candidatos com mandato ou que já sofreram ataques recebem escolta integral. Outros podem ter proteção reduzida, com monitoramento remoto.
Em 2022, a PF gastou cerca de R$ 70 milhões com segurança de candidatos, segundo dados oficiais. O aumento para R$ 95 milhões em 2026 reflete a necessidade de ampliar equipes e adquirir equipamentos mais modernos, como drones e sistemas de criptografia. A decisão sobre quem tem direito à proteção cabe ao comando da corporação, ouvido o Tribunal Superior Eleitoral.
Quem define o orçamento
O orçamento de R$ 95 milhões foi aprovado pelo Ministério da Justiça, com aval da Casa Civil. A verba sai do Fundo Nacional de Segurança Pública, que em 2025 teve dotação de R$ 2,3 bilhões. A PF justifica o gasto como necessário para garantir a integridade dos postulantes e a normalidade do processo eleitoral.
Histórico de segurança em eleições
A segurança de candidatos à Presidência sempre foi alvo de debate. Em 2018, após o ataque a Jair Bolsonaro, a PF reforçou protocolos. Em 2022, a proteção a Luiz Inácio Lula da Silva e a Bolsonaro consumiu recursos extras. O valor de R$ 95 milhões para 2026 é o maior já registrado, superando os R$ 80 milhões de 2014, quando a disputa também foi acirrada.
Críticas e transparência
Especialistas em segurança pública questionam a falta de critérios claros para a distribuição dos gastos. A PF não divulga o valor individual por candidato, alegando sigilo de segurança. O Tribunal de Contas da União, no entanto, pode auditar os contratos. A transparência é defendida por organizações como a Transparência Brasil, que pedem a publicação dos planos de segurança.
O que muda com o novo orçamento
Com R$ 95 milhões, a PF promete ampliar o uso de tecnologia. Drones de vigilância, análise de redes sociais e sistemas de reconhecimento facial estarão no pacote. A escolta presencial será mantida, mas com equipes reduzidas em áreas de baixo risco. O plano também prevê treinamento específico para agentes que atuarão na proteção.
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Perguntas Frequentes
Quem decide qual candidato tem direito a segurança?
A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Justiça, define o nível de proteção com base em análise de risco. Candidatos com histórico de ameaças ou que já sofreram ataques têm prioridade.
O valor de R$ 95 milhões é suficiente?
A PF afirma que sim, mas admite que pode haver necessidade de suplementação se o número de candidatos com proteção integral aumentar. O orçamento cobre escolta, equipamentos e logística.
Como o dinheiro é fiscalizado?
O Tribunal de Contas da União pode auditar os gastos. A PF também presta contas ao Ministério da Justiça. Organizações da sociedade civil pedem mais transparência.
A segurança de candidatos já foi alvo de críticas?
Sim. Em 2022, houve questionamentos sobre o custo da proteção a candidatos que não estavam em campanha ativa. A PF alega que o risco é avaliado continuamente.
O que muda em relação a 2022?
O orçamento subiu de R$ 70 milhões para R$ 95 milhões. Haverá mais investimento em tecnologia, como drones e monitoramento digital, e treinamento de agentes.