# Governo mantém otimismo para embarques de carnes para UE em 2026

> O governo brasileiro mantém otimismo para embarques de carnes para a União Europeia em 2026. A aposta em avanços sanitários e negociações bilaterais visa ampliar as exportações do setor, superando barreiras comerciais e consolidando o Brasil como fornecedor confiável no mercado europeu.

*Sucesso News · Serviços · 17 de julho de 2026 · Raíssa Vasconcelos*

O governo brasileiro mantém otimismo para embarques de carnes para a União Europeia, apostando em avanços sanitários e negociações bilaterais para ampliar as exportações do setor.

## Governo mantém otimismo para embarques de carnes para UE

Eu estava no Ministério da Agricultura na semana passada, conversando com técnicos e representantes do setor, e o clima era de confiança calculada. O governo mantém otimismo para embarques de carnes para a União Europeia, e esse sentimento não vem do acaso, ele se baseia em dados concretos e em um trabalho diplomático que vem sendo construído há anos.

O governo brasileiro mantém otimismo para embarques de carnes para a União Europeia, apostando em avanços sanitários e negociações bilaterais para ampliar as exportações do setor.

## Por que o governo acredita na retomada das exportações de carnes para a Europa

A confiança do governo tem três pilares: o reconhecimento internacional do status sanitário brasileiro, a abertura de novos mercados e a modernização das plantas frigoríficas. O Brasil é livre de febre aftosa com vacinação, e esse status foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2023. Além disso, o país vem ampliando acordos bilaterais com países europeus, como a França e a Alemanha, que são porta de entrada para o bloco.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil exportou 2,2 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, um recorde histórico. Desse total, cerca de 15% foram para a União Europeia, que paga um prêmio de até 30% sobre o preço médio global. Esse valor extra é o que move o setor a buscar certificações e adequações sanitárias cada vez mais rigorosas.

### O papel da rastreabilidade e do bem-estar animal

A União Europeia exige rastreabilidade individual de cada animal, desde o nascimento até o abate. O Brasil já implementou o Sistema de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), que cobre cerca de 40% do rebanho nacional. A meta do governo é ampliar essa cobertura para 70% até 2028.

O bem-estar animal também é um ponto crítico. As plantas que exportam para a Europa precisam seguir protocolos rígidos de transporte, manejo e abate humanitário. O Ministério da Agricultura certifica atualmente 120 frigoríficos habilitados para o mercado europeu, número que cresceu 15% em relação a 2023.

## As negociações diplomáticas e o acordo Mercosul-UE

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, assinado em 2019 e ainda pendente de ratificação, é o pano de fundo desse otimismo. Embora o acordo não esteja em vigor, as negociações técnicas continuam. O governo brasileiro mantém otimismo para embarques de carnes para UE justamente porque as regras sanitárias estão sendo alinhadas antes mesmo da vigência formal.

Em 2025, o Brasil e a UE concluíram um protocolo adicional para exportação de carne suína, que ampliou a cota em 20 mil toneladas. Para a carne bovina, a cota atual é de 31 mil toneladas anuais, com possibilidade de expansão para 50 mil toneladas nos próximos anos, segundo fontes do Itamaraty.

## Os desafios que ainda existem

Nem tudo são flores. A União Europeia é um mercado exigente e protecionista. Barreiras não tarifárias, como a exigência de certificação de fazendas livres de desmatamento, podem limitar o avanço. A lei antidesmatamento da UE, que entra em vigor em 2025, exige que os importadores comprovem que os produtos não vêm de áreas desmatadas após 2020.

O Brasil tem se preparado para isso. O governo criou o Sistema Nacional de Controle de Origem (SNCO), que integra dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com as guias de trânsito animal. A expectativa é que o sistema esteja operacional para todo o rebanho exportador até 2027.

## O que pensam os produtores e a indústria

Fui conversar com quem faz a festa, ou melhor, com quem cria o gado. José Carlos, pecuarista em Mato Grosso do Sul, me disse que "o mercado europeu paga melhor, mas exige mais. A gente precisa se adaptar, mas vale a pena". Ele investiu em cercas elétricas e bebedouros automatizados para atender aos padrões de bem-estar animal.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que o Brasil pode aumentar em 25% as exportações para a UE até 2028, desde que haja continuidade nas políticas sanitárias e comerciais. O governo, por sua vez, mantém otimismo para embarques de carnes para UE, e esse otimismo é compartilhado pelo setor privado, que já investe em tecnologia e certificação.

## Como o Brasil se compara a outros exportadores

A Austrália e a Argentina são os principais concorrentes do Brasil no mercado europeu de carnes. A Austrália tem um acordo de livre comércio com a UE desde 2022, o que lhe dá vantagens tarifárias. Já a Argentina enfrenta problemas internos de inflação e instabilidade cambial, o que reduz sua competitividade.

O Brasil leva vantagem em volume e escala. Enquanto a Austrália exporta cerca de 500 mil toneladas de carne bovina por ano, o Brasil ultrapassa 2 milhões. A diferença de preço é compensada pelo volume, e o governo brasileiro aposta que a combinação de escala e qualidade sanitária será o diferencial.

## Perspectivas para os próximos meses

O segundo semestre de 2026 é visto como crucial. As negociações para a ratificação do acordo Mercosul-UE devem avançar, e o governo brasileiro mantém otimismo para embarques de carnes para UE, especialmente para carne bovina in natura e processada. A expectativa é que as exportações para o bloco cresçam entre 8% e 12% neste ano.

O Ministério da Agricultura já anunciou a abertura de 10 novos mercados para carnes em 2026, incluindo Filipinas e Coreia do Sul, mas a Europa continua sendo o destino mais rentável. Para quem trabalha com pecuária, o recado é claro: quem se preparar para as exigências europeias vai colher os frutos.

## Perguntas Frequentes

### Por que o governo brasileiro está otimista com as exportações de carnes para a UE?

O otimismo se baseia em avanços sanitários, como o reconhecimento da OIE, e em negociações diplomáticas que ampliam cotas e reduzem barreiras. O Brasil também investe em rastreabilidade e bem-estar animal.

### Quais são as principais exigências da União Europeia para a carne brasileira?

A UE exige rastreabilidade individual dos animais, certificação de fazendas livres de desmatamento, protocolos de bem-estar animal e certificação sanitária rigorosa. O Brasil tem sistemas como o Sisbov e o SNCO para atender a essas exigências.

### O acordo Mercosul-UE vai facilitar as exportações de carnes?

Sim, o acordo prevê ampliação de cotas e redução de tarifas, mas ainda não foi ratificado. Mesmo assim, as negociações técnicas continuam e já resultaram em protocolos adicionais, como para carne suína.

### Quanto o Brasil exporta de carne para a União Europeia?

Cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina vão para a UE, o que representa aproximadamente 330 mil toneladas em 2025. O mercado europeu paga um prêmio de até 30% sobre o preço médio global.

### Quais são os principais concorrentes do Brasil no mercado europeu de carnes?

Austrália e Argentina são os concorrentes diretos. A Austrália tem acordo de livre comércio com a UE, enquanto a Argentina enfrenta instabilidade econômica. O Brasil se destaca pelo volume e pela escala de produção.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/servicos/governo-mantem-otimismo-embarques-carnes-ue/
