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Dentista denunciada por deformar pacientes: como atuava no ES

ResumoA dentista influencer denunciada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) realizou cirurgias plásticas proibidas em três pacientes no estado. Os procedimentos ocorriam com música eletrônica e pausas para atualização de redes sociais, resultando em deformações físicas. A denúncia formal aponta irregularidades na prática profissional, sem autorização legal para os atos invasivos executados.

Dentista influencer é denunciada pelo MPES por cirurgias plásticas proibidas que deformaram três pacientes no ES. Procedimentos tinham música eletrônica e pausas para redes sociais.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 03 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Dentista denunciada por deformar pacientes: como atuava no ES

A denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) contra a dentista influencer Mariana Barros Laranja Roeder e o sócio e sobrinho Nathan Laranja Roeder Holz descreve um cenário de cirurgias invasivas realizadas ao som de música eletrônica, sem roupas sanitárias adequadas e com pausas para gravação de vídeos para o Instagram. As condutas teriam deixado três pacientes com infecções graves, necrose e deformidades permanentes na clínica Instituto Laranja, em Vila Velha, na Grande Vitória.

Uma das vítimas, atraída pela publicidade nas redes, pagou R$ 8.500 por um "mini lifting facial". Durante o procedimento, sob anestesia local, ela percebeu que Mariana interrompia as incisões para capturar imagens, enquanto os cortes permaneciam abertos na bochecha. A sutura, segundo a denúncia, era repassada a Nathan, que atuava sem touca protetora sanitária. Em outro caso, a dentista teria abandonado a sala no meio da cirurgia, deixando a costura com assistentes sem habilitação.

A Promotoria pede indenização mínima de R$ 500 mil por danos morais e materiais às vítimas. A defesa afirma que a denúncia é acusação prévia e que as medidas serão cumpridas se houver determinação judicial. A Justiça ainda não aceitou a denúncia. O MPES sustenta que a atuação excedeu os limites legais para a odontologia. A clínica operava com alvará sanitário vencido.

Mariana reconheceu que há acusações e disse que responde "uma a uma". O caso expõe os riscos de procedimentos estéticos prometidos como "extremamente simples", mas que resultaram em sequelas permanentes. A investigação segue em análise pelo Judiciário capixaba. denúncias contra profissionais de saúde no ES

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