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CEO da Oncorp critica ANP em contratos de GNL

ResumoA Oncorp, representada pelo CEO, critica a Resolução 1.003/2026 da ANP que regula o acesso de terceiros a terminais de GNL. A intervenção regulatória gera riscos à segurança jurídica e desestimula novos investimentos no setor. A posição da Oncorp alerta para impactos negativos na expansão da infraestrutura de gás natural no Brasil.

CEO da Oncorp critica intervenção da ANP em contratos de terminais de GNL, alertando para riscos à segurança jurídica e a novos investimentos. Resolução 1.003/2026 regula acesso de terceiros.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 09 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
CEO da Oncorp critica ANP em contratos de GNL

O diretor-presidente da Oncorp, João Guilherme Mattos, afirmou que a imposição de condições para o acesso de terceiros a terminais de regaseificação pode gerar insegurança jurídica e afetar novas decisões de investimento. Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN, ele defendeu que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) preserve os contratos que viabilizaram esses empreendimentos.

A Oncorp desenvolve o TRS (Terminal de Regaseificação de Suape), em Pernambuco, uma infraestrutura multiuso para atender termelétricas, indústrias e distribuidoras de gás. Para Mattos, a discussão sobre o compartilhamento das instalações precisa considerar os compromissos dos clientes-âncora, que sustentam a decisão de investir.

"O acesso de terceiros a terminais é um assunto muito complexo. Qualquer operador de terminal teve que buscar clientes-âncoras que ajudaram a tomar a decisão de investimento que viessem viabilizar o investimento, pois não se coloca um terminal sem ancoragem mínima e tirar o papel deste camarada e dar acesso a terceiro nas mesmas condições me parece um pouco desequilibrado", disse.

O executivo argumenta que as condições comerciais de acesso devem levar em conta quem assumiu compromissos antecipadamente. Equiparar esses clientes a usuários que chegam depois pode comprometer o equilíbrio dos acordos. Mattos afirmou que o desafio da ANP é a "não intervenção direta nos contratos" e a construção de um ambiente em que todos os participantes sejam ouvidos. Outras empresas, como a Eneva, também enxergam intervenção da agência e ameaçam ir à justiça.

A discussão ocorre após a publicação, em julho, da Resolução ANP nº 1.003/2026, que regulamentou o acesso negociado e não discriminatório de terceiros aos terminais de GNL, previsto na Nova Lei do Gás, de 2021. A norma admite condições comerciais diferentes entre contratos, desde que sigam critérios objetivos, transparentes e não discriminatórios. A ANP pode determinar renegociação se concluir que os termos violam esses princípios.

Em manifestação à CNN, a agência afirmou que a regulamentação cumpre a legislação e está respaldada por pareceres da Procuradoria Federal, tendo passado por consulta e audiência públicas. Grandes consumidores industriais, como a Abrace, defendem a abertura das instalações para ampliar a concorrência. Os operadores, por sua vez, argumentam que parte da capacidade aparentemente ociosa precisa ficar disponível para oscilações da demanda termelétrica.

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