# Ceará recebe primeira fábrica de curativo de pele de tilápia do Brasil

> A primeira fábrica brasileira de curativos de pele de tilápia será instalada em Jaguaribara, no Ceará, com investimento superior a R$ 52 milhões. A unidade utiliza tecnologia desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e tem previsão de entrar em operação em 2028, produzindo curativos biocompatíveis para tratamento de queimaduras e feridas.

*Sucesso News · Serviços · 11 de setembro de 2026 · Otávio Mancini*

A primeira fábrica de curativos de pele de tilápia do Brasil será instalada em Jaguaribara, no Ceará, com investimento superior a R$ 52 milhões. A unidade usa tecnologia da UFC e deve entrar em operação em 2028.

A primeira fábrica de curativos de pele de tilápia do Brasil será instalada em Jaguaribara, no Vale do Jaguaribe, no Ceará. O investimento inicial supera R$ 52 milhões. A unidade usará tecnologia desenvolvida por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e será implantada pela empresa Biotec.

A previsão é de que a fábrica entre em operação em 2028, com capacidade inicial de aproximadamente 4,3 mil curativos por dia. O projeto prevê expansão para cerca de 12 mil unidades diárias.

A pele da tilápia, hoje subproduto da indústria de pescado, passa a integrar uma cadeia de maior valor agregado. Em vez de ser destinada a usos como a produção de farinha de peixe, a pele vira matéria-prima de um biomaterial para a área da saúde, com potencial de aplicação em queimaduras e outros tipos de lesões.

## O que muda para a cadeia da tilápia no Ceará

O empreendimento aproxima duas cadeias que operam de forma independente: a piscicultura e a indústria de biomateriais. A oferta de matéria-prima na região do Açude Castanhão, onde está Jaguaribara, é um dos fatores que favorecem a instalação da indústria.

Um dos potenciais fornecedores é a Só Tilápias, empresa instalada em Jaguaribara que produz cerca de 200 toneladas de tilápia por mês. A transferência da tecnologia da UFC para a iniciativa privada marca a passagem da pesquisa acadêmica para a produção em escala industrial.

Para a universidade, a fábrica representa a possibilidade de transformar pesquisa desenvolvida no ambiente acadêmico em produto comercial e estimular uma nova cadeia de negócios associada à piscicultura no Ceará.

## Empregos e faturamento projetados

As projeções divulgadas para o projeto apontam a geração de até 300 empregos diretos no terceiro ano de operação. Quando estiver em plena capacidade, a estimativa é de faturamento de até R$ 130 milhões por ano, com potencial de atender ao mercado externo.

O movimento interessa diretamente a quem acompanha a piscicultura regional: a pele, antes de utilização limitada, passa a ter comprador industrial com demanda projetada em milhares de unidades diárias. O próximo passo do tabuleiro é a confirmação do cronograma de obras e da operação em 2028.

---

Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/servicos/ceara-recebe-primeira-fabrica-curativo-pele-tilapia-brasil/
