# Ácido hialurônico no pênis: riscos, caso na Tailândia e regras no Brasil

> O ácido hialurônico no pênis é usado como preenchimento estético para aumentar a circunferência flácida, não o comprimento ereto. A aplicação é permitida no Brasil, mas exige médico habilitado. Em 2025, um influenciador britânico morreu em Bangcoc após receber 40 ml da substância, evidenciando riscos como embolia, necrose e infecção quando aplicada sem indicação urológica adequada.

*Sucesso News · Serviços · 11 de setembro de 2026 · Raíssa Vasconcelos*

Um influenciador britânico de 43 anos morreu após receber 40 ml de ácido hialurônico no pênis em Bangcoc. No Brasil, a aplicação é permitida, mas o urologista Bernardo Hermanson explica por que o preenchimento não aumenta o comprimento na ereção.

Quarenta mililitros de ácido hialurônico no pênis. Quatro vezes o que um urologista costuma aplicar. Foi a dose que recebeu um influenciador britânico de 43 anos numa clínica de Bangcoc, em março. Horas depois, ele sentiu dor no peito, desmaiou e teve uma embolia pulmonar. Em agosto, um legista de Londres concluiu que o ácido provocou a morte.

Injetar ácido hialurônico no pênis é permitido no Brasil. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) considera a aplicação segura nas mãos de um urologista. O risco aparece por dois caminhos: quem aplica sem formação médica e quem procura o procedimento esperando o que ele não faz.

## O que aconteceu na Tailândia

O caso que reacendeu a discussão sobre preenchimento peniano começou numa clínica de Bangcoc. O influenciador britânico de 43 anos recebeu 40 ml de ácido hialurônico no pênis, volume quatro vezes maior do que o urologista costuma aplicar. Horas após a sessão, ele sentiu dor no peito, desmaiou e sofreu uma embolia pulmonar. Em agosto, um legista de Londres concluiu que o ácido provocou a morte.

A dose aplicada é o dado central do episódio. Quarenta mililitros, num órgão cuja vascularização é densa, ampliam a chance de o material migrar para a corrente sanguínea e obstruir vasos. É esse mecanismo que liga o preenchimento à embolia pulmonar registrada no caso.

## O que a substância faz e o que ela não faz

"Quase todo homem que procura o procedimento quer um pênis maior", explica Bernardo Hermanson, urologista e andrologista, membro titular da SBU. O ácido hialurônico não entrega isso. A substância aumenta a circunferência do órgão e dá mais volume quando ele está flácido, mas não muda o comprimento na ereção.

"Se o pênis tem 15 centímetros ereto, ele continuará com os mesmos 15 centímetros depois do preenchimento. O que muda é a espessura e o volume, principalmente quando está flácido", diz o urologista.

O efeito é estético e some sozinho: o corpo reabsorve o ácido em seis meses a um ano, e quem quer manter precisa repetir a aplicação. Ou seja, o resultado não é permanente e exige retorno periódico à clínica.

## Por que o preenchimento pode ser perigoso

A SBU considera a aplicação segura quando feita por urologista. O risco se concentra em dois cenários. O primeiro é o do profissional sem formação médica, que aplica a substância sem dominar a anatomia vascular do órgão. O segundo é o do paciente que chega esperando ganho de comprimento, expectativa que o ácido hialurônico não atende.

O caso de Bangcoc ilustra o primeiro cenário em sua forma extrema: volume muito acima do padrão e desfecho fatal por embolia pulmonar, conforme a conclusão do legista de Londres. A compressão externa pelo ácido ou a obstrução vascular estão entre os principais perigos descritos para o preenchimento peniano.

## O que é permitido no Brasil

A aplicação de ácido hialurônico no pênis é permitida no país. A SBU reconhece a técnica como segura nas mãos de um urologista, o que coloca a formação do profissional no centro da discussão. Não há, na fonte, menção a restrição legal específica para a substância no órgão.

A leitura prática é esta: o procedimento existe, é reconhecido pela entidade médica brasileira e tem indicação estética. O que separa o uso controlado do risco é quem aplica e quanto se aplica. O volume de 40 ml do caso tailandês está muito acima do que se costuma usar.

## Quem procura e por quê

O urologista Bernardo Hermanson resume o perfil: quase todo homem que busca o preenchimento quer um pênis maior. A expectativa esbarra no que a substância faz. Ela engrossa, não alonga. Na ereção, o comprimento permanece o mesmo. O ganho visível aparece sobretudo no estado flácido, pela circunferência e pelo volume.

Essa diferença entre o que se espera e o que se obtém é um dos fatores de insatisfação. Como o corpo reabsorve o ácido em seis meses a um ano, o resultado também não é definitivo, o que exige novas aplicações para mantê-lo.

## Perguntas Frequentes

### O ácido hialurônico no pênis é permitido no Brasil?

Sim. A aplicação é permitida e a Sociedade Brasileira de Urologia a considera segura nas mãos de um urologista.

### O preenchimento aumenta o comprimento do pênis?

Não. Segundo o urologista Bernardo Hermanson, a substância aumenta a circunferência e o volume, principalmente quando o órgão está flácido, mas não altera o comprimento na ereção.

### Quanto tempo dura o efeito?

O corpo reabsorve o ácido hialurônico em seis meses a um ano. Para manter o resultado, é preciso repetir a aplicação.

### Quais são os principais riscos?

Entre os perigos descritos estão a compressão externa pelo ácido e a obstrução vascular. No caso da Tailândia, um legista de Londres concluiu que o ácido provocou a morte do influenciador britânico de 43 anos, após embolia pulmonar.

### O que aconteceu no caso da Tailândia?

Um influenciador britânico de 43 anos recebeu 40 ml de ácido hialurônico no pênis numa clínica de Bangcoc, em março. Horas depois, sentiu dor no peito, desmaiou e teve uma embolia pulmonar. Em agosto, um legista de Londres concluiu que o ácido provocou a morte.

---

Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/servicos/acido-hialuronico-penis-quais-riscos-procedimento-matou-homem-tailandia-permitid/
