# Vance nega guerra com Irã, mas evita dar prazo para fim

> JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, negou a existência de uma "guerra" com o Irã, mas recusou estabelecer prazo para o término do conflito ou para a redução dos preços da gasolina. Dados do Pentágono registram 790 feridos e 18 mortos entre militares americanos desde fevereiro. A declaração ocorre em meio a tensões regionais persistentes.

*Sucesso News · Eventos · 03 de setembro de 2026 · Pedro Henrique Salles*

JD Vance afirma que não há "guerra" com o Irã, mas recusa prazo para o fim do conflito ou para a queda dos preços da gasolina. Dados do Pentágono mostram 790 feridos e 18 mortos desde fevereiro.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, não conseguiu fornecer um prazo para o fim do conflito com o Irã nem uma data para a queda dos preços da gasolina aos níveis anteriores à guerra. Em discurso na Casa Branca nesta quinta-feira (3), Vance sugeriu que cabe ao Irã encerrar as hostilidades, iniciadas há seis meses com ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel.

Segundo Vance, as hostilidades atuais nem deveriam ser chamadas de "guerra", já que as "operações de combate ativo" terminaram meses atrás. "Neste momento, não há troca de tiros ativa", insistiu, apesar de três dias consecutivos de trocas de disparos entre EUA e Irã, inclusive nas imediações do Estreito de Ormuz.

Dados atualizados do Pentágono mostram 790 militares americanos feridos e 18 mortos desde o início do conflito, no final de fevereiro. Na terça-feira (1°), os EUA atingiram quase 60 alvos militares ao redor do estreito, incluindo defesas aéreas, radares e instalações de comunicação, enquanto escoltavam navios pela via navegável.

As autoridades americanas comparam os ataques a "aparar a grama" ou a um jogo de "bater na toupeira", já que o Irã demonstrou capacidade de reconstituir seus recursos. A operação de terça-feira foi considerada um sucesso, mas não há expectativa de solução rápida. Empresas de energia seguem receosas quanto aos riscos de enviar navios pelo estreito, mesmo com escolta militar.

A guerra impopular elevou os preços da gasolina, gerando ansiedade entre republicanos que buscam manter a maioria no Congresso. Trump afirmou não sentir pressão para reduzir as hostilidades antes das eleições de 3 de novembro, mas assessores admitem que quanto mais a guerra sair de cena antes da votação, melhor.

Vance, que inicialmente se opunha à guerra, tentou intermediar um acordo diplomático no verão, mas o cessar-fogo fracassou após duas semanas. Ele afirmou que o governo investiga relatos de que ataques recentes mataram quatro pessoas em uma festa de casamento perto do estreito, sem descartar mortes de civis: "Nunca faremos isso, nunca fizemos isso e, infelizmente, às vezes acontecem coisas".

Não há negociações em andamento com os iranianos. "Não estamos conversando com eles e não conversaremos a menos que parem de atirar contra navios comerciais", disse Vance. Sobre o preço da gasolina, ele evitou promessas: "Não vou fazer promessas sobre quando o preço voltará a 3 dólares".

A coletiva ocorreu na sala de imprensa da Casa Branca, sem uso há 42 dias, após a saída da secretária de imprensa Karoline Leavitt. Vance também defendeu o secretário de Defesa Pete Hegseth, alvo de críticas após a demissão do secretário do Exército, Dan Driscoll, amigo de Vance desde Yale. O senador Thom Tillis classificou a gestão de Hegseth como "inepta", mas Vance minimizou as saídas e disse que Hegseth trabalha para reformar as Forças Armadas.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/eventos/vance-diz-conflito-ira-nao-guerra-mas-se-recusa-apontar-prazo/
