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Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio

ResumoOs contratos futuros do petróleo Brent atingiram US$ 98,60 nesta quinta-feira (23), impulsionados por 12 noites consecutivas de ataques dos EUA ao Irã e pela ameaça houthi de bloquear petroleiros sauditas. A escalada de conflitos no Oriente Médio aproxima o barril da marca de US$ 100, refletindo riscos de interrupção no fornecimento global.

Os contratos futuros do petróleo aceleram nesta quinta-feira (23) com o Brent na casa dos US$ 98,60, impulsionados por 12 noites consecutivas de ataques dos EUA ao Irã e pela ameaça houthi de bloquear petroleiros sauditas.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 23 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio

Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio

Os contratos futuros do petróleo têm novo dia de alta nesta quinta-feira (23), aproximando o preço do barril do patamar psicológico de US$ 100. A escalada dos conflitos no Oriente Médio reforça o temor de disrupção nas cadeias de abastecimento global, com dois pontos de estrangulamento ameaçando o fornecimento.

Por volta de 8h20, os contratos futuros do Brent, usado como referência do mercado global, subiam 4,8%, na casa de US$ 98,60 o barril. Na mesma hora, os contratos futuros do WTI, referência nos Estados Unidos, ganhavam 4,3%, a US$ 90,59 o barril. Esta é a quinta sessão seguida de alta, acompanhando o acirramento dos conflitos no Oriente Médio.

Houthis atacam petroleiros sauditas e ampliam bloqueio naval

Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram na quinta-feira que atacaram dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita. A ação ameaça criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do quase fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

A ofensiva houthi se soma ao cenário de tensão que já envolve o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Com o bloqueio à Arábia Saudita, a rota marítima do Mar Vermelho também fica sob risco, ampliando o aperto logístico para exportadores e importadores.

EUA completam 12ª noite consecutiva de ataques ao Irã

As forças armadas dos Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, sob ordens do presidente Donald Trump, marcando a 12ª noite consecutiva de bombardeios. O CENTCOM (Comando Central dos EUA) anunciou em uma publicação nas redes sociais, na noite de quarta-feira (22), que as Forças Armadas americanas completaram mais uma noite de ofensiva.

"As forças americanas atacaram alvos militares iranianos, incluindo instalações marítimas, depósitos de mísseis e drones, locais de vigilância costeira e ativos de defesa aérea", disse o CENTCOM em publicação no X.

O exército dos Estados Unidos afirmou que "os ataques reduziram ainda mais a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais". O comunicado acrescentou que as forças americanas alvejaram, neste mês, "dezenas de instalações militares iranianas em terra, ao mesmo tempo que retomaram o bloqueio marítimo contra o Irã". O CENTCOM não forneceu detalhes adicionais sobre o número de alvos atingidos na quarta-feira.

Rubio diz que Irã pede acordo, mas rompe trégua

Nesta quinta-feira (23), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi questionado sobre as recentes ameaças do presidente Donald Trump de "bombardear e destruir" uma ponte ou usina de energia sempre que o Irã atacar um navio no Estreito de Ormuz.

Ao falar com jornalistas à margem da cúpula da ASEAN em Manila, capital das Filipinas, Rubio afirmou: "O Irã está nos implorando, direta e indiretamente: 'Vamos fazer um acordo. Vamos conversar. Vamos conversar'."

Ele acrescentou que, sempre que os EUA e o Irã concordam com um acordo de cessar-fogo, "aqueles que estão no comando lá ou o rompem ou querem alterá-lo".

Impacto nos preços e perspectivas

A combinação de ataques consecutivos e bloqueios navais gera um cenário de oferta restrita que empurra o petróleo para cima. O Brent já opera acima dos US$ 98, e o mercado monitora se o barril romperá a barreira dos US$ 100 nas próximas sessões.

A quinta alta consecutiva reflete a percepção de que a disrupção não é temporária. Com o Estreito de Ormuz parcialmente fechado e o bloqueio houthi à Arábia Saudita, duas das principais rotas de exportação estão comprometidas.

Para os consumidores, o impacto tende a chegar na bomba nas próximas semanas, já que o petróleo é matéria-prima para combustíveis como gasolina e diesel. A política de preços da Petrobras e a cotação internacional são os principais canais de transmissão.

O que esperar dos próximos dias

Analistas acompanham os desdobramentos militares e diplomáticos. O CENTCOM não detalhou se os ataques continuarão nas próximas noites, e a retaliação iraniana pode incluir novas ações no Estreito de Ormuz ou contra aliados regionais.

Do lado diplomático, a fala de Rubio sugere que o Irã busca negociação, mas a desconfiança dos EUA permanece alta. Qualquer anúncio de cessar-fogo ou trégua pode aliviar a pressão sobre os preços, mas o histórico de rompimentos recentes mantém o mercado em alerta.

Perguntas Frequentes

Por que o petróleo está subindo tanto?

O petróleo sobe pela quinta sessão consecutiva devido à escalada dos conflitos no Oriente Médio, com ataques dos EUA ao Irã e bloqueio naval houthi à Arábia Saudita, que ameaçam o fornecimento global.

Qual a cotação atual do Brent e do WTI?

Por volta de 8h20 desta quinta-feira (23), o Brent subia 4,8%, cotado a US$ 98,60 o barril, e o WTI avançava 4,3%, a US$ 90,59 o barril.

O que é o Estreito de Ormuz e por que ele importa?

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica no Golfo Pérsico, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Seu fechamento ou restrição eleva os preços globais.

Quem são os houthis e qual o papel deles no conflito?

Os houthis são um grupo armado alinhado ao Irã, que atua no Iêmen. Eles afirmaram ter atacado petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita.

O que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse?

Rubio afirmou que o Irã está pedindo um acordo, mas que, sempre que um cessar-fogo é acertado, o país o rompe ou tenta alterá-lo.

Com informações da Reuters e CNN Internacional.

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