# Eleitores independentes de MG: o que pensam? Veja série Voto Pendular

> A série Voto Pendular, do Jornal da Globo, ouviu eleitores independentes de Minas Gerais, estado considerado termômetro eleitoral do país. Os entrevistados expressaram desconfiança com partidos tradicionais, prioridade em pautas econômicas e sociais, e decisão de voto baseada em propostas concretas, não em polarização. O levantamento revela um eleitorado pragmático, atento à gestão pública e à qualidade de vida local.

*Sucesso News · Eventos · 28 de agosto de 2026 · Pedro Henrique Salles*

A série Voto Pendular, do Jornal da Globo, chega a Minas Gerais para ouvir eleitores independentes. Estado é termômetro eleitoral do país. Veja o que eles pensam.

A série especial Voto Pendular, do Jornal da Globo, chega a Minas Gerais para ouvir o eleitor independente. A escolha do estado não é por acaso: desde a redemocratização, nenhum presidente eleito deixou de vencer em Minas Gerais, com percentuais próximos aos resultados nacionais. Isso faz do estado um termômetro do país, reunindo diferenças regionais, sociais e econômicas que ajudam a explicar o comportamento do eleitorado brasileiro.

Minas Gerais é o quarto maior estado em território, tem o maior número de municípios e o segundo maior eleitorado, atrás apenas de São Paulo. Faz divisa com seis estados e com o Distrito Federal, funcionando como um entroncamento entre Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Por isso, as campanhas presidenciais mantêm o estado no radar.

A equipe do Jornal da Globo, com Renata Lo Prete e o cientista político Felipe Nunes, da Quaest, começa no Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, tradicional ponto de encontro da política mineira. Nunes descreve o local como um "grupo de WhatsApp" da política antes da era digital. O dono, Renato Moura Cadeira, conta que recebe políticos de todos os partidos da mesma forma: "É minha obrigação tratar todos iguais".

Na Feira Hippie, que reúne mais de 1.500 expositores aos domingos, a equipe encontra um mosaico de Minas. A influenciadora Silvia Indica, que criou um perfil para ajudar expositores na pandemia, mostra a diversidade de regiões representadas: Norte, Sul, Triângulo, Zona da Mata e Região Metropolitana.

Nunes explica que renda e região explicam diferenças no voto. Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, mais pobres, tendem à esquerda. Sul de Minas, com renda mais alta, tende à direita. A Zona da Mata é pendular: em 2018, disputa apertada com pequena margem para o PT; em 2022, o partido ampliou a vantagem. O Centro-Oeste mineiro, com forte agronegócio, votou mais à direita, mas virou área de disputa em 2022.

Na feira, a bordadeira Seleste Lopes, 71 anos, diz que vai votar: "Se eu não votar, estou me omitindo". Ela relaciona a violência à falta de oportunidades. Já a trabalhadora doméstica Jucilene Barboza e o estudante Julian Rian Rezende da Silva migraram para Belo Horizonte em busca de trabalho e estudo. Jucilene afirma: "Eu já mudei várias vezes e vou mudar de novo". Julian resume: "O importante é fazer o bem pro Brasil, não importa quem estiver fazendo".

A série mostra que o eleitor mineiro independente decide pelo que vê nos debates e pela coerência entre promessa e ação, como diz Seleste: "Conversa não tem que fazer curva".

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/eventos/pensam-eleitores-independentes-mg-estado-termometro-eleicoes-brasil-veja-serie-v/
