# Protestos contra data centers: 142 atos em 42 estados dos EUA

> O movimento "Data Centers Não" organizou 142 protestos em 42 estados dos EUA contra a expansão de data centers. Opositores questionam o consumo de energia e água dessas instalações, que sustentam a inteligência artificial. Comunidades locais temem aumento de custos de serviços públicos e impactos ambientais, enquanto consumidores americanos podem enfrentar tarifas de eletricidade mais altas.

*Sucesso News · Eventos · 20 de julho de 2026 · Raíssa Vasconcelos*

Opositores à expansão de data centers realizaram 142 protestos em 42 estados dos EUA, no primeiro esforço nacional contra a infraestrutura de IA. Entenda o que está em jogo para o consumidor americano e as comunidades locais.

## Opositores de data centers realizam 142 protestos em 42 estados dos EUA

No último sábado, 142 protestos contra a rápida expansão de data centers sacudiram 42 estados americanos, no primeiro esforço nacional para canalizar a raiva contra a infraestrutura de inteligência artificial que cresceu no último ano e agitou a política local. Coordenados pela HumansFirst, organização cofundada por uma ex-líder do movimento Tea Party contemporâneo, os atos uniram americanos de diferentes ideologias em torno de uma causa comum: a sensação de que as comunidades estão sendo atropeladas por projetos de data centers sem prestação de contas.

Opositores à rápida expansão de data centers realizaram 142 protestos em 42 estados no sábado, no primeiro esforço nacional para canalizar a raiva contra a expansão da infraestrutura de IA. Os manifestantes protestaram contra o que a HumansFirst chama de expansão "sem prestação de contas" de data centers e "violação inaceitável de nossa liberdade".

## O movimento que atravessa ideologias

A oposição aos data centers está entre os poucos temas que unem os americanos, independentemente de suas ideologias. De acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos de junho, apenas um terço dos americanos aprova o ritmo de construção de data centers nos EUA. Somente 14% dos entrevistados apoiariam a construção de um data center em sua comunidade para dar suporte a projetos de inteligência artificial de empresas de tecnologia como a Meta, Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e xAI (de Elon Musk).

Amy Kremer, cofundadora da HumansFirst, comparou seus esforços atuais aos primeiros dias do movimento Tea Party em 2009, mas afirmou que a indignação contra os centros de dados não é partidária. "Eles simplesmente acordaram um dia e descobriram que teriam essa monstruosidade em sua comunidade, e não a querem", disse Kremer, que previu que os data centers serão uma questão determinante nas eleições de meio de mandato de novembro e na corrida presidencial de 2028.

## As reivindicações dos manifestantes

As reivindicações dos organizadores dos grupos envolvidos incluem transparência no processo de desenvolvimento, proteção dos recursos e da saúde ambiental, benefícios para a comunidade, como a criação de empregos bem remunerados e sindicalizados, e uma forma de responsabilizar os empreendedores caso não cumpram suas promessas.

Em Fredericksburg, no estado de Virgínia, um jovem carregava uma placa com os dizeres: "Nós prosperamos com água, não com dados". Em Atlanta, um pequeno grupo de manifestantes empunhava cartazes com a frase: "A Geórgia nunca votou a favor de centros de dados de IA em hiperescala".

## Consumo de água: o calcanhar de Aquiles

Embora a água seja frequentemente citada como uma das principais preocupações públicas, especialmente em regiões com escassez hídrica, o setor de data centers afirma que seu consumo de água não é tão significativo quanto o de outros setores.

Ivan DelSol, de 54 anos e de tendência esquerdista, ajudou a liderar um protesto no condado de Imperial, no deserto da Califórnia, onde um projeto de centro de dados proposto poderia usar 260 milhões de galões (984 milhões de litros) de água por ano do rio Colorado. "É distópico usar tanta água doce para inteligência artificial", disse DelSol, que mais tarde acrescentou que cerca de 50 pessoas compareceram, apesar das temperaturas terem ultrapassado os 38ºC.

## Onde aconteceram os protestos

O Texas, reduto republicano e polo de desenvolvimento de data centers, sediou 18 protestos, o maior número entre todos os estados. A Geórgia, estado decisivo nas eleições, teve 11 manifestações. A Califórnia, de maioria democrata, teve oito, enquanto a Pensilvânia, também indecisa, e os estados da Flórida e Indiana, com tendência republicana, registraram sete cada.

Em Tyler, no Texas, Eva Cardona, de 31 anos, ativista estreante e autodenominada "nômade política", organizou um protesto que também atraiu cerca de uma dúzia de pessoas. "Tenho ouvido falar sobre IA não regulamentada e o rápido crescimento dela estava me alarmando. Eu queria fazer algo mais prático do que apenas uma postagem padrão no Facebook", disse Cardona.

## A resposta do setor

"O setor de data centers continua trabalhando com legisladores, partes interessadas e moradores para garantir que os data centers fortaleçam, e não sobrecarreguem, as áreas onde operam - mitigando, ao mesmo tempo, quaisquer impactos negativos para residências e empresas", disse Josh Levi, presidente da Data Center Coalition, associação e grupo de lobby do setor.

Chris Barron, presidente da Right Turn Strategies (responsável pelas relações com a imprensa da HumansFirst), não havia, de imediato, dados disponíveis sobre o número de manifestantes em nível nacional ou por cidade. A participação foi menor do que o esperado em algumas áreas rurais e grandes cidades como Atlanta, disseram organizadores locais à Reuters. Mas a HumansFirst elogiou os esforços dos ativistas comunitários. "Ficamos muito satisfeitos com a participação", disse Barron.

## Críticas aos republicanos e divergências táticas

Kremer criticou os republicanos por darem "carta branca" às grandes empresas de tecnologia. Mas ela e alguns organizadores também disseram que não apoiam políticas como moratórias para a aprovação de centros de dados, como a adotada pelo estado democrata de Nova York.

A cofundadora da HumansFirst comparou seus esforços atuais aos primeiros dias do movimento Tea Party em 2009, afirmando que a indignação contra os centros de dados não é partidária. Ela previu que os data centers serão uma questão determinante nas eleições de meio de mandato de novembro e na corrida presidencial de 2028.

## Histórias locais, impacto nacional

O protesto de sábado em Atlanta, um dos vários semelhantes realizados neste mês, atraiu cerca de uma dúzia de participantes que viajaram de cidades menores da Geórgia, onde os maiores centros de dados estão sendo construídos, disse Jake Watts, de 26 anos, um voluntário no evento.

Ivan DelSol, de 54 anos e de tendência esquerdista, ajudou a liderar um protesto no condado de Imperial, no deserto da Califórnia, onde um projeto de centro de dados proposto poderia usar 260 milhões de galões (984 milhões de litros) de água por ano do rio Colorado. "É distópico usar tanta água doce para inteligência artificial", disse DelSol, que mais tarde acrescentou que cerca de 50 pessoas compareceram, apesar das temperaturas terem ultrapassado os 38ºC.

Em Tyler, no Texas, Eva Cardona, de 31 anos, ativista estreante e autodenominada "nômade política", organizou um protesto que também atraiu cerca de uma dúzia de pessoas. "Tenho ouvido falar sobre IA não regulamentada e o rápido crescimento dela estava me alarmando. Eu queria fazer algo mais prático do que apenas uma postagem padrão no Facebook", disse Cardona.

## O que esperar para o futuro

Com a previsão de que os data centers serão uma questão determinante nas eleições de meio de mandato de novembro e na corrida presidencial de 2028, segundo Kremer, o movimento de oposição tende a crescer. As reivindicações dos organizadores incluem transparência no processo de desenvolvimento, proteção dos recursos e da saúde ambiental, benefícios para a comunidade, como a criação de empregos bem remunerados e sindicalizados, e uma forma de responsabilizar os empreendedores caso não cumpram suas promessas.

Apenas 14% dos americanos apoiariam a construção de um data center em sua comunidade para dar suporte a projetos de inteligência artificial de empresas de tecnologia como a Meta, Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e xAI (de Elon Musk), segundo pesquisa Reuters/Ipsos de junho.

## Perguntas Frequentes

### Quem organizou os 142 protestos contra data centers?

Os protestos foram coordenados pela HumansFirst, organização cofundada por uma ex-líder do movimento Tea Party contemporâneo, Amy Kremer.

### Quantos estados tiveram protestos contra data centers?

Foram 142 protestos realizados em 42 estados dos EUA, no primeiro esforço nacional contra a expansão da infraestrutura de IA.

### Qual estado teve mais protestos contra data centers?

O Texas sediou 18 protestos, o maior número entre todos os estados, seguido pela Geórgia com 11 e Califórnia com oito.

### O que os manifestantes contra data centers reivindicam?

As reivindicações incluem transparência no processo de desenvolvimento, proteção dos recursos e da saúde ambiental, benefícios para a comunidade, como empregos bem remunerados e sindicalizados, e responsabilização dos empreendedores.

### Qual a preocupação ambiental mais citada nos protestos?

O uso excessivo de água é frequentemente citado, especialmente em regiões com escassez hídrica. Um projeto na Califórnia poderia usar 260 milhões de galões de água por ano do rio Colorado.

### Como o setor de data centers responde às críticas?

Josh Levi, presidente da Data Center Coalition, afirmou que o setor continua trabalhando com legisladores e moradores para garantir que os data centers fortaleçam, e não sobrecarreguem, as áreas onde operam.

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Fonte (canonical): https://sucessonews.com.br/eventos/opositores-data-centers-realizam-142-protestos-42-estados-eua/
