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Maya Massafera aparece com rosto alterado por peeling facial e choca web

ResumoMaya Massafera gerou comoção nas redes ao exibir rosto inchado e avermelhado após peeling facial. O caso reacende debate sobre riscos de procedimentos estéticos invasivos e pressão estética sobre influenciadores.

Maya Massafera gerou comoção nas redes ao surgir com o rosto visivelmente inchado e avermelhado após um peeling facial. O caso reabre o debate sobre os riscos de procedimentos estéticos invasivos e a pressão estética sobre influenciadores.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Maya Massafera aparece com rosto alterado por peeling facial e choca web

Maya Massafera aparece com rosto alterado por peeling facial e choca web

Maya Massafera, influenciadora digital e uma das vozes mais seguidas da comunidade trans brasileira, surgiu em stories no Instagram na última quarta-feira (19) com o rosto visivelmente inchado, avermelhado e com aspecto descamativo. Ela atribuiu a mudança a um peeling facial realizado dias antes. O caso, registrado por prints e compartilhado em perfis de fofoca, viralizou em poucas horas, com reações que vão de preocupação a chacota. A influenciadora não revelou o tipo de procedimento, o profissional ou a clínica responsável, e até o momento não há nota oficial de nenhuma entidade médica sobre o caso.

Maya Massafera, que construiu uma carreira expondo publicamente cada etapa de sua transição de gênero, agora vê o próprio rosto se tornar o centro de um debate sobre os limites da estética e os riscos de procedimentos invasivos. O que se sabe é que o peeling, técnica de renovação celular que pode variar de superficial a profundo, exige repouso e cuidados pós-procedimento. Nas imagens, o inchaço e a vermelhidão sugerem uma reação inflamatória compatível com peelings mais agressivos, como os de fenol ou ácido tricloroacético (TCA) em altas concentrações. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta que peelings profundos só devem ser realizados por médicos dermatologistas habilitados, em ambiente clínico controlado, e que complicações como queimaduras, cicatrizes e infecções são riscos reais.

O caso de Maya não é isolado. A busca por procedimentos estéticos cresce no Brasil, país que lidera rankings mundiais de cirurgias plásticas. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil realizou mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos não cirúrgicos em 2023, entre eles peelings, preenchimentos e toxina botulínica. A pressão estética, especialmente sobre influenciadores que vivem da imagem, cria um ambiente propício a decisões apressadas. A influenciadora, que já havia relatado desconforto com o processo de feminização facial, pode ter buscado um resultado rápido sem a devida avaliação de riscos.

A reação nas redes foi imediata e dividida. Enquanto seguidores demonstravam preocupação genuína, perfis de fofoca e comentários anônimos transformaram o inchaço em piada. A hashtag #MayaMassafera chegou aos trending topics do X (antigo Twitter) com mais de 50 mil postagens em 24 horas, segundo dados da plataforma. A influenciadora, que costuma usar o humor para rebater críticas, postou um vídeo na sexta-feira (21) dizendo estar "em recuperação" e que o resultado final "vai ser lindo". Mas o estrago na reputação já estava feito: o caso virou símbolo dos excessos da estética digital.

O episódio também reacendeu o debate sobre a responsabilidade de influenciadores ao expor procedimentos médicos. Maya tem 7,2 milhões de seguidores no Instagram, muitos deles jovens que podem ver na rotina estética da influenciadora um modelo a seguir. Especialistas ouvidos pelo UOL e pelo G1, sob condição de anonimato por não terem acesso ao prontuário, reforçam que a exposição pública de complicações estéticas, sem o devido contexto médico, pode gerar desinformação e incentivar a automedicação ou a busca por profissionais não habilitados. A Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (ABCP) recomenda que pacientes busquem sempre profissionais registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM) e que evitem procedimentos em clínicas de estética não médicas.

O próximo movimento de Maya Massafera deve ser aguardado com atenção. Se ela detalhar o procedimento e o profissional, poderá ajudar a esclarecer os riscos e evitar que outros repitam o erro. Se optar pelo silêncio, o caso será mais um exemplo de como a busca pela perfeição estética pode custar caro, e público.

Perguntas Frequentes

O que é peeling facial?

Peeling facial é um procedimento estético que aplica substâncias químicas na pele para remover camadas superficiais ou profundas, estimulando a renovação celular. Pode ser superficial, médio ou profundo, dependendo da concentração do ácido e do tempo de exposição.

Quais os riscos de um peeling facial?

Os riscos incluem queimaduras, cicatrizes, hiperpigmentação, infecções e reações alérgicas. Peelings profundos, como o de fenol, exigem anestesia e monitoramento cardíaco, pois o ácido pode afetar o ritmo do coração.

Maya Massafera fez o peeling com quem?

Até o momento, a influenciadora não revelou o nome do profissional ou da clínica responsável pelo procedimento. Ela apenas mencionou em stories que "passou por um peeling" e que está "em recuperação".

A reação de Maya é normal para um peeling?

Inchaço e vermelhidão são esperados nas primeiras 48 horas após peelings médios ou profundos. No entanto, o aspecto descamativo e o inchaço intenso registrados por Maya exigem acompanhamento médico para descartar infecção ou queimadura química.

Como evitar complicações em procedimentos estéticos?

A principal recomendação é buscar profissionais médicos habilitados, com registro no CRM, e evitar clínicas de estética não médicas. Também é essencial realizar avaliação prévia, informar sobre alergias e medicamentos em uso, e seguir rigorosamente o pós-operatório.

O que a SBD diz sobre peelings faciais?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) orienta que peelings químicos, especialmente os profundos, devem ser realizados exclusivamente por dermatologistas, em ambiente clínico equipado para emergências. A entidade também alerta para o risco de procedimentos realizados por esteticistas sem formação médica.

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