Lula no Paraná: campanha do PL foca educação
Em evento na Boca Maldita, em Curitiba, Lula, candidato à Presidência pelo PL, prometeu ampliar institutos federais e usar recursos de novos poços de petróleo para financiar educação. Foi a única agenda do dia antes de seguir para Brasília.
Lula, candidato à Presidência pelo PL, fez campanha no Paraná na manhã de sábado (12). O evento reuniu apoiadores e aliados políticos na Boca Maldita, no centro de Curitiba, e contou com a presença da primeira-dama Janja.
A educação foi o tema mais citado do discurso. Lula afirmou que, se reeleito, pretende ampliar o número de institutos federais no país e disse que planeja usar recursos obtidos com a exploração de novos poços de petróleo para financiar investimentos em educação e outras áreas.
A fala sobre petróleo e educação veio acompanhada de uma resposta a críticos. "Tem gente que fala: 'Mas Lula, você não tá dizendo que vai acabar com o combustível fóssil?' Eu vou. Mas, antes de acabar com o combustível fóssil, nós vamos extraí-lo para vender e tirar outra vez um fundo para investir na educação, ciência e tecnologia e na saúde", declarou o candidato.
O trecho revela a costura entre discurso ambiental e financiamento de políticas públicas. A promessa de ampliar institutos federais dialoga com a base histórica do eleitorado do PT, partido ao qual Lula é filiado, mas que nesta eleição o lançou pelo PL. A menção a um fundo com recursos do petróleo repete fórmula já usada em governos anteriores, quando a exploração do pré-sal foi vinculada a investimentos em educação.
No fim do evento, o candidato cumprimentou apoiadores. Esta foi a única agenda do dia. Daqui de Curitiba, Lula seguiu para Brasília.
A escolha da Boca Maldita, ponto tradicional de manifestações políticas em Curitiba, não é acidental. O local tem histórico de concentração de atos cívicos e serve como vitrine para candidatos que buscam sinalizar força no Sul. A presença de Janja e de aliados políticos reforça o caráter de mobilização, não apenas de discurso.
O próximo movimento no tabuleiro deve ser a repetição da agenda em outros estados do Sul, onde o PL tenta ampliar presença. A articulação partidária em torno da candidatura de Lula ainda depende de como o discurso sobre petróleo e educação será recebido por setores que historicamente rejeitam a pauta ambiental do campo progressista.