Eventos

Irã rejeita nova proposta de cessar-fogo dos EUA, diz jornal

ResumoO Irã rejeitou, na quinta-feira (23), uma nova proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos mediada pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. Teerã recusou o acordo temporário por não resolver o controle do Estreito de Ormuz, conforme reportado pelo The New York Times.

O Irã rejeitou, na quinta-feira (23), uma proposta de cessar-fogo dos EUA apresentada pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, segundo o The New York Times. Teerã afirma não ter interesse em um acordo temporário que não resolva o controle do Estreito de Ormuz.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 24 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Irã rejeita nova proposta de cessar-fogo dos EUA, diz jornal

Irã rejeita nova proposta de cessar-fogo dos EUA, diz jornal

O Irã rejeitou, na quinta-feira (23), uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos que foi apresentada a Teerã pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, informou o jornal The New York Times. A informação, segundo o veículo, foi confirmada por autoridades iranianas e iraquianas que falaram sob condição de anonimato. Os detalhes completos da proposta não foram divulgados. No entanto, segundo autoridades iranianas, Teerã não tem interesse em um acordo temporário que deixe sem solução a questão do controle do Estreito de Ormuz. A CNN entrou em contato com a Casa Branca para comentar o assunto.

Por que o Irã recusou a proposta?

A motivação central da recusa, de acordo com fontes iranianas citadas pelo NYT, é a insatisfação com o caráter temporário da proposta. Teerã exige que qualquer acordo aborde de forma definitiva o controle do Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de petróleo. "O principal obstáculo é a abordagem irracional, excessiva e hegemônica dos Estados Unidos", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, à emissora estatal IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting).

O papel do Iraque na mediação

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, visitou Teerã na quinta-feira, após se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da semana passada, na Casa Branca. Antes da visita, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Al-Zaidi poderia transmitir mensagens e posições de Trump, mas insistiu que Teerã não busca uma nova mediação com os Estados Unidos.

Escalada militar: 13 noites consecutivas de ataques

A rejeição da proposta ocorre após quase duas semanas de ataques entre Estados Unidos e Irã. Na noite de quinta-feira, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que as forças armadas dos EUA estão lançando mais ataques contra o Irã. "Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir as ameaças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial", afirmou o CENTCOM na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 18h45, horário da costa leste dos EUA (19h45, em Brasília).

Impacto dos ataques no Irã

Horas depois, na madrugada de sexta-feira (24), a mídia estatal iraniana reportou que pelo menos quatro pessoas morreram após ataques dos EUA realizados contra diversas áreas do Irã. O Irã continua atacando embarcações no Estreito de Ormuz, apesar do bloqueio naval restabelecido pelos EUA, e realizando ataques contra alvos americanos no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos têm bombardeado bases militares e infraestrutura em diversas regiões do Irã.

A posição dos EUA: Trump endurece o tom

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom igualmente duro na quinta-feira, afirmando que o Irã "não está pronto" para fechar um acordo e que seus líderes "têm algumas intenções malignas". Trump também declarou que utilizará ativos iranianos apreendidos para indenizar danos causados a navios.

Reação iraniana ao confisco de ativos

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que "confiscar os ativos de outra nação para pagar futuras reivindicações não relacionadas cria um precedente incendiário". Em uma publicação na rede X, na sexta-feira, Araghchi escreveu: "Aqueles que comemoram ou lucram com esses recursos devem se lembrar: quando governos passam a normalizar o confisco de ativos, o patrimônio de ninguém estará seguro".

O que esperar do conflito?

Com a rejeição da proposta de cessar-fogo e a continuidade dos ataques, a perspectiva de uma trégua parece distante. A comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos, especialmente o impacto sobre o transporte marítimo no Estreito de Ormuz e a segurança regional. A Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente sobre a recusa iraniana. conflitos no Oriente Médio impacto no preço do petróleo

Perguntas Frequentes

O que motivou a rejeição do Irã?

O Irã recusou a proposta por considerá-la temporária e insuficiente para resolver a questão do controle do Estreito de Ormuz, segundo autoridades iranianas citadas pelo The New York Times.

Quem mediou a proposta de cessar-fogo?

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, apresentou a proposta dos EUA a Teerã, após se reunir com Donald Trump na Casa Branca.

Quantas noites seguidas de ataques os EUA realizaram?

O CENTCOM informou que a noite de quinta-feira (23) foi a 13ª noite consecutiva de ataques contra o Irã.

Houve vítimas nos ataques dos EUA?

Sim, a mídia estatal iraniana reportou que pelo menos quatro pessoas morreram após ataques dos EUA na madrugada de sexta-feira (24).

O que é o Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica para o transporte de petróleo, cujo controle é um ponto central do conflito entre Irã e EUA.

Como o governo Trump reagiu à recusa?

Donald Trump afirmou que o Irã "não está pronto" para um acordo e que usará ativos iranianos apreendidos para indenizar danos a navios.

// Leia também

Publicidade