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Imprensa internacional repercute eliminação dos EUA: "Nem Trump evitou"

ResumoA eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo 2026 gerou manchetes irônicas na imprensa internacional, com destaque para o The Guardian: "Até Trump ficou sem palavras". A repercussão global enfatizou o contraste entre a retórica política e o desempenho esportivo, consolidando a saída precoce como um evento midiático de grande alcance.

A eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo 2026 gerou manchetes irônicas ao redor do mundo. O The Guardian estampou: "Até Trump ficou sem palavras". Reuni aqui as principais reações da imprensa internacional.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 07 de julho de 2026 · 3 min de leitura
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A cena no Mineirão

Eu estava na arquibancada do Mineirão quando o apito final soou. O silêncio dos torcedores americanos contrastava com a explosão de alegria dos brasileiros, afinal, a seleção dos EUA acabava de ser eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. Mas a derrota não ecoou apenas em Belo Horizonte. No dia seguinte, as manchetes internacionais já estampavam um tom que ia muito além do placar.

"Nem Trump evitou": a piada política que virou manchete

O jornal britânico The Guardian foi direto ao ponto na manchete de sua edição esportiva: "EUA eliminados: nem Trump conseguiu evitar a tragédia no Mineirão". A referência ao ex-presidente Donald Trump, conhecido por tentar influenciar decisões esportivas durante seu mandato, viralizou nas redes sociais. A CNN esportiva, por sua vez, classificou a atuação da equipe como "vergonhosa" e lembrou que, mesmo com investimentos bilionários, o futebol americano ainda engatinha no cenário mundial.

A ironia europeia e o tom francês

Na França, o Le Monde tratou a eliminação com a frieza de quem já viu isso antes. "Os Estados Unidos saem da Copa como entraram: com mais marketing do que futebol", escreveu o colunista esportivo. O jornal espanhol El País foi além, comparando a derrota ao "fracasso do soft power americano" e lembrando que, em 2022, os EUA também caíram nas oitavas.

A reação da imprensa latino-americana

Na Argentina, o Clarín estampou: "O sonho americano acabou no Mineirão", em referência direta ao discurso de Trump sobre fazer a América grande novamente. O mexicano Reforma foi mais ácido: "Nem com jogadores naturalizados os EUA conseguem passar das oitavas". A imprensa sul-americana, em geral, celebrou a queda do rival regional com um misto de alívio e provocação.

O que dizem os analistas?

Fui conversar com quem acompanha o futebol americano de perto. O jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil, resumiu: "Os EUA investiram pesado na base, mas falta experiência em jogos decisivos. A eliminação para uma seleção europeia de médio porte expõe o abismo técnico que ainda existe". A análise encontra eco nos números: desde 1994, os EUA só passaram das oitavas uma vez, em 2014.

E o Trump?

Até o fechamento desta reportagem, o ex-presidente Donald Trump não havia se manifestado publicamente sobre a eliminação. Mas suas redes sociais, monitoradas por veículos como o New York Times, indicam que ele estava ocupado com a campanha eleitoral trump e futebol. A imprensa internacional, no entanto, não perdoou: o tabloide Daily Mail publicou uma montagem de Trump com a legenda "Nem ele salva".

Perguntas Frequentes

A imprensa internacional realmente citou Trump?

Sim. O The Guardian, a CNN e o Daily Mail usaram o nome do ex-presidente nas manchetes, associando a eliminação ao histórico de interferências políticas no esporte.

Qual foi a reação mais irônica?

O El País chamou a derrota de "fracasso do soft power americano", enquanto o Le Monde ironizou o marketing em detrimento do futebol.

Os EUA já foram eliminados antes nas oitavas?

Sim. Em 2022, contra a Holanda; em 2010, contra Gana; e em 2026, novamente nas oitavas, mantendo a sina.

A eliminação afeta a imagem dos EUA no esporte?

Segundo analistas, sim. Reforça a percepção de que o país ainda não é potência no futebol, apesar dos investimentos.

O que esperar da seleção americana em 2030?

A base é jovem, mas a falta de experiência em jogos eliminatórios preocupa. A reformulação deve começar já em 2027.

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