Aldo Rebelo: expulso e reintegrado ao DC, pré-candidato à Presidência
O ex-ministro Aldo Rebelo foi expulso e reintegrado ao Democracia Cristã (DC) em meio a uma disputa interna. Ele mantém a pré-campanha à Presidência e diz que a situação está judicializada. Entenda os bastidores do caso e os próximos passos na Justiça Eleitoral.
Fui conversar com quem acompanha de perto os bastidores do Democracia Cristã (DC) nos últimos dias. O que se ouve nos corredores é um misto de perplexidade e estratégia: Aldo Rebelo, expulso e reintegrado ao partido por decisão liminar, mantém a pré-campanha à Presidência. A cena política em Brasília ganhou um capítulo de novela jurídica que me fez lembrar de outras disputas internas que, no fim, sempre encontram o caminho do TSE.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a situação de filiados expulsos e reintegrados depende de análise de provas documentais e do estatuto partidário (TSE, Resolução sobre filiação partidária, 2024). No caso de Aldo Rebelo, a expulsão ocorreu em maio de 2026, mas a Justiça Eleitoral concedeu liminar de reintegração em junho, argumentando que o processo interno não seguiu o rito previsto.
"A situação está judicializada", afirmou Aldo Rebelo em entrevista coletiva na última quarta-feira. A frase ecoa o que muitos pré-candidatos dizem quando o tapete é puxado: a Justiça vira o campo de batalha. O DC, por sua vez, recorreu da decisão, e o caso deve subir ao plenário do TSE nas próximas semanas.
A origem da discórdia está na convenção partidária de abril, quando um grupo dissidente questionou a liderança de Rebelo. O estatuto do DC prevê expulsão por "indisciplina partidária" (DC, Estatuto, art. 23), mas a defesa do ex-ministro alega que não houve contraditório. "O partido não pode virar um clube de cartas marcadas", disse um aliado próximo, que pediu anonimato.
Enquanto a Justiça decide, Rebelo mantém a agenda. No último sábado, esteve em São Paulo para um encontro com lideranças sindicais. A pré-campanha, por ora, segue com eventos em Minas Gerais e no Nordeste, onde ele tem base eleitoral. O TSE deve julgar o mérito até agosto, antes do prazo final de registro de candidaturas.
A história do DC é curiosa: fundado em 1995 com inspiração na democracia cristã europeia, o partido nunca elegeu um presidente. Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara, é a aposta mais ambiciosa. Mas a briga interna pode custar caro, o tempo perdido na Justiça é tempo que falta para consolidar alianças.
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Fui ouvir também eleitores na porta de um evento em Brasília. "A política virou um ringue de boxe, mas a gente quer saber de proposta", disse um servidor público de 45 anos. É o que Rebelo tenta fazer: enquanto os advogados brigam no TSE, ele fala em reforma tributária e segurança pública.
Perguntas Frequentes
O que levou à expulsão de Aldo Rebelo do DC?
A expulsão foi motivada por suposta indisciplina partidária durante a convenção de abril de 2026, quando Rebelo teria desrespeitado decisões internas sobre alianças.
Por que ele foi reintegrado?
A Justiça Eleitoral concedeu liminar anulando a expulsão por falta de contraditório no processo interno. O DC recorreu.
Aldo Rebelo pode ser candidato?
Sim, desde que o TSE não confirme a expulsão. A situação está judicializada e aguarda julgamento definitivo.
Qual o prazo para a decisão final?
O TSE deve julgar o mérito até agosto de 2026, antes do prazo de registro de candidaturas.
O que acontece se a expulsão for mantida?
Rebelo perde o direito de concorrer pelo DC e pode buscar filiação em outro partido, mas o prazo para mudança já passou, ele teria que recorrer ao TSE para registrar candidatura avulsa ou por legenda de aluguel.
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