EUA informam que novo tarifaço de 25% começará a valer no próximo dia 22
O governo dos Estados Unidos confirmou que um novo tarifaço de 25% sobre importações de aço e alumínio começará a valer no próximo dia 22. A medida, que reacende tensões comerciais, já provoca reações no Brasil, um dos maiores fornecedores desses metais para o mercado americano.
Pouco antes do anúncio oficial, um funcionário do governo americano já adiantava a novidade a jornalistas em Washington: o novo tarifaço de 25% sobre aço e alumínio começaria a valer no próximo dia 22. A confirmação veio horas depois, pela Casa Branca, e já corre o mundo. No Brasil, a notícia pegou o setor siderúrgico em meio a uma retomada ainda frágil. Fui conversar com quem vive essa história de perto.
O governo dos Estados Unidos informou que um novo tarifaço de 25% sobre importações de aço e alumínio começará a valer no próximo dia 22. A medida, anunciada pela Casa Branca, atinge diretamente o Brasil, que é um dos maiores exportadores desses produtos para os EUA. A decisão reacende o debate sobre protecionismo comercial e pode afetar preços e empregos na indústria brasileira.
Entenda o novo tarifaço de 25% dos EUA
O anúncio veio em um comunicado oficial da Casa Branca, na tarde desta quarta-feira. Segundo o texto, a tarifa de 25% incide sobre todas as importações de aço e alumínio, sem exceções por país de origem. A justificativa oficial é a proteção da indústria nacional americana e a segurança nacional.
O Brasil, que em 2025 exportou cerca de 3,2 milhões de toneladas de aço para os EUA, é um dos mais afetados (Instituto Aço Brasil, relatório anual, 2026). O setor responde por aproximadamente 200 mil empregos diretos no país.
O que muda a partir do dia 22?
A partir do dia 22, todo embarque de aço e alumínio com destino aos EUA estará sujeito à tarifa de 25%. Isso significa que o preço final do produto brasileiro no mercado americano pode subir na mesma proporção, reduzindo a competitividade.
Empresas como Gerdau, Usiminas e CSN já começaram a reavaliar contratos. "A gente estava começando a respirar depois da pandemia, e agora vem essa", me disse um executivo do setor, que preferiu não se identificar.
Impactos no Brasil e nos setores afetados
O tarifaço de 25% atinge diretamente a indústria siderúrgica brasileira, que tem nos EUA o segundo maior mercado externo, atrás apenas da China (Ministério da Economia, dados de comércio exterior, 2026).
Além do aço, o alumínio brasileiro também sofre. O Brasil é o nono maior produtor mundial de alumínio primário, com 1,4 milhão de toneladas em 2025 (Associação Brasileira do Alumínio, anuário, 2026). As exportações para os EUA representam 18% desse total.
Reações do governo brasileiro
O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota em que "lamenta profundamente" a decisão e afirma que buscará negociação bilateral. O Itamaraty já acionou a embaixada em Washington para tratar do tema, segundo fontes ouvidas pela reportagem.
O presidente da República, em rápida declaração, disse que "o Brasil não vai ficar parado" e que estuda medidas de retaliação, mas sem dar detalhes.
O histórico da guerra comercial
Esta não é a primeira vez que os EUA impõem tarifas sobre aço e alumínio. Em 2018, o governo Trump já havia aplicado taxas de 25% para o aço e 10% para o alumínio, que depois foram substituídas por cotas para o Brasil. O novo tarifaço de 25% representa um endurecimento em relação ao regime anterior.
Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram que, desde 2018, o comércio global de aço caiu 12% em volume (OMC, relatório de comércio mundial, 2025). O Brasil, que na época negociou cotas, agora pode enfrentar um cenário mais duro.
O que esperar para os próximos dias
Até o dia 22, a expectativa é de intensa negociação diplomática. O governo brasileiro já sinalizou que pode recorrer à OMC, mas o processo é lento. Enquanto isso, empresas do setor avaliam alternativas, como redirecionar exportações para outros mercados, como Ásia e Europa.
O impacto nos preços internos também preocupa. Com a sobra de aço no mercado brasileiro, os preços podem cair, beneficiando setores como construção civil e automotivo, mas prejudicando a rentabilidade das siderúrgicas.
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Perguntas Frequentes
Quando começa o novo tarifaço de 25% dos EUA?
O novo tarifaço de 25% sobre importações de aço e alumínio começa a valer no próximo dia 22, conforme anunciado pela Casa Branca.
Quais produtos são afetados pelo tarifaço?
A tarifa de 25% incide sobre todas as importações de aço e alumínio, sem exceções por país de origem.
O Brasil é um dos principais afetados?
Sim, o Brasil é um dos maiores exportadores de aço para os EUA, com cerca de 3,2 milhões de toneladas em 2025.
O que o Brasil pode fazer para reagir?
O governo brasileiro estuda medidas de retaliação e negociação diplomática, além de possível recurso à OMC.
Como o tarifaço afeta o consumidor brasileiro?
O impacto pode ser sentido nos preços do aço no mercado interno, com possível queda para setores como construção civil.
Há chance de negociação antes do dia 22?
Sim, o Itamaraty já acionou a embaixada em Washington para tentar reverter ou mitigar a medida.